FCA fatura 55 bilhões de euro no mundo

A Fiat Chrysler Automobiles, FCA, registrou faturamento de € 55 bilhões 644 milhões no primeiro semestre de 2017, informou em balanço publicado na quinta-feira, 27. O valor é 2% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado. O EBIT, lucro operacional, foi de € 3,4 bilhões, 13% maior do que o obtido de janeiro a junho de 2016. Foram vendidos 2 milhões 370 mil veículos no período.

 

No segundo trimestre, a operação da FCA na América Latina rendeu ao grupo € 2 bilhões 11 milhões. No ano passado, no mesmo período, foram € 1 bilhão 469 milhões. Apesar da alta de 36% na região, a empresa perdeu participação de mercado no Brasil, 17,6%. Na Argentina, por outro lado, a participação cresceu de 11,5% para 12,6% no segundo trimestre.

 

A empresa informou que o EBIT ajustado exclui encargos de € 93 milhões, dos quais € 40 milhões referem-se aos custos de reestruturação da força de trabalho e € 53 milhões aplicados na modernização dos ativos em função da descontinuação antecipada da produção da Fiat Novo Palio.

 

Com o desempenho, o grupo manteve as metas para 2017: receita líquida de € 115 bilhões a € 120 bilhões, EBIT ajustado acima de € 7 bilhões, lucro líquido ajustado superior a € 3 bilhões e endividamento inferior a € 2,5 bilhões. De acordo com o comunicado, o endividamento industrial está em queda, sendo que no final de junho estava em € 4,2 bilhões, com uma diminuição de € 900 milhões com relação a março de 2017.

 

Aliança Renault-Nissan assume a dianteira em vendas

A Aliança Renault-Nissan foi a fabricante de automóveis que mais vendeu no primeiro semestre de 2017. Considerando também as vendas da marca Mitsubishi, foram vendidas 5 milhões 268 mil 79 unidades, 7% mais do que o volume vendido no ano passado. O grupo Volkswagen, o que mais vendeu carros no ano passado e que, atualmente, enfrenta a crise do dieselgate, vendeu 5 milhões 115 mil 900 unidades.

 

A aliança creditou o desempenho ao incremento nas vendas dos modelos Renault Clio, Mégane e Captur. Os Nissan X-Trail, Sentra e Qashqai, e o Mitsubishi Outlander também contribuíram. O volume total de veículos vendidos também inclui a quantidade de modelos elétricos vendidos pela companhia no semestre, 481 mil 151 unidades no mundo todo.

 

Carlos Ghosn, presidente mundial da Aliança, disse que a empresa continuará a alavancar economias em escala e presença no mercado global: “Vamos oferecer valiosas sinergias para nossas empresas este ano, mantendo uma linha de produtos fortemente tecnológica e oferecendo aos clientes modelos elétricos mais inovadores”.

 

O lucro líquido da Renault foi 58,5% maior no primeiro semestre deste ano, alcançando o nível recorde de € 2,4 bilhões. Também alcançando nível recorde, o volume de negócios cresceu 17,3% no semestre, chegando a € 29,5 bilhões.

 

A Renault, isoladamente, vendeu 1 milhão 879 mil 288 unidades no primeiro semestre de 2017, crescimento de 10,4%. Os volumes e participações de mercado avançaram em todas as regiões, principalmente na que compreende a África, Oriente Médio e Índia, onde registrou-se um aumento de vendas de 19,3%, e na região da Ásia-Pacífico, com crescimento de 50,5%.

 

A Nissan, por sua vez, vendeu 2 milhões 894 mil 488 veículos em todo o mundo no primeiro semestre de 2017, registrando aumento de 5,6%. No Japão e na Europa a companhia atingiu crescimento de 22,9% e 5,7%, respectivamente. A Infiniti vendeu 125 mil, 13% a mais do que o mesmo período de 2016.

 

 

Creta segue para o Paraguai

Com embarque programado para o fim deste mês a Hyundai Motor Brasil começa a exportar seu SUV Creta, produzido em Piracicaba, SP. O destino é o Paraguai, mesmo país que também recebeu, em fevereiro do ano passado, os primeiros HB20. A ampliação de mercado para o Creta brasileiro acontece no momento em que o modelo atinge a marca de 20 mil unidades comercializadas, tendo se consolidado como o segundo SUV compacto mais vendido.

