Eletrificação dos carros da Volvo foi reconhecida pela ONU

O projeto de eletrificação da Volvo Cars foi reconhecido Pela ONU, Organizações das Nações Unidas. A decisão de lançar carros híbridos ou elétricos a partir de 2019 foi considerada a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo. A fabricante também foi reconhecida como membro do LEAD, grupo das empresas mais comprometidas na iniciativa.

 

O relatório do Pacto Global da ONU também reconheceu dez executivos que assumiram ações ousadas, incluindo o presidente da Volvo Cars, Håkan Samuelsson. “Estamos fazendo isso porque pensamos que este é o futuro para a Volvo Cars, e que isso nos tornará mais fortes. É um bom negócio”, disse o presidente.

 

A volvo Cars foi a primeira fabricante de automóveis a adotar completamente a eletrificação e colocá-la no centro de seus negócios futuros. Em 2019 todo carro lançado terá um motor elétrico.

Randon apresenta novidades na Fenatran

O Grupo Randon levará algumas novidades e seu portfólio completo para a Fenatran 2017, e quer estreitar o relacionamento com os clientes durante o evento.

 

Na linha de semirreboque basculante, a novidade será a Basculante 30 m³, para o transporte de minerais como areia e brita, voltada para aplicações pesadas. No caso do semirreboque Top Sider Versátil, a novidade é o sistema que eleva o teto em até 30 cm para carga e descarga.

 

Outros lançamentos serão o Tanque Cilíndrico Linha R, com inovações para o segmento de transporte de combustíveis, produzido em aço de carbono e o semirreboque base de contêiner, desenvolvido para o mercado peruano, onde a Randon está construindo uma nova planta.

 

A Fenatran acontecerá entre os dias 16 a 20 de outubro, no Expo São Paulo.

 

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Scania busca 5 mil unidades em 2017

A Scania acredita que baterá a meta de vendas de caminhões estipulada para este ano pela sua área comercial: 5 mil unidades, ou 20% de crescimento sobre o volume de vendas do ano passado, quando vendeu 4 mil 425 caminhões no País.

 

Segundo Roberto Barral, diretor geral da companhia, a expectativa se torna mais real diante de três fatores que provocarão reflexos nas vendas e proporcionarão o crescimento esperado: a possibilidade de renovação da frota de empresas do agronegócio, a retomada em segmentos fora de estrada, como mineração, e o fato de 2018 ser um ano eleitoral.

 

“Bateremos as 5 mil unidades este ano. As vendas da empresa estão crescendo mensalmente, ao passo que o mercado ainda se recupera de índices negativos. O fato é que a curva das vendas voltou a subir e enxergamos possibilidades de negócios no campo, com entregas para a safra de 2018 e mineração e há esperança de começarem obras de infraestrutura que estavam paradas”.

 

Em mineração, por exemplo, a empresa avançou com o lançamento de um novo modelo off-road, o Heavy Tipper, em agosto. Até a primeira quinzena de setembro foram vendidas 73 unidades no País, e a Scania espera vender quinhentas em 2018 dada a expectativa em torno dos negócios de mineração.

 

No período de janeiro a agosto a Scania apresentou evolução positiva do volume de venda no mercado interno. Foram 3 mil 233 caminhões, quantidade 12,1% maior do que a vendida no mesmo período do ano passado, 2 mil 884. Caso as vendas superem o patamar das 5 mil unidades será um desempenho parecido ao verificado em 2015, quando a empresa vendeu 5 mil 224 veículos pesados.

 

Os números do setor divulgados pela Anfavea, em agosto, mostraram que a Scania foi a única empresa a não apresentar queda no volume de vendas. A Volvo, que também tem produtos do segmento de pesados, embora tenha vendido mais, 3 mil 355 unidades, teve desempenho 13,8% menor do que o apresentado no mesmo período em 2016.

 

As demais concorrentes do setor que possuem portfólio mais amplo do que a dupla sueca também venderam menos na comparação com o ano passado: a Mercedes-Benz licenciou 10,5% a menos, 8 mil 989 unidades, e a MAN 16% a menos, 8 mil 109 unidades.

