Boa nova chegou

Junho chegou com boa notícia para o setor automotivo: as vendas de veículos, em maio, cresceram 16,77% no comparativo com o mesmo período de 2016. Foram licenciadas 195 mil 568 unidades no mês passado e no acumulado do ano os emplacamentos chegaram a 824 mil 455 veículos, alta de 1,57%. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 1º, pela Fenabrave, Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores.

Outra boa notícia foi o crescimento das vendas de caminhões em maio, com o licenciamento de 5 mil 437 unidades. No consolidado do ano, janeiro a maio, no entanto, o segmento apresentou queda de 17,87%, com a venda de 22 mil 185 caminhões. Em ônibus os emplacamentos somaram 1 mil 318 unidades, alta de 2,97%, e no acumulado do ano os licenciamentos chegaram 4 mil 903, recuo de 15,04%.

Em automóveis e comerciais leves a elevação, em maio, foi de 17,26% no comparativo com o mesmo mês do ano passado: 190 mil 131 unidades. No acumulado o crescimento foi de 2,24%, chegando a 802 mil 270.

De acordo com a Fenabrave a média diária de vendas, para automóveis e comerciais leves, cresceu 2,1% no comparativo de abril para maio, passando de 8 mil 465 unidades para 8 mil 642 em maio. Alarico Assumpção, presidente da Fenabrave, disse, em comunicado, que essa média de vendas diárias deve sustentar o crescimento estimado para este ano: “Nossa expectativa é de aumento de 2,04% este ano”.

A General Motors manteve a liderança de vendas no mês passado, com 17,69% de participação e 33 mil 643 veículos. A Fiat, que deteve 13,64% e vendas de 25 mil 925 unidades, ficou no segundo lugar no ranking da Fenabrave. A Volkswagen ficou em terceiro, com 24 mil 389 licenciamentos e 12,83% de market share. A Ford vendeu 18 mil 725 veículos e deteve 9,85% de participação.

No acumulado do ano a GM vendeu 142 mil 208 unidades, o que lhe rendeu 17,73% do market share. Durante o Seminário AutoData Tendência de Negócios, realizado em São Paulo na quarta-feira, 31, o presidente Carlos Zarlenga disse que este é o décimo-oitavo mês consecutivo de liderança aqui:

“Valeu a pena continuar investindo. Estamos 1 ponto porcentual acima do segundo colocado. Quando olhamos somente as vendas do varejo essa distância passa para 5 pontos porcentuais. Continuamos otimistas para este ano: nossa programação de produção não mudou”.

De janeiro a maio a Fiat se manteve na segunda posição com vendas de 107 mil 10 unidades e 13,34% de participação. A VW licenciou 102 mil 9 veículos, o que lhe rendeu 12,72% de participação. Ford e Hyundai quase empataram em volume de vendas no período, 75 mil 651 e 75 mil 340, respectivamente.

Bosch é a campeã do Ranking AutoData de Qualidade e Parceria

O Ranking AutoData de Qualidade e Parceria chega à sua quarta edição, que este ano tem a Bosch como campeã. Outros destaques empresariais foram NGK, Maxion Wheels, Magneti Marelli, Schaeffler, Pirelli, Grupo Continental, Mahle, thyssenkrupp e 3M, que completaram, pela ordem, a lista dos dez principais fornecedores deste ano.

O ranking, que foi divulgado na quarta-feira, 31, durante o Seminário AutoData de Compras Automotivas, Tendência de Negócios, é construído por meio de estudo da presença e da frequência dos fornecedores dos diversos grupos e segmentos nos prêmios do setor automotivo brasileiro ofertados pelas montadoras de veículos, pelas principais entidades representativas do setor, como o Sindirepa, Sindicato da Indústria da Reparação, e também pela AutoData Editora no triênio 2015/2017.

O objetivo principal do Ranking é divulgar, e tornar público, todos os anos, pela ordem de importância, o nome das cinquenta principais empresas fornecedoras do setor automotivo brasileiro em termos de qualidade e parceria na opinião das montadoras e entidades de classe do setor. O objetivo do ranking é servir como um termômetro da evolução de cada fornecedor e de sua imagem no País.

O Ranking AutoData de Qualidade e Parceria e sua relação de cinquenta empresas representam o que de mais importante e competente aconteceu no setor automotivo no triênio 2015/2017 em termos de relacionamento dos fornecedores com as montadoras, e foi retirado de uma lista de quase trezentas empresas mencionadas nos diversos prêmios ofertados ao longo dos últimos doze meses.

