A Jaguar Land Rover, que inaugurada sua fábrica no Brasil no início do segundo trimestre em Itatiaia, RJ, está em negociações avançadas com a Chery para utilizar as instalações da cabine de pintura da montadora de origem chinesa em sua fábrica de Jacareí, no Vale do Paraíba, SP.
A informação foi revelada com exclusividade à Agência AutoData por fonte ligada à montadora de origem britânica. Procurada oficialmente, a Jaguar Land Rover não negou o fato, mas se limitou a afirmar, por meio de nota: “Estamos sempre avaliando diversas possibilidades para apoiar o desenvolvimento sustentável das operações no País, mas pormenores sobre isso permanecem confidenciais”.
O acordo faria todo o sentido para as duas fabricantes – ou, como prefere a JLR, seria uma tacada de mestre para o “desenvolvimento sustentável” de ambas no País.
A Chery possui uma enorme cabine de pintura em sua unidade de Jacareí, que foi construída com nada menos do que o dobro da capacidade atual da linha de montagem, para 100 mil unidades/ano – a linha pode montar 50 mil/ano e a montadora chinesa já construiu a área de pintura prevendo uma futura expansão, ciente de que esta é etapa mais difícil e dispendiosa em caso de necessário aumento da capacidade.
Entretanto a programação da Chery prevê a produção – e a consequente pintura – de apenas 5 mil unidades em 2016.
Vale lembrar que a área de pintura de Jacareí, assim como toda a fábrica, é praticamente 0 KM: seu início efetivo de atividades ocorreu em fevereiro de 2015, ou há apenas 12 meses.
E, de seu lado, a Jaguar Land Rover ainda não terá área de pintura em Itatiaia quando da inauguração, uma fase deixada mais para o futuro, para quando for obrigada a cumprir mais uma das etapas de produção dentro das regras do Inovar-Auto – as fabricantes de luxo, com baixo volume mas modelos de maior valor agregado, têm um ano a mais para cumprir as diversas etapas escalonadas pelas normas do regime automotivo.
Assim, caso a JLR utilize a área de pintura da Chery, poderá economizar uma pequena fortuna – o investimento total programado para Itatiaia é de R$ 750 milhões. Como a capacidade prevista é de 24 mil unidades/ano, mesmo se todos os modelos fossem pintados em Jacareí, além dos da Chery, a área de pintura ali ainda assim teria folga de 70 mil unidades/ano.
E para a Chery seria ótima saída para ocupar mais a fábrica e levantar recursos que ajudariam a reduzir os custos e, também, justificar de forma mais rápida investimento de US$ 400 milhões ali.
Pelas determinações do Inovar-Auto a Jaguar Land Rover poderia contratar a Chery como fornecedora do serviço de pintura, sem com isso ferir a legislação do regime automotivo. E logisticamente a tarefa não parece muito complicada: 180 quilômetros separam as duas fábricas em uma linha praticamente reta, pela Via Dutra.
Há ainda um elemento externo que certamente facilita as conversações: a Jaguar Land Rover e a Chery já são parceiras em termos globais. As duas têm uma fábrica em comum, joint-venture 50-50, em Changshu, na China, inaugurada no fim de 2014 – lá são produzidos o Evoque e o Discovery Sport, exatamente os dois modelos já anunciados para Itatiaia.
E, coincidentemente, o novo presidente da operação JLR no Brasil, Frank Wittemann, acumula passagem recente pela operação chinesa da montadora, aonde participou de reestruturação dos negócios.
Dentre todos os inúmeros e variados fatores que vêm derrubando as vendas de automóveis no mercado doméstico brasileiro há um, bem mais estrutural do que conjuntural, que deveria estar merecendo melhor atenção. Trata-se da rapidez com que vem se dando o aumento do intervalo das trocas de veículos. Consumidores de carros 0 KM que tradicionalmente faziam a troca após 24 a 36 meses esticam agora este prazo por até mais doze meses.
As vendas de caminhões continuam muito fracas neste primeiro mês de 2016. De acordo com informações reveladas com exclusividade à Agência AutoData por Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, os negócios neste janeiro estão na média apenas repetindo o desempenho registrado em novembro e dezembro – que representaram dois dos três meses mais fracos do ano passado.
Assim como os aplicativos utilizados em smartphones para tornar o carro cada vez mais conectado, uma nova geração de produtos de pós-venda vai ajudar os motoristas ávidos por tecnologias a reduzir acidentes e custos com seguros, além de economizar combustível e planejar rotas de forma mais eficaz.
O ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva prestou depoimento quanto às investigações da Operação Zelotes em Brasília, DF, que investiga possíveis irregularidades na edição de duas Medidas Provisórias ligadas diretamente a incentivos ao setor automotivo. Este ocorreu no dia 6 de janeiro e na sexta-feira, 22, seu teor completo foi divulgado na internet pelo jornal O Estado de S Paulo, que não pormenorizou a forma com que o documento foi obtido – disponível em 

No catálogo Highline o destaque é o motor 1.4 TSI BlueMotion Technology Total Flex, da família EA211. Tem bloco e cabeçote em alumínio, duplo comando de válvulas no cabeçote, injeção direta de combustível e turbocompressor – é totalmente diferente do 1.4 TSI a gasolina que equipava o Golf importado.