 

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Industriais estão mais confiantes

Mais um sinal de que a economia do País está no caminho da recuperação é o ICEI, Índice de Confiança do Empresário Industrial, que chegou a 55,7 pontos em setembro, o maior nível desde março de 2013, segundo pesquisa da CNI, Confederação Nacional das Indústrias. Na comparação com agosto o índice aumentou 3,1 pontos e com relação à média histórica, 54 pontos, setembro cresceu 1,7.

 

O número da pesquisa varia de zero a 100 pontos e, quando fica acima de 50, mostra que empresários, e seus executivos, estão confiantes. A evolução do índice é resultado da melhor percepção sobre condições atuais e sobre expectativas com relação ao desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses.

 

No caso das grandes indústrias o nível de confiança chegou a 57,4 pontos, nas médias 54,7 e nas pequenas 53,4.

 

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Venda de caminhões poderá crescer 28%

A expectativa para o PIB brasileiro do ano que vem é de 3%, e alguns analistas falam em 2,8%, mas o ministro da Fazenda assinala de 3,7% a 4,5%. O aumento do PIB será impulsionado por uma série de fatores, como o crescimento da construção civil e do setor imobiliário, pela retomada dos investimentos em infraestrutura, maior dinamismo de investimentos e a formação bruta de capital fixo, que também poderá crescer. Caso esse cenário se torne realidade o setor de caminhões sofrerá impacto direto, com a possibilidade das vendas cresceram mais de 20%:

 

“Sairemos de um cenário muito complicado este ano para crescer 28% em 2018, vendendo 65,6 mil unidades”, disse o consultor João Moraes. “Em termos de volume ficaremos distantes do que tínhamos no passado, mas em porcentual o crescimento será bom e a economia do País, mais confiante, puxará o aumento das vendas”.

 

Ele considera muito improvável que o crescimento do PIB seja acima de 3% por causa do cenário político, que poderá gerar turbulências nos investimentos.

 

Executivos de algumas fabricantes também apostam em 2018 aquecido, mas sem tanto crescimento, como Roberto Cortes, presidente da MAN, que é um dos mais otimistas: “Caso o PIB cresça 3% não tenho dúvidas de que o aumento nas vendas ficará de 10% a 15%. Caso aconteça o cenário mais favorável podemos aumentar o volume até 20%, mas essa segunda opção é mais complicada”.

 

O crescimento do PIB será um dos fatores para o aumento das vendas de caminhões, mas Roberto Cortes também citou outros fatores: “Existe a necessidade de renovação de frota no Brasil e, com PIB crescendo, os investimento represados voltarão aos planos das empresas, pois a idade média da frota brasileira é de 17 anos, sendo o dobro na comparação com Europa e Estados Unidos”.

 

O presidente da MAN também observou com otimismo o que espera para 2019 e 2020: “Se o PIB crescer 3% em 2018 e o cenário político e econômico estiver plenamente estável, as vendas de caminhões crescerão acima de 20%, sendo possível chegar a 100 mil unidades vendidas em 2020”.

 

Em oito anos o executivo acredita que o setor poderá chegar ao patamar de 130 mil caminhões vendidos por ano, mas será necessário que o crescimento do PIB seja constante nesses anos, o que é possível: “O crescimento do País ficou estagnado por causa da crise mas, com a volta do crescimento, será possível retomar o tempo perdido”.

SsangYong está de volta

A Venko Motors, operadora nacional de importação, exportação e gestão para o setor automotivo, fechou contrato com a SsangYong e torna-se a responsável pela venda e atendimento pós-venda de produtos da marca sul-coreana. A prioridade, hoje, é estruturar a operação e resgatar o prestígio com os proprietários antigos oferecendo atendimento de marca premium. O segundo passo, em novembro, será a chegada de frota de quatro modelos para apresentação ao público.

 

As vendas terão início no primeiro trimestre de 2018.

 

A SsangYong teve dois momentos no Brasil: de 1995 a 1998 e, depois, presença de mais tempo, 2001 a 2015. Nesses períodos foram negociadas 16 mil 511 unidades, justamente para clientes que voltarão a ter atendimento pela agora constituída SsangYong Motors do Brasil. De acordo com o presidente Gérson Pitorri “esses clientes passam a ser responsabilidade nossa. Estamos importando peças e ofereceremos atendimento premium a eles, inclusive reavaliando a garantia caso a caso, pois acreditamos que a partir da satisfação deles damos um passo importante na recuperação da imagem da marca”.