Para se chegar ao resultado atribuiu-se notas diferenciadas com relação aos diversos patamares de prêmios concedidos no setor. As notas obedeceram a uma ordem lógica de importância. Assim, primeiro foram levados em conta os títulos de caráter global, depois os reconhecimentos como empresa do ano – os chamados melhores dos melhores –, os prêmios específicos de categoria e, por fim, certificados e menções.

Os prêmios do Sindirepa, por serem os únicos que refletem o mercado de reposição, tiveram notas diferenciadas, assim como o Prêmio AutoData, que é considerado especial. Nos casos em que a soma levou ao empate de pontos o critério de desempate foi a posição do ranking anterior.

VW quer reduzir impacto ambiental de suas fábricas até 2025

A Volkswagen reduziu o consumo de energia, água e outros insumos utilizados na produção de veículos em uma média de 29%, informou a companhia. Por meio do programa Think Blue Factory, sua operação global consome 23,5% menos energia e o volume de água usada nas fábricas caiu 27,5%. A meta da empresa é reduzir o consumo destes e outros recursos em 60% até 2025.

Foram utilizados 5,3 mil processos para reduzir o consumo de água e energia na produção. Dezesseis áreas de pintura passaram por melhorias e o consumo de energia das fábricas caiu em média 15%. Oito plantas fora da Alemanha consomem 100% da energia utilizada de fontes renováveis. Foram poupados € 130 milhões nos últimos seis anos, segundo a empresa.

A meta estabelecida está alinhada com o Acordo Climático de Paris e nas Metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, dos quais a Volkswagen é signatária. De acordo com Liendel Chang, diretor de produção ambiental, até o momento a empresa vem reduzindo em 20% diversos indicadores estabelecidos na política ambiental, como redução de emissões de CO2, utilização de energias limpas e redução do uso da água: “No futuro, esse conjunto de medidas vai reduzir o impacto ambiental da produção em 60% na operação global e em 40% na Alemanha”.

Do final de 2016 até agora, a Volkswagen chegou a uma média de consumo de energia de 23,5% menor. O gasto de água caiu 27,5%. Já a emissão de CO2 foi reduzida em 28,6%, a geração de resíduos, em 58,6% e a emissões de solventes foi 7,6% menor.

Autopeças exportam 7,8% a mais para a Argentina no quadrimestre

A Argentina continua sendo o principal destino das autopeças brasileiras. Os negócios com o país somaram US$ 638 milhões 137 mil de janeiro a abril, valor 7,8% superior ao mesmo período do ano passado. Com isso, a Argentina foi responsável por 29,9% das exportações brasileiras. Os dados foram divulgados pelo Sindipeças.

O aumento dos embarques para a Argentina pode ser explicado pelo custo de produção maior por lá quando se comparado ao Brasil. Uma peça produzida em fábricas argentinas é 35% mais cara que a mesma produzida por aqui.

No total, as exportações de autopeças até abril somaram US$ 2,1 bilhões, alta de 2% com relação ao mesmo período de 2016. Já as importações totalizaram US$ 4 bilhões e avançaram 13,9% na mesma base de comparação. Assim, o déficit comercial do setor atingiu US$ 1,87 bilhão, superando em 31,5% o observado para o mesmo período do ano passado.

Os principais mercados para as exportações de autopeças continuam sendo Argentina, Estados Unidos, México e Alemanha, ao passo que Estados Unidos, China, Alemanha e Coréia do Sul foram os principais alvos das compras feitas pelas empresas do setor aqui instaladas.

Câmbio – Se no quadrimestre houve alta, as exportações recuaram em abril, exibindo queda de 12,7% frente ao mês anterior, assim como no ano passado quando recuou 6,7%. No mesmo período, as importações apresentaram comportamento mais irregular, aumentando e diminuindo em meses alternados.

A reação mais intensa das importações no comparativo anual deve estar associada ao comportamento do cambio, que apresentou valorização de 17,9% nos quatro primeiros meses do ano. No acumulado em 12 meses, as exportações totalizaram US$ 6,6 bilhões e as importações, US$ 12,3 bilhões. Com esses resultados, o déficit alcançou US$ 5,7 bilhões no período.

Qualcomm testa sistema alternativo de recarga para carros elétricos

A empresa de tecnologia Qualcomm está desenvolvendo um sistema de recarga de veículos elétricos em parceria com a Renault. A ideia é colocar em prática uma alternativa à recarga por meio de cabos. Trata-se de um equipamento de indução elétrica capaz de captar eletricidade de um campo magnético. Os veículos recarregam as baterias simplesmente ao passarem por uma pista eletrificada, onde ocorre a transferência de energia. O sistema é similar ao usado no metrô.

