Jato: Brasil caiu para oitavo do ranking global em setembro.

O Brasil registrou um resultado muito ruim para as vendas de veículos leves em setembro e com isso caiu duas posições no ranking global de vendas calculado pela consultoria Jato: fechou o período em oitavo, com o pior índice dos mercados avaliados na pesquisa, baixa de 32%.

E com isso o mercado nacional desceu um posto no acumulado de 2015, em retração de 21,7%, e agora ocupa a sétima posição.

Os dados foram divulgados pela Jato na terça-feira, 3.

A China permaneceu com folga como maior mercado mundial, com crescimento de 1,3% no mês e de 3,8% no acumulado dos nove primeiros meses do ano.

Os Estados Unidos tiveram um dos melhores índices de crescimento em setembro, de 15,5%, solidificando a segunda colocação. Quem surpreendeu no mês foi a Grã Bretanha, que fechou o pódio mensal graças a alta de 9,7%. Destaque também para o mercado espanhol, que com a maior alta apurada no mês, 26%, ganhou duas posições – mas ainda é apenas o décimo-terceiro colocado.

POR MARCAS – O Grupo Volkswagen voltou a liderar o ranking mensal em setembro, de acordo com a Jato, apesar de pequena queda de 0,3%. A Toyota fechou com volumes positivos em 1%, mas não foi o suficiente para ultrapassar a rival alemã – os índices ainda não refletem a fraude do diesel, que estourou no fim de setembro.

O Grupo Volkswagen segue na liderança de 2015 seguido por Toyota, General Motors, Hyundai e Ford.

Euro 5 chega à Argentina em 2016 e movimenta fabricantes no Brasil

Com quatro anos de atraso com relação ao Brasil, a Argentina chega à tecnologia Euro 5 a partir de 1º. de janeiro de 2016. E com isso diversas montadoras de caminhões e ônibus no Brasil se preparam para suprir a demanda no País vizinho.

A MAN Latin America, por exemplo, realizou na terça-feira, 3, em Buenos Aires, evento para apresentar aos argentinos sua linha Euro 5 – para Marcos Forgioni, vice-presidente de Mercados Internacionais, em comunicado, trata-se de “um dos maiores lançamentos já realizados no país. Os clientes argentinos passarão a contar com tecnologias consagradas, reforçando ainda mais o conceito sob medida de nosso DNA”.

Serão oferecidas as linhas Advantech Delivery, Worker, Constellation e Volksbus, com tecnologias SCR e EGR. Além disso haverá pela primeira vez naquele país oferta da motorização MAN D08, além dos Cummins.

Os modelos serão exportados do Brasil, a partir da fábrica da montadora em Resende, RJ.

No fim do mês será a vez da Iveco apresentar no mercado argentino seus modelos com motorização Euro 5.

Outubro foi o segundo pior mês do ano em vendas

Outubro fechou com 192,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus licenciados, o segundo menor volume para um mês em 2015 – superou apenas fevereiro, que teve o Carnaval e 185,9 mil unidades comercializadas.

Os dados divulgados pela Fenabrave na terça-feira, 3, apontam retração de 37,7% com relação a outubro de 2014, quando foram vendidos 306,8 mil veículos, e queda de 4% na comparação com setembro, que registrou 200,1 mil unidades emplacadas.

Na média diária, outubro foi o pior mês do ano: 9,1 mil unidades comercializadas em cada um dos 21 dias úteis. Em setembro essa média havia caído para abaixo do patamar de 10 mil unidades, fechando em 9,5 mil veículos/dia, em média. Fevereiro registrou 9,8 mil licenciamentos por dia.

O desempenho negativo do mês passado aprofundou também a queda acumulada: de janeiro a outubro foram comercializados 2,1 milhões de veículos, volume 24,3% inferior aos 2,8 milhões de veículos vendidos nos primeiros dez meses do ano passado.

Em nota o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, destacou que os emplacamentos de veículos retrocederam quase uma década em volume. “A situação preocupa concessionários de todos os segmentos automotivos, que estão tendo dificuldade em manter os resultados de suas empresas. Isso impacta negativamente nos empregos.”

