Mercado argentino expande 28%

As vendas de veículos na Argentina, o principal parceiro comercial do Brasil na América Latina, registraram 700 mil 348 unidades de janeiro a setembro, segundo dados da Acara, a associação dos concessionários que atuam no país. O volume representa crescimento de 28,3% sobre o registrado em igual período do ano passado, 545 mil 894 veículos.

 

Apenas em setembro foram vendidos no país 78 mil 889 veículos, 10,9% a mais do que o verificado em setembro do ano passado. A média diária de vendas, ao longo dos 21 dias úteis, chegou a 3 mil 756 unidades.

 

O Volkswagen Gol é o modelo mais vendido lá: 34 mil 702 nos primeiros nove meses do ano. O Renault Sandero ficou em segundo lugar, com 29 mil 959 unidades, o Chevrolet Onix ficou em terceiro, com 26 mil 574 unidades, o Toyota Etios, com 24 mil 863, ficou em quarto, e o Ford Ka, com 21 mil 360, ficou em quinto lugar.

 

Separando por categorias: do total de vendas no mês 58 mil 214 unidades foram de automóveis, mais 12,4% na comparação com as vendas em setembro do ano passado, e 17 mil 418 unidades foram de comerciais leves, mais 4%. Ao veículos comerciais somaram 2 mil 258 unidades, mais 34,4%.

 

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Ford investirá mais em SUVs e picapes

A Ford divulgou, para investidores, uma atualização da sua estratégia de mercado com foco em se tornar uma empresa mais enxuta e lucrativa. Segundo o CEO Jim Hackett a empresa usará US$ 7 bilhões de capital de carros para o desenvolvimento de novas picapes e SUV’s, acreditando que nesses segmentos a empresa ganhará mais mercado. A nova geração do Ford Bronco e uma nova Ranger estão na programação.

 

O novo planejamento também inclui oferecer novos tipos de conectividade nos veículos vendidos nos Estados Unidos a partir de 2019 e, um ano depois, 90% dos veículos globais da empresa serão dotados dos mesmos sistemas. 

 

O CEO também quer reduzir em até US$ 10 bilhões os gastos com materiais, usando as mesmas peças para diversos modelos. Os custos com engenharia também serão reduzidos em US$ 4 bilhões.

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S10 terá série limitada para comemorar 100 anos

Para comemorar os 100 anos de produção das picapes, a Chevrolet fará algumas ações especiais pelo mundo, incluindo o Brasil.

 

Para o mercado nacional a fabricante lançará uma série limitada da S10, com acabamento e emblema exclusivo da série na carroceria, sendo a primeira edição numerada no País.

 

O One-Ton foi o primeiro veículo de carga produzido pela empresa, em 1917, com capacidade de carga de uma tonelada, equipada com motor quatro cilindros e 38 cv de potência. Na época, era comum a fabricante vender o chassi e o comprador era responsável por instalar a carroceria da sua preferência.

Marcopolo homologa ônibus para atender SPTrans

A Marcopolo recebeu homologação para vender o ônibus Torino nas normas e no padrão da SPTrans e, com isso, desenvolveu modelo específico para atender o transporte na cidade de São Paulo.

 

O Torino padrão SPTrans é mais curto, com 9 m 60 de comprimento, capacidade para 53 passageiros e com novo sistema de ar-condicionado, desenvolvido para oferecer equilíbrio térmico, tomadas para o carregamento de aparelhos eletrônicos, iluminação interna e externa de LED e preparação para receber elevador para cadeirantes.

 

Leandro Sodré, consultor de operações comerciais da Marcopolo, afirmou que “o processo de homologação é bastante longo, com muitos pormenores, pois o padrão SPTrans representa um dos mais rígidos e importantes do Brasil. A cidade tem a maior frota do País, com cerca de 15 mil unidades, e esta homologação abre muitas oportunidades de negócio. Além do Torino, temos também o modelo de micro-ônibus Senior já homologado”.