O projeto faz parte de um plano financiado pela União Europeia de viabilidade tecnológica para veículos elétricos. De 2014 até agora, foram investidos € 9 milhões em ideias de recarga sem fio de 25 empresas de nove países da região. Elas formam um consórcio constituído por fabricantes, autopeças, empresas de serviços e instituições de pesquisa em infraestruturas viária, energética e automobilística.

Alexandre Brunaldi, da Qualcomm do Brasil, disse que o sistema de recarga por indução possui vantagens com relação ao carregamento por cabos. Na simulação feita pela Renault, o carro trafega por uma via eletrificada e é “abastecido”. Isso representa um avanço, segundo o executivo, porque o abastecimento de veículos elétricos é considerado um entrave à massificação do segmento.

Ainda que seja um sistema em fase experimental na Europa, e distante da realidade brasileira, o executivo afirma que a tecnologia de indução da Qualcomm é utilizada na Fórmula E e em veículos da série S550e, da Mercedes-Benz, nos Estados Unidos: “A recarga por indução já é comercializada como um item opcional nas concessionárias da Mercedes-Benz lá. No caso da Fórmula E, categoria de competição na qual diversas tecnologias voltadas para energia alternativa são aplicadas, o safety car é equipado com sistema Qualcomm de recarga sem fio, chamada Halo”.

O fornecimento para a Mercedes-Benz faz parte de um acordo firmado com sua controladora, a Daimler, de colaboração tecnológica em conectividade e meios de abastecimento de veículos elétricos ou híbridos. No teste mais recente do projeto com a Renault, dois veículos modelo Kangoo recarregaram 20 kW a uma velocidade de até 100 quilômetros por hora. A pista por onde ocorreram os ensaios foi construída na cidade de Versalhes, nos arredores de Paris.

Renovação de portfólio dará dianteira a Toyota e GM nos EUA

A Toyota e a General Motors são as fabricantes com melhor chance de ganhar participação de mercado nos próximos quatro anos, de acordo com o estudo Car Wars 2018-2021 do Bank of America Merrill Lynch. Uma das razões é o investimento que as empresas estão fazendo para renovar os seus portfólios. Conforme o relatório, 85% dos modelos da Toyota serão redesenhados de 2018 a 2021. Na GM, a taxa de renovação é de 84% para o mesmo período. Já a Ford Motor substituirá 83% de sua linha. As informações são do jornal The Detroit News.

De acordo com a publicação, a Toyota terá novas versões de modelos de alto volume, como o Camry e o RAV4. A GM prepara o lançamento de crossovers e de sua próxima geração de picapes e SUVs. Enquanto isso, a Ford tem lançamento previsto só em 2019 e 2020, com o novo Bronco e a Ranger. “Normalmente as montadoras que têm a uma linha mais nova ganham participação de mercado”, disse John Murphy, analista sênior de automóveis do banco.

Murphy acredita que Ford e Honda possam ganhar mercado a partir de 2020, quando a FCA, Fiat Chrysler Automobiles, a Nissan e as montadoras coreanas e européias perderiam participação. Mas o analista advertiu que o crescimento nas vendas das montadoras dependeria do tamanho do mercado dos Estados Unidos.

O Bank of America Merrill Lynch previu que as vendas por lá em 2017 devem girar em torno de 17,9 milhões de veículos. Uma previsão otimista. Isso porque a estimativa de vendas do mercado é de cerca de 17,1 milhões de unidades. No ano passado, as montadoras venderam um recorde de 17,47 milhões de carros, caminhões e SUVs nos Estados Unidos. Para o próximo ano, Murphy estima que as vendas devam alcançar dezoito milhões de unidades, abaixo de uma expectativa anterior de vinte milhões de veículos. Ele afirmou que as vendas podem cair para catorze milhões de veículos em meados da década de 2020. Mas esse declínio poderá acontecer já em 2021.

Mercedes-Benz faz megavenda para a Raízen…

A Mercedes-Benz anunciou na quinta-feira, 25, em São Bernardo do Campo, SP, a venda de 524 caminhões para operações fora-de-estrada da Raízen, principal fabricante de etanol do Brasil e, também, maior exportadora individual de açúcar derivado de cana-de-açúcar do mundo. A operação foi considerada a maior venda da montadora realizada no Brasil ao longo dos últimos nove anos, ou seja, desde 2008.