Todos os segmentos, em todas as bases de comparação, apresentaram queda. Em automóveis e comerciais leves a queda mensal foi de 3,8% e a anual de 36,4%, para 185,3 mil veículos. No acumulado do ano a retração chegou a 23,3%, com 2 milhões 66 mil unidades comercializadas.

Segundo Assumpção Jr., os fatores que impactam de forma negativa o setor – como inflação alta, aumento das taxas de juros, endividamento das famílias e desemprego, assim como a falta de confiança dos consumidores e investidores – permanecem inalterados.

“Vale considerar que neste mesmo período do ano passado as vendas foram alavancadas pelo final anunciado da redução do IPI, encerrada em 31 de dezembro de 2014. Em 2015 não temos esse estímulo”.

Em outubro foram vendidos 5,8 mil caminhões, queda de 2,7% com relação a setembro e de 52,5% com relação ao mesmo mês do ano passado. De janeiro a outubro os brasileiros consumiram 61,5 mil unidades, 44,7% menos do que em igual período de 2014.

As vendas de chassis de ônibus retraíram 29,1% na comparação mensal e 66,7% na anual, para 1 mil 91 unidades. No acumulado do ano o segmento registrou queda de 33,8%, com 17,6 mil chassis vendidos.

O segmento de motocicletas registrou no mês passado, quando foi realizado o Salão Duas Rodas, 82 mil unidades vendidas, queda de 9,2% com relação a setembro e de 26% na comparação com outubro. No acumulado do ano foram licenciadas 1 milhão 36 mil motocicletas, queda de 12,9% com relação aos primeiros dez meses de 2014.

“Enfrentamos um dos anos mais complicados, tanto para o Brasil como para o setor automotivo”, destacou o presidente da Fenabrave na nota. “As concessionárias estão registrando um volume de vendas sensivelmente menor do que em anos anteriores, com estruturas maiores e preparadas para um cenário crescente de mercado, não de retração drásticas como estamos vivenciando. Assim, os ajustes estão sendo inexoráveis ao setor”.

Renegade chega ao top-10 dos mais vendidos no País

Em outubro o Renegade conseguiu, pela primeira vez, entrar no seleto grupo dos dez modelos mais vendidos do mercado nacional – em setembro batera na trave, ao fechar na décima-primeira posição, considerando-se que a lista envolve automóveis e comerciais leves.

O modelo fecha o top-10 com 5,6 mil emplacamentos e comemora, também, vitória no mês sobre o maior rival, o HR-V, ainda que por apenas cerca de duzentas unidades – a diferença, de qualquer forma, foi suficiente para o Honda ficar duas posições atrás.

De qualquer forma a ascensão dos SUVs compactos derrubou da parte superior da lista modelos bem mais baratos e tradicionais frequentadores do top-10, como o Uno, décimo-primeiro com 5,5 mil emplacamentos, e o Renault Sandero, décimo-terceiro com 5,3 mil. Quem também teve um mês fraco foi o Siena, décimo-quinto com 4,1 mil. Ainda assim foi melhor que o Up!, um posto atrás com 3,8 mil – as novas versões TSI, até o momento, não parecem ajudar o compacto a crescer no ranking.

Outubro também não será mês a recordar para o EcoSport, somente o vigésimo-quinto, com 2,3 mil – além do Jeep e do Honda vê também o Duster distante, em décimo-nono e 3 mil unidades licenciadas.

Mas foi período a celebrar para o Gol, de volta ao Top-5 em quarto, 6,6 mil, e Prisma, logo atrás e 6,3 mil. O Ka também não tem do que reclamar de seu sétimo posto, 5,9 mil, enquanto o Corolla mais uma vez mantém um impressionante ritmo em nono, 5,6 mil.

