Vendas de veículos cresceram 24,5% em setembro

Em setembro foram emplacados 199 mil 225 veículos no País, volume de vendas 24,5% maior do que o registrado em setembro do ano passado, segundo dados do Renavam obtidos por AutoData. Considerando o número de dias úteis do período, a média diária de licenciamentos foi de 9 mil 961 veículos, o que confirma as expectativas da Anfavea sobre vendas próximas às dez mil unidades por dia até o final do ano.

 

De janeiro a setembro, foram emplacados 1 milhão 619 mil 887 veículos no mercado nacional. O volume foi 7,36% maior do que o obtido no acumulado dos nove meses do ano passado, quando o setor vendeu 1 milhão 508 mil 739 unidades, de acordo com dados da Fenabrave.

 

Foto: Divulgação.

Continental terá sistema de partida do motor pelo celular

A Continental é a nova proprietária da OTA Keys, empresa que desenvolve soluções digitais para o destravamento e partida do motor do carro sem o uso de chave.

 

A solução desenvolvida permite que frotistas e empresas de aluguel e compartilhamento de veículos usem apenas o celular de funcionários e clientes como chave, oferecendo também algumas informações como localização, consumo de combustível, quilometragem e bateria.

 

A intenção é usar essa tecnologia para os carros autônomos do futuro, que poderão ser compartilhados e alugados, necessitando de uma tecnologia que não seja a chave padrão.

BorgWarner localiza produção de correntes e mira carros 1.0

Contratos firmados localmente com as fabricantes Fiat e Renault viabilizaram a produção no País de correntes de sincronismo da Morse Systems, divisão da BorgWarner especialista no componente, na fábrica da companhia instalada em Itatiba, SP, desde o final de abril. A empresa projeta um volume de produção de 150 mil peças até o final deste ano. O mercado mantendo a estimativa de crescimento, o volume sobe para 550 mil unidades ano que vem.

 

O cronograma leva em consideração um cenário de manutenção das vendas de automóveis leves no mercado brasileiro, o qual, acredita a companhia, manterá o desempenho apresentado este ano, devendo fechar 2018 próximo da marca de 2 milhões 150 unidades negociadas. Atrelado a isso, há crença de que os modelos compactos 1.0 e 1.3, para os quais se destina a produção atual de correntes, vá se sobressair diante dos demais. Outro flanco explorado comercialmente pela BorgWarner é ser parceira das fabricantes que estudam substituir tecnologia: sai a correia dentada, entra a corrente BW.

 

De janeiro a junho, o mercado se mostrou mais propenso às vendas de carros de motorização na faixa superior ao 1.0, o que denota um largo caminho a ser percorrido pelas fabricantes no sentido de massificar os veículos de entrada. Foram 751 mil 941 unidades dos modelos mais potentes contra 406 mil 407 unidades de carros 1.0. “Os lançamentos do Kwid e do Mobi são promissores, de certa forma puxarão os números das vendas por cilindrada”, disse Wilson Lentini, gerente geral da unidade Morse.

 

No segmento de veículos equipados com esta motorização, os Fiat Uno, Mobi e Argo, e também o Renault Kwid já saem de fábrica com correntes de sincronismo da Morse. A área comercial da empresa trabalha para aumentar a participação no mercado de OEM brasileiro com o componente localizado. Há conversas com as demais montadoras instaladas aqui, confirmou o executivo, sem entrar em pormenores sobre quais: “As correntes têm uma forte aderência em motores de veículos premium”.

 

O componente produzido pela Morse em uma unidade instalada dentro da BorgWarner, a qual o executivo se refere como campus, tem sido aplicado pelas montadoras nos projetos dos novos compactos como medida de redução de ruído do motor: “Em motores de três cilindros, por exemplo, o uso da corrente diminui a vibração no equipamento que, em função do número impar de cilindros, tende a vibrar mais e isso provoca ruído”. Afora esta característica, ele disse que as correntes tornam o conjunto de transmissão mais durável, e este fator é visto como um diferencial competitivo em motores turbinados como o do Volkswagen up! TSI, equipado com turbina da companhia.