Os caminhões foram adquiridos por um pool de oito empresas que hoje centralizam as operações de transporte da usineira. Dessas 524 unidades 238 são do modelo extrapesado Axor 3344S 6×4 e 286 unidades do modelo semipesado Atego 2730, também 6×4. Segundo a Mercedes-Benz a maior parte da venda utilizou recursos de financiamento do Finame, mas a operação envolveu também outros tipos de operações, como leasing operacional e locação. As entregas começaram em abril e continuarão até setembro.

Para Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing e peças e serviços para caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, esta venda expressiva é importante porque representa o resultado do ótimo relacionamento que a fabricante tem com a Raízen: “Neste caso específico desenvolvemos e aprimoramos várias soluções destinadas para o transporte canavieiro. A opção pelos nossos caminhões mostra que o caminho de trabalharmos junto aos clientes está correto”.

Leoncini afirmou que a Mercedes-Benz continua acreditando que o mercado brasileiro de caminhões deverá iniciar processo de recuperação de vendas este ano, mesmo com a nova crise política desde a semana passada: “Ainda não tivemos nenhum reflexo nas negociações que estamos tendo com os nossos clientes. Até agora ninguém nos procurou para cancelar contrato ou pedir adiamento. É lógico que tudo pode mudar na semana que vem ou no início de junho, mas hoje continuo apostando em crescimento das vendas no mercado brasileiro de 6% a 10% com relação ao ano passado”.

O executivo contou que boa parte das consultas que já estão sendo feitas parte, principalmente, das grandes transportadoras: “São empresas que estão acostumadas a calcular seus custos e sabem que precisam começar a renovar suas frotas neste momento. Quando falamos de 6% a 10% de crescimento sobre o ano passado estamos falando de 3 a 4 mil unidades, porque a base de comparação é muito pequena”.

Ainda segundo Leoncini a companhia também está conseguindo melhorar o resultado das exportações neste início de ano: “Nossas exportações estão crescendo 24% em caminhões e 18% em ônibus. Este resultado, somado às vendas importantes como esta que conseguimos realizar com a Raízen, ajuda a manter nossa fábrica com ocupação média de 55%”.

Hoje a capacidade de produção da Mercedes-Benz no Brasil é de 80 mil unidades/ano, caminhões e ônibus.

Carro polui quatro vezes mais que o ônibus em São Paulo

O IEMA, Instituto de Energia e Meio Ambiente, realizou estudo que apontou os automóveis como os maiores poluidores na cidade de São Paulo. O resultado desse trabalho intitulado Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte Rodoviário de Passageiros, mostrou que os carros são responsáveis por 73% das emissões de poluentes e transportam 30% dos passageiros todos os dias. Já os ônibus levam 40% das pessoas que trafegam pela cidade e poluem menos, 3,1%, por causa das faixas exclusivas, os chamados corredores.

Os números mostram que um ônibus liberam 17 gramas de poluentes por quilômetro rodado, enquanto um veículo emite quatro vezes mais: 65,8 gramas. Para Marcelo dos Santos Cremer, integrante da equipe técnica do instituto, a solução para reduzir as emissões deve combinar tecnologias de motores mais eficientes com infraestrutura viária adequada para a cidade:

“Quando se desenha uma política de redução de emissões exigindo um ou outro tipo de tecnologia, os agentes envolvidos se deparam com questões econômicas que inviabilizam algumas alternativas. A mensagem que as regras devem passar às fabricantes e operadoras de transporte é que se alcance as metas de acordo com as possibilidades de cada empresa”.

Cremer cita o caso da última tentativa do município de São Paulo em ter um sistema de transporte mais limpo, no qual as empresas se viram em meio a uma série de regras sobre o tipo de combustível: “Com a exigência de biocombustíveis, as empresas se viram diante de um cenário financeiro que as fizeram abandonar o programa municipal”.

Em 2009, a prefeitura de São Paulo instituiu o Ecofrota, uma política setorial cuja principal meta era chegar a 2018 com 100% da frota de ônibus movida a combustíveis alternativos na cidade. Entretanto, há menos de um ano do prazo só 211 dos 14 mil 607 ônibus que circulam na cidade usam biodiesel. O custo alto para a aquisição dos veículos inviabilizou a troca da frota. Questões ligadas ao custo operacional menor e a redução das emissões, de acordo com Cremer, ficaram em segundo plano.

O técnico do IEMA disse que neste caso específico uma alternativa seria acrescentar outras ações relacionadas ao espaço viário, como a expansão dos corredores de ônibus: “O estudo mostra que nos locais onde foram implantados os corredores a velocidade média dos veículos aumentou e, como consequência, é reduzido o consumo de combustível”.