Já o Onix é só alegria, na ponta pelo terceiro mês seguido e cada vez mais próximo de assumir a liderança no acumulado do ano. E o HB20, agora com facelift, também segue firme como vice-colocado. Pior para o Palio, que pelo segundo mês seguido teve que se contentar com o último degrau do pódio.

Honda adia indefinidamente início de atividades em Itirapina

De surpresa, e se utilizando de um comunicado lacônico emitido no meio da tarde da sexta-feira, 30, a Honda Automóveis informou que decidiu adiar o início de operações de sua nova fábrica em Itirapina, no Interior de São Paulo.

A inauguração da fábrica estava originalmente agendada para ocorrer ainda no fim deste ano. O cronograma indicava início da produção pré-série do Fit em setembro. Em meados deste ano a fabricante indicou que a fabricação ali ocorreria somente a partir do primeiro semestre de 2016.

O comunicado diz que “a Honda Automóveis do Brasil comunica que revisou os planos para o início das operações de sua segunda fábrica de automóveis no País, localizada na cidade de Itirapina”. A montadora não esclarece quando poderá ocorrer a inauguração: afirma no texto apenas que “a nova data será definida de acordo com a evolução do mercado”.

A nota, entretanto, dá a entender que o prazo de extensão não será exatamente curto: “a empresa mantém-se alerta diante das dificuldades atuais do segmento automotivo e, para 2016, a expectativa é manter o mesmo nível de volume deste ano, o que poderá ser suprido pela fábrica de Sumaré”. Aparentemente, portanto, os planos podem ter sido adiados por um ano.

A montadora assegura que “os investimentos previstos para o projeto de Itirapina estão mantidos e seguem sendo realizados rigorosamente de acordo com o cronograma estabelecido. A unidade estará pronta para iniciar a produção em massa assim que houver melhor previsibilidade do mercado. A marca também reafirma a manutenção dos investimentos na renovação e atualização de sua linha de produtos”.

Nesta semana, a fabricante informou que produzirá no País a nova geração do Civic com motor 1.5 turbo com injeção direta.

O anúncio do investimento de R$ 1 bilhão na unidade ocorreu em agosto de 2013, e a pedra fundamental foi assentada apenas três meses depois, marcando o início oficial das obras. O prazo previsto para início das atividades, portanto, era de quase dois anos exatos.

Em abril deste ano a Honda recebeu da construtora, simbolicamente, a chave da unidade, marcando o encerramento das obras civis. A capacidade prevista era de 120 mil unidades/ano, a mesma de Sumaré. Esperava-se que dois mil funcionários atuassem na unidade, quando em pleno funcionamento.

Das dez marcas líderes em venda no País em 2015 a Honda é a única a registrar resultado positivo: seus volumes cresceram 17,4% até setembro, saltando de 95,9 mil no ano passado para 112,5 mil neste ano, muito devido ao HR-V, lançado há poucos meses.

MERCADO – Outubro deve fechar com 186,7 mil unidades de autoveículos comercializadas no País, apontam dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData.

O dado representa o número de licenciamentos registrados até a quinta-feira, 29, porém com a transferência da folga do Dia do Servidor Público para a sexta-feira, 30, não ocorreu o funcionamento dos Detrans e, assim, o número deve permanecer o mesmo ou mudar muito pouco.

A média diária do mês, prejudicado também por um feriado na segunda-feira, 12, será uma das baixas do ano: 8,9 mil unidades, saindo do ritmo registrado há vários meses no ano, perto de 10 mil unidades.

Claes Nilsson deixa a presidência da Volvo América Latina

Exatamente um ano após o anúncio de sua vinda para o Brasil o presidente do Grupo Volvo América Latina, Claes Nilsson, comunica que deixará o cargo que havia assumido em janeiro, retornando para a Suécia ainda no final deste ano.

De acordo com nota da empresa divulgada na tarde da sexta-feira, 30, “a decisão do executivo é pessoal e envolve questões familiares”.

Seu sucessor não foi anunciado e, segundo o comunicado, será divulgado em breve.