 

Foto: Reprodução/BorgWarner

Grupo VW quer reduzir impacto ambiental até 2025

O Grupo Volkswagen quer ser líder de sustentabilidade na indústria automotiva e pretende reduzir o impacto ambiental da empresa em 45% até 2025, considerando uma meta ambiciosa e mais um passo para recuperar a confiança perdida com o dieselgate.

 

Para atingir essa meta, a Volkswagen focará no desenvolvimento de carros elétricos e em plataformas mais eficientes. A empresa pretender reduzir o impacto ambiental da sua produção em 20% até 2025. Caso isso aconteça, a empresa consumirá 45% menos água, energia, deixando de emitir o mesmo volume de gases poluentes.

 

Matthias Müller, diretor executivo do Grupo Volkswagen, comentou o foco da fabricante: “Durante muito tempo a Volkswagen esteve no topo dos índices de sustentabilidade e prestígio. Queremos reivindicar esta posição”.

 

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Peugeot não abrirá novas concessionárias até 2019

A Peugeot abriu 28 novas concessionárias desde 2015, chegando a 106 pontos de venda no Brasil, mas o plano de expansão da rede ficará parado até 2019, disse o diretor de vendas corporativas, Luiz Eduardo Pacheco: “Para o segundo semestre deste ano e 2018 manteremos o mesmo número de concessionárias”.

 

A fabricante espera crescer no período que não abrirá novas concessionárias: “Entendemos que o número de revendas é suficiente para suportar a ofensiva ao mercado de utilitários, o crescimento de vendas do 208 e 2008 com câmbio AT6 e o lançamento do 3008”, disse o executivo.

 

E a expectativa de crescer no segundo semestre deste ano já está acontecendo. O hatch 208 vendeu 1 mil 120 unidades em agosto, contra 1 mil 41 em junho, enquanto o SUV 2008 registrou 1 mil 119 emplacamentos, contra 866 no mesmo período.

 

No caso da ofensiva ao segmento de comercias leves o renovado Partner quase dobrou suas vendas: 101 emplacamentos em agosto, contra 54 em junho. O furgão Expert já foi mostrado para a imprensa e o lançamento comercial será em outubro, na Fenatran, que marcará a volta da empresa para o segmento de furgões e ajudará no crescimento.

 

Mesmo com aumento das vendas no começo do segundo semestre, a Peugeot perdeu participação de mercado no acumulado do ano, caindo de 1,33% nos oito primeiros meses do ano passado, contra 1,21% este ano. As vendas caíram de 17 mil 393 para 16 mil 714. A fabricante acredita que terá volume melhor de vendas no segundo semestre, aumentando sua participação de mercado.

 

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Toyota firma parceria para desenvolvimento de elétricos

Toyota, Mazda e Denso anunciaram nesta sexta-feira, 29, uma joint venture no Japão para o desenvolvimento de veículos elétricos. A nova empresa chamará EV CA Spirit e receberá investimento inicial de 10 milhões de ienes.

 

O foco da EV CA Spirit será no desenvolvimento das tecnologias necessárias para veículos elétricos, cobrindo diversos segmentos, desde mini-veículos até caminhões leves.

 

A Toyota será dona de 90% desta empresa, enquanto Mazda e Denso dividirão os outros 10%, com 40 funcionários.

Venda de carro elétrico será obrigatória na China

O governo chinês anunciou no dia 28 que a partir de 2019 as fabricantes de carros que atuam no mercado local terão metas de vendas de veículos elétricos e híbridos para cumprir, visando à redução de poluição do ar e estimular a indústria local de carros não poluentes.

 

Os carros elétricos e híbridos terão que representar 10% das vendas das empresas que produzem ou importam mais de 30 mil veículos por ano para a China. Este porcentual subirá para 12% a partir de 2020.

 

Porém, para empresas que não tem produção local, o governo chinês concordou em adiar essa porcentagem para começar em 2020, pois as fabricantes alegaram que teriam dificuldades em desenvolver a infraestrutura necessária até 2019.

 

Em 2016 foram negociadas quase 24,5 milhões unidades no mercado chinês. Considerando este volume, em 2019 poderão estar nas ruas mais de 2,4 milhões de veículos elétricos e híbridos.