Atualmente os automóveis e comerciais leves que circulam em São Paulo ocupam 88% do espaço das vias. E os ônibus usam apenas 3% das vias.

Mercedes-Benz lança opcionais off-road para linha Atego

A Mercedes-Benz também aproveitou a visita da imprensa especializada na tarde de quinta-feira, 25, à fábrica de São Bernardo do Campo, SP, para apresentar ao mercado uma nova configuração, mais robusta e resistente, do seu caminhão semipesado Atego. A versão foi criada especialmente para atender às necessidades de aplicações que possam envolver transporte fora de estrada, rodoviário e urbano numa mesma operação.

A ideia dessa configuração é, a partir de agora, oferecer aos transportadores a possibilidade de equipar seus caminhões com uma série de itens que já estavam disponíveis somente para a versão especial para off-road. Batizada de pacote robustez a novidade estará disponível nos modelos 4×2 e 6×2 tanto para as cabinas do tipo standard como também para as de configuração estendida.

Este pacote contempla o para-choque dianteiro tripartido, que permite ângulo de entrada maior, grade metálica de proteção do farol, nova posição de luz de seta colocada mais atrás da cabina, primeiro degrau da cabina em metal e nova posição do suporte para placa. Os caminhões poderão também ser equipados com pneus 295/80R22.5, mais altos do que os convencionais.

Este conjunto de opcionais foi desenvolvido, na verdade, sob encomenda para a Via Lácteos, empresa do Paraná especializada no transporte de leite. Esta empresa possui frota de 480 caminhões, transporta mais de 1,1 bilhão de litros de leite por ano e já comprou vinte unidades do modelo Atego reforçada com os opcionais.

A Mercedes-Benz acredita que esta nova opção poderá representar diferencial importante para o mercado de agora em diante, afirmou o gerente de produto Marcos Andrade: “O Brasil é País muito grande e formado por imensa quantidade de pequenas cidades que são interligadas por estradas ainda não pavimentadas. E o seu tráfego básico é realizado por modelos semipesados”.

Rede Ford Caminhões adota consórcio como ferramenta de vendas

A rede de concessionários de caminhões Ford lança seu consórcio próprio em parceria com o Consórcio Nacional Unifisa: a Abrafor, Associação Brasileira dos Distribuidores Ford Caminhões, já está qualificando a rede para a venda do consórcio Redefor: as vendas serão oficializadas a partir de junho, quando serão liberadas as primeiras cotas, disse o presidente Paulo Matias.

Segundo ele com a alta no mercado de consórcio para veículos comerciais, houve a necessidade da Abrafor oferecer também a modalidade a seus clientes: “Entendemos agora é a hora de oferecer um produto diferenciado, capaz de se encaixar no bolso do transportador autônomo e do empresário do setor rodoviário de cargas, com vistas ao planejamento de renovação ou ampliação de frota”.

Segundo dados da ABAC, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, no segmento de veículos pesados as adesões, no primeiro trimestre, cresceram 8%, com mais de 9 mil cotas vendidas com relação ao mesmo período do ano passado. No período o aumento dos negócios foi de 5,6%, chegando a R$ 1 bilhão 320 milhões.

Matias contou que este ano a expectativa é a de que sejam comercializadas de oitenta a cem cotas por mês – o que representará negócios da ordem de R$ 12 milhões a R$ 14 milhões/mês: “Estou sendo modesto na projeção. Acredito que essa modalidade tende a crescer mais por dois fatores: a possibilidade de programação da renovação de frota e parcelas mais baratas do que no financiamento”.

O crédito no consórcio Redefor parte de R$ 125 mil 396 para os modelos F 4000 à linha Cargo, em grupos com prazos de até 120 meses e parcelas mensais a partir de R$ 1 mil 66 desde o início do grupo.

Matias afirmou que as parcelas no primeiro ano, menores, são reajustadas ano a ano: “No consórcio não há fundo de reserva e isso deixa a parcela mais barata. Temos um seguro que é cobrado 0,07% do valor de cada parcela”.

De acordo com ele os grupos mistos terão trezentos participantes e valores diferenciados, seguindo as normas em vigor do Banco Central. Isso é outro atrativo para os interessados, à medida que as contemplações, por sorteio via loteria federal e por lance, podem chegar à média mensal de quatro unidades.

Matias confirmou que os distribuidores de caminhões Ford já estão recebendo treinamento para a venda do consórcio: “Temos 450 funcionários em 118 concessionárias, e até 22 de junho todos estarão aptos para oferecer essa modalidade de comercialização”.