Produção industrial cresce 4% em agosto

A produção industrial brasileira cresceu 4% em agosto na comparação com o mesmo período do ano passado, o quarto mês seguido de expansão, o que não acontecia desde 2013, segundo dados divulgados pelo IBGE. O setor que mais influenciou a indústria foi o de veículos, reboques e carrocerias, com aumento de 28,2%. André Macedo, gerente de coordenação de indústria do instituto disse que “esse segmento apresenta saldo positivo em todas as comparações e as exportações ajudaram bastante no crescimento, com o mercado interno consumindo parte desse aumento da produção”.

 

O crescimento da produção de veículos, reboques e carrocerias foi um dos responsáveis pelo aumento da produção de bens duráveis, 18,5% na comparação com mesmo mês do ano passado e 4,1% ante julho. De janeiro a agosto houve crescimento de 11,1% com relação ao mesmo período de 2016.

 

“Liberação das contas inativas do FGTS, melhora gradual do mercado de trabalho, assim como a da expectativa das famílias com relação ao mercado e queda na taxa de juros são variáveis do mercado que levaram a esse crescimento. Vale ressaltar que o crescimento ocorreu depois de o mercado ter caído bastante e estamos diminuindo o volume perdido, mas o comportamento que ocorreu nos últimos dois anos, de perda sobre perda, ficou para trás”.

 

Outro segmento que também influenciou esse crescimento foi o de eletrodomésticos.

 

A produção de bens de capital, que está diretamente ligada ao setor de caminhões e máquinas agrícolas, cresceu 9,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, 4,4% de janeiro a agosto na mesma base de comparação e 0,5% com relação a julho, tendo influência direta dos dois segmentos citados: “O aumento da produção de bens de capital foi auxiliado pelo crescimento no volume de caminhões produzidos, assim como a safra recorde e a produção de máquinas agrícolas. As exportações têm grande participação nesse aumento, pois são uma saída para o mercado interno”.

 

Comparando a produção geral da indústria de agosto com julho houve queda de 0,8%, mas isso não reflete o desempenho do ano: “Ao longo do ano foram seis meses de resultados positivos e dois negativos. Houve uma melhora gradativa no volume de produção e, se compararmos com o último mês do ano passado, a indústria está produzindo 1,2% a mais. Mas ainda temos longo caminho para percorrer até voltarmos ao patamar que existia antes da crise”.

 

No oito primeiros meses desse ano a produção industrial nacional registrou crescimento de 1,5%.

Scania indicou novo diretor de vendas de caminhões

A Scania nomeou Ricardo Vitorasso para o cargo de diretor de vendas de caminhões para as operações comerciais no Brasil. Ele assume o papel a partir da segunda-feira, 2. Ele assume no lugar de Victor Carvalho, que deixou a companhia para se dedicar a projetos pessoais. O sucessor de Vitorasso, na função de diretor de vendas do consórcio Scania, é Rodrigo Clemente, ex-gerente comercial do Grupo Mevepi, uma das concessões da marca no estado de Santa Catarina.

 

Formado em administração de empresas e pós-graduado em gestão de negócios, Vitorasso atua na Scania há 17 anos. Neste período, acumulou experiência na área comercial como líder de equipes de vendas, gestor de concessionária e, em 2016, como diretor de vendas do Consórcio Scania.

 

Já Rodrigo Clemente, formado em engenharia de produção e pós-graduado em marketing, iniciou sua carreira na Scania em 2005 como gerente de negócios de vendas de caminhões seminovos e usados. Em 2008, passou a atuar na área de vendas de caminhões novos. Nos últimos seis anos, o executivo permaneceu à frente da gestão comercial do Grupo Mevepi. Ricardo Vitorasso passa a se reportar a Roberto Barral, diretor-geral da Scania no Brasil, e Rodrigo Clemente para Suzana Soncin, diretora-geral do Consórcio Scania.