 

Segundo a Hyundai até dezembro serão exportadas para o Paraguai cerca de 260 unidades, uma média de 50/mês. Todos os veículos serão da versão 1.6 automática. Angel Martinez, diretor executivo de vendas, marketing e pós-vendas, contou que o Paraguai faz parte da estratégia de exportação para a América do Sul:

 

“A expectativa é aumentar os volumes ao longo do tempo e abrir outros mercados, equilibrando sempre nossa capacidade de produção instalada com a demanda interna e as oportunidades de exportação”.

 

O modelo será comercializado localmente pela Automotor, representante exclusiva Hyundai no Paraguai, e que já vende modelos HB20X desde fevereiro de 2016. A rede de concessionárias conta com dezesseis lojas, distribuídas por todo o país e aptas para o atendimento de vendas de veículos, peças e serviços.

 

Lá o carro custará US$ 24 mil 150 à vista e US$ 27, 5 mil a prazo. Aqui, pela tabela, essa versão é vendida a R$ 85 mil 740. Segundo as estatísticas publicadas pela CADAM, a associação de empresas concessionárias de veículos do Paraguai, a Hyundai estava em quinto lugar no ranking de vendas do primeiro trimestre de 2017, com 6,5% de participação.

 

De acordo com informações da fabricante suas exportações somaram 1 mil 212 unidades no ano passado. Paraguai e Uruguai foram os países que receberam os modelos HB20, sendo a versão aventureira HB20X para o primeiro e as versões hatch e sedã, HB20 e HB20S, para o segundo.

 

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Argentina rumo ao seu primeiro milhão

Diretores da Adefa, associação que reúne as fabricantes de veículos da Argentina, apresentaram ao ministro da Fazenda seu diagnóstico sobre a situação da indústria e uma proposta de plano enfocando a sustentabilidade para o crescimento. Ele participou do encontro com o subsecretário de Investimentos Públicos. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

 

Joachim Maier, presidente da Mercedes-Benz Argentina, disse que a reunião foi muito produtiva pois, foi apresentado um diagnóstico preciso sobre a carga tributária que incide sobre o setor:

 

“Criamos uma agenda de trabalho que permitirá assegurar a sustentabilidade e o crescimento da indústria no médio prazo”.

 

A Adefa informou, por comunicado, que na reunião com os funcionários públicos foi destacada a importância do Plano 1 Milhão, que visa à produção dessa quantidade de veículos em 2023, junto com o resto da cadeia de valor e os sindicatos.

 

Também informou o mercado atual na Argentina e as perspectivas do setor automotivo, que a Adefa expressa o compromisso das empresas com relação a planos de investimento, emprego e produção.

 

O objetivo do Plano 1 Milhão é gerar investimento de US$ 5 bilhões para serem aplicados em novos modelos e na fabricação de 1 milhão de unidades ao longo dos próximos sete anos, com 750 mil em 2019.

Em 2040 nada de carros a gasolina e a diesel no Reino Unido

O governo do Reino Unido quer proibir as vendas de carros movidos a gasolina e a diesel a partir de 2040 como medida de redução das emissões de poluentes na região, informou o ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, à Agência Reuters. A venda de veículos híbridos, que funcionam com um motor elétrico combinado a um movido a combustão, também seria proibida em território britânico.

 

O anúncio veio na esteira de medida semelhante adotada pelo governo da França no início deste mês, e por cidades alemãs, como Stuttgart e Munique, cujos prefeitos também disseram cogitar banir alguns modelos a diesel. O governo britânico vem sendo pressionado para adotar medidas para reduzir a poluição atmosférica desde que perdeu processos apresentados por grupos de ativistas.

 

A medida provavelmente acelerará o declínio dos carros a diesel no segundo maior mercado da Europa, onde são acusados como responsáveis pela má qualidade do ar. O escândalo de fraude nos testes de emissões da Volkswagen, o dieselgate, acentuou as preocupações com os veículos movidos a este combustível. Gove também disse que o governo liberará US$ 260 milhões às autoridades locais para esquemas de restrição de acesso de veículos a diesel.