 

Foto: Divulgação

Empresas caxienses ganham qualificação de classe mundial

Parceiras da Marcopolo, trinta e uma empresas da cadeia do setor automotivo caxiense estão certificadas pela Universidade de Caxias do Sul, UCS, como fornecedores de classe mundial, conforme critérios do comércio internacional. A UCS foi a única instituição de ensino superior do Rio Grande do Sul contratada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para prestar serviços em um dos 25 projetos de aperfeiçoamento e qualificação empresarial no País por meio do Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Fornecedores, pelo qual o Governo financia ações de capacitação nos setores metalúrgico e de óleo e gás.

 

O Ministério investiu R$ 1,1 milhão no programa para o setor automotivo aplicado em Caxias do Sul. Em acordo com o APL Metalmecânico, foi definida a participação apenas de empresas caxienses, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e econômico local. “Ao estarem habilitadas a fornecerem suprimentos com capacidade de entrada em qualquer mercado, além de qualificar o produto final da Marcopolo, estas empresas passam a poder desenvolver novas parcerias no comércio internacional”, diz o diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais, Roberto Birch Gonçalves, coordenador do projeto na instituição.

 

A parceria foi firmada em 2014. As atividades estenderam-se ao longo de três anos abrangendo seis dimensões de capacitação: gestão, processos, estratégias, sustentabilidade, inovação e resultados, com foco na qualificação das empresas para atuarem como fornecedoras em nível mundial. 

 

Importância da qualidade – Durante a solenidade de certificação, o gerente de Aquisição e Logística da Marcopolo, Nilo Borges, fez referência a uma pesquisa realizada junto a clientes. Segundo o gestor, entre as atuais razões para a compra de um produto estão, em primeiro lugar, a qualidade e, em segundo, o custo operacional. “Hoje, o cliente não é mais fiel à marca. Se ela não tiver a qualidade desejada, ele vai procurar outra que tenha. Assim, é importante saber qual valor o cliente percebe e investir nele”, apontou.

 

Desta forma, o programa de capacitação veio ao encontro das necessidades de adaptação ao mercado da empresa. “Se o cliente percebe qualidade como maior valor naquilo que a gente entrega, é importante a cadeia de fornecedores entender qual valor a Marcopolo procura. A qualidade do produto de vocês faz parte da qualidade do nosso produto”, definiu.

 

Foto: Ariel Griffante, UCS/Divulgação

Greve paralisa produção da Chery em Jacareí

Os funcionários da fábrica da Chery, em Jacareí, SP, decretaram greve por tempo indeterminado na manhã da quinta-feira, 28, por reajuste salarial de 9,2%, renovação do acordo coletivo, melhoria no convênio médico e implantação de plano de cargos e salários. Esta é a segunda paralisação na fábrica, em menos de uma semana. A primeira aconteceu na sexta-feira, 22.

 

Segundo informações do Sindicato dos Melalúrgicos de São José dos Campos, todos os 400 funcionários da fábrica aderiram à paralisação. A Chery confirmou o início da greve após assembleia realizada pelo Sindicato. Foram realizadas três reuniões entre a montadora e a entidade, porém não houve consenso entre as partes. A empresa informou por meio de nota que segue em negociação em busca de acordo para que as atividades da produção possam ser retomadas.

 

Foto: Divulgação

Delphi divulga nomes após spin-off

A Delphi divulgou na quarta-feira, 27, que as duas empresas que surgirão com a separação da divisão de powertrain da empresa, processo chamado de spin-off, serão nomeadas Aptiv e Delphi Technologies. A criação das empresas foi anunciado em maio deste ano.

 

A Aptiv será responsável pelos negócios na área de segurança e arquitetura eletroeletrônica, focada na aceleração das vendas de segurança ativa, veículos autônomos e serviços conectados, fornecendo plataformas de computação, softwares e arquitetura de rede.

 

A Delphi Technologies será o braço da empresa voltado para o desenvolvimento de componentes para powertrain e pós-vendas. Este processo de separação da divisão de powertrain da Deplhi chegará ao fim em março do ano que vem.

 

Fonte: Divulgação