O coração da Philips Automotiva tem novo endereço no Brasil. A empresa, uma das líderes do mercado de iluminação automotiva, desde janeiro tem novo centro de distribuição em Varginha, MG. O empreendimento, um projeto de € 1 milhão, ocupa 2,5 mil metros quadrados e dispõe de novecentas posições de pallets. De lá são distribuídas cerca três centenas de tipos de lâmpadas que a Philips fornece para montadoras, sistemistas e reposição.
Mais do que as novas estruturas e edificações, o grande ganho do complexo está na proximidade com os maiores centros consumidores. Até o ano passado as lâmpadas Philips, todas importadas da Europa e Ásia, partiam de centro de distribuição localizado em Jaboatão dos Guararapes, PE, a mais de 2,7 mil quilômetros de São Paulo, por exemplo.
“Em média, reduzimos pela metade o tempo de trânsito entre o pedido e a entrega. Para os estados do sudeste – os maiores mercados – caiu ainda mais: de oito para dois dias apenas. Para Porto Alegre reduzimos de doze para três dias”, conta João Paulo Borgonovi, diretor geral da empresa na América Latina.
A decisão de mudar o centro de distribuição para o Sudeste ganhou corpo a partir de 2010, quando a Philips fechou sua fábrica de lâmpadas em Pernambuco após cinco décadas de operação, inclusive exportando para Europa e Estados Unidos.
Os grandes volumes esperados já então para o mercado automotivo asiático, chinês em especial, e os custos inferiores trataram por dizimar a indústria de lâmpadas no Brasil. E a Philips, enfatiza Borgonovi, foi a última a encerrar produção no Brasil, ainda quando o nível de ocupação da linha girava em torno dos 60% da capacidade instalada.
“Hoje talvez até fizesse sentido voltar a produzir aqui novamente em função do câmbio”, pondera o executivo, lembrando, porém, que a grande escala em polos como Ásia e Europa, onde está a maioria das fábricas da empresa, ainda impede qualquer movimento neste sentido, ainda que os mercados brasileiro e sul-americano representem volumes significativos.
A Philips , afirma Borgonovi, domina cerca de 30% do mercado mundial de lâmpadas automotivas, similar à participação que tem no Brasil. O novo centro de distribuição, contudo, pode acelerar um tanto mais os negócios.
Nos dois primeiros meses de operação em Varginha, onde porto seco facilita o desembaraço dos produtos vindos da Europa – 65% do total – e de plantas chinesas, agora via porto de Santos e não mais do pernambucano Suape, o porcentual de atendimento dentro do prazo acordado subiu de 85% para 90% dos pedidos. O objetivo da Philips, entretanto, é alcançar 95% ainda em 2016, índice considerado, por Borgonovi, excepcional para atendimento dos mercados OEM e de reposição.

Fazer a lição de casa para estar forte quando o mercado retornar. Este foi o recado passado por Erodes Berbetz, diretor de compras da Mercedes-Benz do Brasil, aos participantes do Seminário AutoData Compras Automotivas 2016, realizado na segunda-feira, 21, no Milenium Centro de Convenções em São Paulo, SP.
A volta do crescimento econômico no Brasil, e, assim, dos negócios no setor automotivo, se dará de forma gradual e lenta. A opinião é de Letícia Costa, da Prada Consultoria, e foi proferida durante palestra no Seminário AutoData Compras Automotivas 2016, realizado na segunda-feira, 21, em São Paulo, no Milenium Centro de Convenções.
Diversas montadoras instaladas querem ajudar seus fornecedores brasileiros a ganhar o mundo. A demonstração desta estratégia ficou clara em palestras ocorridas na segunda-feira, 21, em São Paulo, durante o Seminário AutoData Compras Automotivas 2016: A Hora da Decisão, realizada no Milenium Centro de Convenções.
CNHi – Outro palestrante, Osias Galantine, diretor de compras da CNH Industrial, também bateu na tecla da exportação. “Ao lado da nacionalização, é uma das estratégias que estamos adotando para ajudar a base a mitigar pelo menos parte da queda do mercado”, afirmou.
GM – O mesmo movimento acontece na General Motors, atestou Fred Roldan, diretor de supply chain, também palestrante do evento. Ele afirmou que não há um porcentual exato de redução estabelecido, e que este varia muito dependendo do tipo de material e segmento.