 

No início deste mês a Volvo tornou-se a primeira grande fabricante tradicional a estabelecer uma data para a eliminação gradual de veículos movidos unicamente por motores de combustão interna, dizendo que todos os seus modelos de carros lançados depois de 2019 serão elétricos ou híbridos.

 

A demanda de carros a diesel caiu 10% na primeira metade do ano no Reino Unido, e a venda de veículos a gasolina cresceu 5%, informou a Reuters. Já as vendas de modelos elétricos ou híbridos aumentaram quase 30% no mesmo período, o setor de crescimento mais rápido do mercado, mas estes ainda representam menos de 5% dos registros de carros novos.

 

Carros de luxo melhoram receita da Daimler

O Grupo Daimler, que controla a Mercedes-Benz, divulgou na quarta-feira, 26, os dados do seu desempenho operacional no segundo trimestre do ano. O faturamento no período cresceu 7% com relação ao obtido de abril a junho de 2016, totalizando € 41,2 bilhões. A empresa afirmou que a alta na receita foi gerada, principalmente, em função das vendas dos automóveis da Classe E e dos SUVs do seu portfólio.

 

Para Dieter Zetsche, presidente do conselho de administração da Daimler, a estratégia de melhorar o desempenho da companhia está surtindo efeito: “Tivemos um ótimo segundo trimestre. Nós estabelecemos metas ambiciosas e estamos conseguindo alcançá-las em termos de vendas unitárias e de rentabilidade”.

 

No segundo trimestre as vendas de carros Mercedes-Benz atingiram 595,2 mil unidades no mundo todo, 9% a mais do que no mesmo trimestre do ano passado. A divisão de utilitários, que inclui vans e picapes, vendeu 103,4 mil unidades, alta de 4%, e a de caminhões chegou a 116,4 mil unidades, alta de 8%.

 

As vendas de caminhões na América Latina foram maiores no segundo trimestre do que no período anterior. Enquanto as vendas unitárias aumentaram significativamente na Argentina, as vendas no Brasil, 2,9 mil unidades, foram menores do que o volume verificado no ano anterior, 3 mil.

 

No mercado de ônibus, apesar da retração no Brasil, as vendas Mercedes-Benz de abril a junho chegaram a 3,4 mil chassis na América Latina, fora o México, o que significou desempenho melhor do que o do ano passado, quando foram vendidos 3 mil chassis.

 

No México as vendas somaram 1 mil unidades, volume maior do que o do ano anterior, seiscentas.

GM anuncia investimento no RS

A General Motors marcou para a quinta-feira, 3, o anúncio de investimento de R$ 1,5 bilhão na fábrica de Gravataí, RS. Estão confirmados no evento, que acontecerá lá, o presidente da companhia, Carlos Zarlenga, o governador do Estado, o prefeito da cidade, e representantes do sindicato dos metalúrgicos local.

Segundo Valcir Ascari, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, a expectativa é a de que o aporte seja aplicado no desenvolvimento de uma nova plataforma. Ele disse, ainda, que em reunião com representantes da GM, na semana passada, ficou estabelecido que o investimento será aplicado apenas em 2019.

O valor que será anunciado para a fábrica faz parte do pacote de investimento de R$ 6,5 bilhões que a companhia divulgou em julho de 2015 e que terminará de ser exercido em 2019. Na época desse anúncio o valor seria aplicado no desenvolvimento de uma nova família de carros produzida nas fábricas de Gravataí e de São Caetano do Sul, SP. Os novos modelos serão destinados a mercados emergentes como China, Índia e México.

Segundo levantamento da consultoria IHS para 2019 a GM programa o lançamento de um SUV e de novas versões de Montana, Onix e Prisma – os dois últimos modelos são produzidos na unidade de Gravataí.

Na quinta-feira o governador do Rio Grande do Sul também lançará o MULT, programa de fomento para o setor automotivo do Estado. O programa implica incentivos fiscais, investimento direto e promoção de parcerias com entidades de pesquisa.

No primeiro semestre a GM, na América do Sul, faturou 43% a mais do que no mesmo período do ano passado, totalizando US$ 4 bilhões 257 milhões. A operação cresceu 13% no semestre puxado pelo seu desempenho no Brasil. Com 302 mil veículos vendidos na região de janeiro a junho a GM conquistou fatia de 15,9% do mercado. Com esse desempenho conseguiu melhorar seu perfil na região: saiu de um prejuízo de US$ 182 milhões nos primeiros seis meses de 2016 para US$ 142 milhões de janeiro a junho deste ano.

