A queda nas vendas de veículos no Brasil em 2016 refletiu na quantidade de veículos que compõem a frota circulante do País: segundo levantamento feito pelo Sindipeças, Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, de 2015 ao ano passado o crescimento foi de 0,7%, totalizando uma frota de 42,9 milhões unidades, automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
Individualmente os dados da entidade mostram que o volume de automóveis teve crescimento de 1%, saltando de 35,2 milhões em 2015 para 35,6 milhões no ano passado. A quantidade de caminhões quase foi a mesma do que a de dois anos atrás, 1 milhão 883 mil unidades ante 1 milhão 881 mil em 2016. O volume de comerciais leves foi 1,1% menor do que o de 2015, chegando a 5 milhões 1 mil 828 veículos. Ônibus, por sua vez, chegaram a 385 mil 623 unidades, 0,9% a menos do que em 2015.
A frota circulante brasileira está predominantemente concentrada em cinco estados: São Paulo, com 36,8% do total, Minas Gerais, 10,4%, Rio de Janeiro, 9%, Rio Grande do Sul, 8,5%, e Paraná, com 8,1%. Essa distribuição manteve-se inalterada em 2015 e 2016. Juntos, esses cinco estados somam 72,8% de todos os veículos que transitam no País.
A análise feita com base nos combustíveis utilizados pela frota circulante mostrou que os veículos flex representaram quase 59,8% da frota total, e os veículos a gasolina 29,4%. Somados, chegam a quase 90% de todos os automotores circulantes. A frota movida apenas a álcool vem diminuindo a cada ano, atingindo menos de 1% em 2016. Já os veículos a diesel vêm se mantendo em torno de 9,8% do total circulante.
A idade média da frota atingiu 9 anos e 3 meses, o maior número desde 2006. Caminhões atingiram uma média de 10 anos e 3 meses – em 2015 a idade média do segmento foi de 9 anos e 9 meses. A de motocicletas vem crescendo e atingiu 7 anos em 2016.