 

A construção da marca teve início em fevereiro, com a assinatura do contrato com a montadora sul-coreana, os processos de homologação de produtos e com a formação da rede. Hoje a SsangYong do Brasil tem quinze concessionárias, em grande parte de representantes que já atuaram no passado. O objetivo é o de que até o fim do ano sejam trinta – e em 2018 espera ter cinquenta pontos de vendas e de atendimento ao cliente.

 

“Priorizamos o trabalho de qualidade com a rede autorizada, pois o novo padrão dos produtos, e do nosso posicionamento no País, será da categoria superior”.

 

Novos produtos – O portfólio será formado por quatro modelos: a picape Actyon Sports e o Korando, já conhecidos por aqui, e os novos Tivoli e XLV, todos reestilizados: “São produtos renovados e que estão posicionados nos segmentos que mais crescem no mercado nacional, os de SUVs e de picapes”.

 

Ainda sem muita informação sobre produtos e plano de preços a importadora acredita que poderá competir com os líderes desses segmentos justamente pela boa aceitação em outros mercados, como a Europa e Chile, contou o diretor de operações Marcelo Fevereiro:

 

“Os SUVs Tivoli e XLV foram recentemente premiados no mercado europeu. Na região temos uma boa aceitação no Chile, onde vendemos 7 mil unidades no ano passado”.

 

Sua expectativa para o primeiro ano de vendas no Brasil é de 3 mil unidades.

 

A SsangYong passa por momento de crescimento no mundo. Em 2016 foram negociadas 116 mil unidades e a projeção para este ano é de 169 mil. Jong Dee Lee, diretor de exportação da matriz, destaca a Europa como principal destino dos produtos coreanos, com 24 mil unidades no ano passado – e 11 mil veículos vieram para a América Latina em 2016.

 

“Temos, na Coreia do Sul, capacidade para atender à demanda crescente que esperamos no mercado brasileiro, pois viemos para ficar por muito tempo.”

 

O contrato da Venko com a SsangYong é de dez anos, renovável por períodos de cinco.

DAF estuda produzir nova cabine

Os indícios de que o mercado de pesados deixou de cair, visíveis no desempenho do setor de janeiro a agosto em termos de vendas, situaram a fabricante de caminhões DAF diante de um impasse: aproveitar o momento para trazer da Europa uma nova cabine para seus veículos e buscar mais mercado com a novidade em sua oferta, ou esperar a adoção da norma Euro 6 no País para modernizar o portfólio.

 

Para Luís Gambim, diretor comercial da empresa, o cenário mais provável é o de que a cabine desembarque configurada para receber o motor que atende a legislação atual, a Euro 5. O executivo não precisou quando ocorrerá o lançamento por aqui, mas estipulou um prazo mínimo de preparo para a nacionalização do componente: “Precisamos de, no mínimo, dois anos para desenvolver a produção da nova cabine no País. Demanda homologação de fornecedor e aprovação de modificações para o mercado brasileiro, leva esse tempo”.

 

A empresa considera o risco que envolve a operação de nacionalizar a cabine com motor Euro 5. Projeções do mercado indicam que a norma Euro 6 deverá entrar em vigência até 2022, ou dois anos após uma eventual chegada da cabine nova: “Há esse risco, mas a falta de previsibilidade nos leva a crer que Euro 6 em 2022 é uma hipótese. Não podemos interromper nosso crescimento em função desse tipo de cenário”.

 

Gambim acredita que a chegada da cabine europeia consolidará plano que já está em curso no Brasil. A empresa almeja aumentar sua participação de mercado dos atuais 4% para 7%, até 2019, e ocupar a fábrica de Ponta Grossa, PR, que hoje funciona com 25% de sua capacidade instalada: em um turno a empresa produz 5 caminhões por dia, quando poderia produzir vinte em três turnos. Gambim disse que o mercado oferece, hoje, condições em termos de demanda para que sejam produzidos 7 caminhões/dia até dezembro.