 

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Nissan anuncia recall de carros vendidos desde 2014

A Nissan informou na segunda-feira, 2, que fará recall de todos os 1,2 milhão de novos carros de passageiros vendidos no Japão nos últimos três anos, após descobrir que inspeções finais dos veículos não foram feitas por técnicos autorizados. O recall é o segundo incidente recente envolvendo má conduta de uma montadora japonesa, após a Mitsubishi admitir em abril de 2016 que falsificou a economia de combustível para alguns no mercado doméstico.

 

Segunda maior montadora do Japão, a Nissan convocará veículos de passageiros produzidos para o mercado doméstico entre outubro de 2014 e setembro de 2017, incluindo a minivan Serena e o hatch compacto Note, que estão entre os mais vendidos da companhia naquele país. Todos os veículos revistos serão submetidos a novas inspeções para verificações finais em funções como raio de direção, capacidade de frenagem e aceleração. O recall custará cerca de 25 bilhões de ienes à fabricante.

 

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Confiança empresarial em crescimento

A confiança no meio empresarial, com relação ao futuro dos negócios, cresceu pelo terceiro mês consecutivo, para 87,3 pontos, a melhor marca desde dezembro de 2014 — na comparação com o mesmo período do ano passado houve crescimento, de 6,6 pontos, enquanto na comparação com o mês anterior o aumento foi de 1,3 ponto, segundo dados do ICE, Índice de Confiança Empresarial, divulgado pela FGV.

 

O estudo considera quatro macrosetores: indústria e construção, que cresceram 0,1 ponto, e comércio e serviços, que aumentaram 0,6 ponto e 0,5 ponto, respectivamente.

 

A melhora na confiança dos empresários poderá ser sentida pelo setor automotivo, disse o superintendente de estatísticas públicas da FGV, Aloísio Campelo: “O Índice de Confiança Empresarial está na retomada do crescimento, assim como o setor automotivo, que poderá esperar por números melhores no último trimestre deste ano e em 2018. A boa fase da economia ajuda no crescimento da confiança em diversos setores”.

 

No caso dos automóveis, além da estabilidade econômica e politica, existem alguns fatores que levam a indústria a esperar por melhores números nas vendas: “Redução da inflação, queda dos juros e a liberação do FGTS são fatores que aumentaram a confiança no segmento de bens duráveis. O fato de as famílias estarem menos endividadas, pois muitas usaram o FGTS para quitar dívidas, faz com que elas possam pensar em investir em bens duráveis mais caros, como automóveis, deixando o pessimismo com o mercado de lado”.

 

Porém, para que o setor possa aproveitar a estabilidade deste cenário, é necessário que a geração de empregos continue crescendo, pois esse é um fator determinante e a indústria automotiva tem participação nesta área: “O setor já está demitindo bem menos e algumas empresas estão trazendo de volta alguns funcionários, pois a expectativa é de crescimento para 2018. Outros setores da indústria estão até contratando”.

 

Já o segmento de caminhões e máquinas, que tem recuperado o volume de vendas perdido ao longo do ano, poderia ser influenciado pelo crescimento da confiança empresarial no setor de construção, que avançou 0,1, porém, isso não deve acontecer: “O índice no setor de construção é o mais baixo dentre os quatro avaliados e não deve receber grandes investimentos na compra de novos caminhões e máquinas a curto prazo. Isso poderá acontecer nos próximos anos, caso esse cenário estável de crescimento seja mantido”.

General Motors: vinte modelos elétricos até 2023

A General Motors anunciou na segunda-feira, 2, que terá em sua oferta global, até 2023, vinte modelos de veículos elétricos. Os dois primeiro serão lançados no mercado nos próximos dezoito meses, segundo o plano da fabricante que tem como meta reduzir as emissões nos próximos anos. A empresa também anunciou na segunda-feira, em Detroit, nos Estados Unidos, o veículo conceito chamado Surus, equipado com dois motores movidos pelo hidrogênio contido em uma célula de combustível.