 

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Argentina cobra fabricantes por descompasso no acordo automotivo

O governo argentino decretou que as fabricantes de veículos devem pagar multa sobre o excesso além do limite de importação estabelecido no acordo automotivo com o Brasil. A multa já chega a mais de US$ 600 milhões. A resolução que determina o pagamento, em vigência desde 21 de julho, foi a manobra do governo para garantir o pagamento desse excedente. Pelo acordo automotivo esse ajuste de contas deveria ser realizado ao fim do tratado, em 2020.

O que está em discussão é o coeficiente do intercâmbio comercial, o flex, fórmula acordada com o Brasil que tem vigência de cinco anos e estabelece que para cada US$ 1 que a Argentina exporta ao mercado brasileiro em veículos e autopeças ela pode importar US$ 1,50 livre de imposto. Segundo o Observatório de Políticas Públicas da Undav, Universidade Federal de Avellaneda, a dívida das empresas, em maio, era de US$ 600 milhões, valor que, hoje, é maior por causa do fluxo cambial e do volume de compras que superaram 52 mil veículos.

Segundo Gonzalo Dalmasso, especialista do setor automotivo da consultoria argentina Abeceb, o governo teme que as fabricantes descumpram o acordo e que as multas gerem batalhas judiciais: “As empresas dizem que o acordo não levou em consideração oscilações dos mercados a ponto de desbalancear o comércio de veículos nos países”.

O Observatório de Políticas Públicas da Undav considerou que “o incremento das vendas de veículos aconteceu, em maior medida, sobre as unidades do segmento de maior valor agregado e, por sua vez, ganharam prevalência as unidades importadas do Brasil em detrimento daquelas produzidas localmente”.

As exportações do setor automotivo argentino no primeiro quadrimestre do ano alcançaram US$ 1 bilhão 559 milhões, e as importações chegaram a US$ 3 bilhões 389 milhões. Essa corrente de comércio resultou em déficit comercial de US$ 1 bilhão 830 milhões. A balança comercial deficitária se explica pelo aumento nas importações, de 37,3% no período. Já as exportações cresceram 4,4% de janeiro a abril.

O estudo assinalou que, por falta de controle e de políticas de abertura comercial, as empresas importadoras excederam em 240% a cota estabelecida no acordo automotivo com o Brasil. Segundo o levantamento as importações do complexo automotivo no primeiro trimestre apontaram aumento de quase 40% com relação ao mesmo período de 2016. No entanto no mesmo período a produção local caiu pela segunda vez, consecutivamente.

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo e os embarques seguem aumentando em função da alta demanda argentina. Os licenciamentos no país devem alcançar mais de 900 mil unidades este ano. Em junho, de acordo com dados do MDIC, o Brasil enviou aos vizinhos 52 mil 750 veículos – contra 37 mil 275 em junho do ano passado.

 

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Motores de partida da GM serão BorgWarner

A BorgWarner é a fornecedora da linha de motores de partida de alta velocidade para a nova família de motores 1.0, 1.4 e 1.8 litros da General Motors Brasil. O componente equipará os modelos Cobalt, Spin e Montana, fabricados em São Caetano do Sul, SP, e o Onix, produzido em Gravataí, RS. Segundo balanço da BorgWarner, divulgado na sexta-feira, 28, a nova geração de motores GM foi atualizada, recalibrada e aprimorada para cumprir os padrões do CONAM. 

De acordo com Stefan Demmerle, presidente da unidade de powertrain, os motores de partida são produzidos na fábrica de Brusque, SC, incorporada à BorgWarner após aquisição da Delco Remy. Desenvolvido em parceria com os engenheiros do Brasil, Coréia do Sul e Estados Unidos, esse motor é capaz de acelerar o motor de combustão de 0 a 350 RPM em menos de 0,5 segundos.