 

É um primeiro passo, segundo o executivo, em busca de mais mercado após um período no qual a empresa esteve focada em construir uma rede de concessionários no País e apresentar seus produtos ao mercado. Até agosto os esforços comerciais renderam contratos com treze grupos de investidores, que geraram malha composta por 21 concessionárias e sete postos de serviço autorizado.

 

Esse esforço representou sensível melhora nas vendas internas da companhia este ano: nos oito primeiros meses foram vendidos 536 caminhões, 30,3% a mais do que o volume obtido no mesmo período em 2016, apontam dados da Anfavea.

 

De acordo com Adcley Souza, diretor de desenvolvimento de concessionárias, o sistema deu à luz a vigésima-segundo loja, em Uberlândia, MG, na quinta-feira, 21, empreendimento que demandou aporte de R$ 2 milhões: “A expansão faz parte do nosso plano de negócios, que tem como objetivo estar presente nas rotas dos nossos clientes”.

 

Mais três postos autorizados foram adicionados recentemente à rede DAF: Ji-Paraná, RO, Recife, PE, e Rio de Janeiro, RJ.

 

A meta da empresa é contar com 45 lojas na rede até 2022 para atender a uma frota de caminhões DAF que deverá ser maior do que os atuais 2 mil caminhões em circulação. Isso porque há planos para que a média de vendas por ano chegue a 20 mil unidades nos próximos cinco anos. Atualmente a média de emplacamentos por ano gira em torno de 1,2 mil: “Queremos achegar até o fim do ano com uma média de venda de 120 caminhões mensais”.

 

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Cresce taxa de emprego no setor

A indústria metalúrgica, na qual se insere o setor automotivo, contratou 17 mil 749 trabalhadores em agosto e demitiu 15 mil 768, garantindo 1 mil 981 novos postos de trabalho e crescendo 0,32% em agosto. No acumulado do ano o saldo não é positivo: 133 mil 201 contratações ante 134 mil 331 demissões, fechando 1 mil 130 postos de trabalho e caindo 0,18%.

Considerando apenas o setor automotivo, que mostra sinais de recuperação, 126 mil 279 pessoas estão empregadas, contra 125 mil 172 em julho, alta de 0,9%. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve crescimento de 0,2%. As informações são do Caged, Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados, divulgadas na quinta-feira, 21.

Mas o mercado de trabalho nacional registrou a abertura de 35 mil 457 vagas de emprego com carteira assinada em agosto — foi o melhor agosto desde 2014 e maior 0,09% com relação a julho. No acumulado do ano os números também são positivos: 1 milhão 254 mil 951 postos de trabalho abertos, contra 1 milhão 219 mil 494 no mesmo período de  2016, 0,43% a mais.

 

 

Foto: Fotos Públicas/Valdecir Galor/SMCS

Case IH apresenta trator autônomo

A Case IH apresentou seu trator autônomo na Digital Agro na quinta-feira, 21 — ainda é um conceito mas, se vier a ser produzido, poderá ajudar a aumentar a produtividade agrícola, conta comunicado da empresa.

 

Rob Zemenchik, responsável global por produtos agrícolas de precisão da Case IH, disse que “esse conceito pode funcionar 24 horas por dia, oferecendo maior eficiência operacional para tarefas como preparo do solo, plantio e pulverização”.

 

Com visual futurista o trator autônomo tem potência de 300 cv, sem cabine, e consegue realizar as mesmas tarefas de um trator convencional, sendo controlado remotamente por computador ou tablete.

 

Foto: Case IH

Nissan e seus primeiros 150 milhões de veículos produzidos

A Nissan anunciou que atingiu a marca de 150 milhões de veículos produzidos em toda sua história, iniciada em 1933. Há 11 anos a companhia anunciou a produção de seu veículo número 100 milhões e, em quase seis anos, produziu mais 50 milhões.

 

O Sentra, que em alguns mercados usa outro nome, foi o modelo mais produzido na história da Nissan, com 15,9 milhões de unidades.

 

Das 150 milhões de unidades 58,9% foram produzidas no Japão, seguido pelos Estados Unidos com 10,8%, China e México com 7,9%, Reino Unido com 6,2% e Espanha com 2,4%. Os outros países somam 5,8%, incluindo o Brasil.