No Brasil, a BorgWraner fabrica principalmente turbocompressores e motores de partida. Os turbos são feitas na unidade de Itatiba, SP. Em julho, a companhia anunciou o fornecimento de turbos para os motores de três cilindros para o Honda Civic vendido na China. O equipamento não é produzido no Brasil, mas segundo ela, a fábrica de Itatiba “estaria pronta caso seja necessária a produção local”. Por aqui, atualmente, os turbos da empresa equipam o Volkswagen up!.

Balanço- Segundo seu balanço financeiro, o faturamento no semestre foi de US$ 4 bilhões 797 milhões, 4,3% maior que o obtido no mesmo período do ano passado. O lucro foi de US$ 401 milhões, aumento de 21,1% no comparativo com janeiro a junho de 2016. A BorgWarner informou, por meio de comunicado, que o bom desempenho no mundo ocorreu pela melhora das vendas para o mercado de reposição. O aftermarket cresceu 7,8% no período. 

Ela não divulgou os resultados por região, mas, em 2016, a BorgWarner faturou US$ 90 milhões na América do Sul, 1% do volume total de vendas alcançado pela companhia no mundo todo, que somou US$ 9,07 bilhões no ano passado. A empresa acredita que com o mercado de reposição no Brasil poderá dobrar o faturamento na região até 2020.

Em abril, a empresa disse que aumentará sua capacidade instalada ainda este ano a partir da finalização do processo de integração com duas aquisições feitas recentemente, a Wahler e a Delco Remy. A empresa hoje tem 65 funcionários no Brasil dedicados ao atendimento no mercado de reposição. Das três fábricas instaladas no País, apenas a de Piracicaba, SP, onde são feitas as válvulas da Wahler, funciona com três turnos. A fábrica de Itatiba, SP, onde são feitos os turbos, e a de Brusque, SC, atualmente rodam com um turno apenas.

 

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Usiminas ganha sua IATF 16949:2016

A Usiminas é uma das cinco empresas já homologadas no País pela nova norma da ISO, entidade internacional que padroniza processos e produtos na indústria, como fornecedora do setor automotivo que atende às novas regras de controle de qualidade impostas à cadeia automotiva em 2016. A ISO afirma que 1 mil 186 fornecedoras daqui ainda precisam se certificar e têm até o final de 2018 como prazo para se adequar às normas. Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen já informaram seus fornecedores que, a partir do ano que vem, exigirão essa certificação aqui.

A nova regra, a IATF 16949:2016, é a atualização da norma ISO 9001, específica para as empresas do setor automotivo. Eduardo Sarmento, gerente de atendimento ao cliente, tecnologia e qualidade da Usiminas, disse que a siderúrgica acrescentou novas análises de produtos e procedimentos ligados à entrega ao cliente:

“As fabricantes se uniram para melhorar a qualidade dos seus veículos, e estabeleceram junto com a ISO novas regras para produzirem veículos mais seguros”.

A Usiminas, maior fornecedora de aços planos e outros tipos do material às montadoras, empresas sistemistas e de autopeças, iniciou no ano passado o processo de transição para atender às novas regras. Fora a adoção de novos métodos de inspeção dos produtos destinados às fabricantes de automóveis teve de manter os 286 engenheiros da qualidade em seu quadro de funcionários e seus laboratórios internos foram certificados pelo Inmetro.

Sarmento contou que a transição, finalizada em outubro, demandou planos de contingência que reduziam os riscos das operações dos clientes. A certificação foi conquistada em junho após auditoria feita por uma empresa ligada à ISO nas usinas de Cubatão, SP, e Ipatinga, MG:

“Incorporamos procedimentos que garantem a entrega ou criam alternativas caso sejam previstos atrasos no despacho dos materiais. Para os materiais, especificamente, a nova regra visa a controlar melhor a qualidade do produto. Existem algumas partes do automóvel que são classificadas como peças de segurança e nesse caso é preciso ter um trabalho de controle da qualidade especial”.

As fabricantes de veículos são um dos principais clientes da Usiminas e a projeção de crescimento, de 21,5%, da produção de veículos este ano, fez a siderúrgica aumentar a sua capacidade de produção de aço para atender à demanda. Em maio anunciou que religará em 2018 um alto-forno de ferro-gusa, um dos insumos do aço, que estava inoperante desde 2015 na usina de Ipatinga. O equipamento incrementará em até 600 mil toneladas a produção de gusa do ano que vem.

 

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