Em seu curto período no Brasil, segundo a nota da Volvo, Nilsson liderou a introdução comercial da nova linha de caminhões da marca no continente e reforçou os investimentos em atendimento e pós-venda. O executivo permanecerá no Grupo, assumindo a partir do início de 2016 a liderança de um projeto de estratégia comercial ligado à divisão de caminhões da companhia.

Nilsson estava na presidência da Volvo na região desde o último dia 1º de janeiro, quando substituiu Roger Alm, que também retornou à matriz na Suécia. Antes de vir para o Brasil Nilsson era presidente da divisão Volvo Caminhões do Grupo.

 

VW admite ter que pagar multa por fraude também no Brasil

A Volkswagen vai arcar com as possíveis consequências da fraude dos motores diesel no Brasil, como o pagamento de possíveis multas envolvendo o caso. A informação foi revelada por Antônio Megale, diretor de assuntos governamentais da fabricante, à Agência Brasil.

De acordo com o executivo, a empresa emprega no momento esforços para descobrir se os resultados reais dos testes de emissão de gases nas Amarok 2011 e 2012 estão fora dos limites estabelecidos pela legislação nacional. “Mesmo ele [o software] alterando o resultado dos testes, precisamos checar se o veículo está ou não em conformidade com a lei brasileira. Independentemente da reposta, substituiremos o software antigo pelo novo que está em desenvolvimento”, afirmou à publicação.

Ainda segundo Megale, que também é o primeiro vice-presidente da Anfavea e deverá ser eleito como presidente na próxima gestão, que se inicia segundo trimestre do ano que vem, “o software tem uma grande complexidade. Ele identifica que a condição daquele momento é de teste e faz uma regulagem do motor que emite menos poluentes nessas condições. Na condição de rodagem, modifica o funcionamento do motor e privilegia o desempenho do veículo”.

À Agência Brasil o executivo acrescentou que a notícia da fraude foi recebida com surpresa pela Volkswagen do Brasil, e que o primeiro passo foi verificar se as Amarok que usavam o motor envolvido no caso vendidas no Brasil também tinham o sistema – o modelo é fabricado na Argentina. “O levantamento que fizemos mostrou que sim, o Brasil tem uma parte dos veículos que estão com esse software instalado.”

A montadora admitiu há alguns dias que 17 mil unidades comercializadas no Brasil têm o programa que frauda os testes de emissão instalado. A fabricante afirmou que providenciará mudança no software no início do ano que vem, no aguardo da solução em desenvolvimento na Alemanha, avisando apenas ali os proprietários, em iniciativa própria. Segundo informações obtidas pela Agência AutoData, entretanto, o Ministério da Justiça deverá obrigar a fabricante a convocar um recall para o modelo.

Onix vence de novo e está perto de ultrapassar Palio no ano

O Onix está muito próximo de entrar para a história da General Motors do Brasil como o terceiro modelo em sua história a figurar na primeira posição do ranking dos veículos mais vendidos no País em um fechamento anual – algo que ícones Chevrolet como o Corsa e o Celta jamais conseguiram. O feito foi obtido apenas pelo Monza, em três oportunidades, e o Chevette, em uma, ambos nos anos 80.

Isso porque o hatch está em posição muito clara de tomar a liderança em vendas no ano do Palio, em franca tendência de crescimento que parece, a essa altura, ser de difícil reversão para o Fiat. De acordo com cálculos da Agência AutoData utilizando dados da Fenabrave até a quinta-feira, 29, o Palio soma, no ano, 100 mil emplacamentos para 99 mil do Onix. A diferença, portanto, está na casa de 1 mil unidades.

Ocorre que a vantagem que o Fiat tinha sobre o Chevrolet, que até o fim do primeiro semestre parecia extremamente confortável, se consumiu rapidamente. No fim de julho era de 7,5 mil unidades, caiu para 5,8 mil ao término de agosto, foi a 4,3 mil em setembro e na primeira metade de outubro já estava em apenas 3 mil.

Ao que tudo indica, assim, mantida a curva de vendas de cada modelo, já na primeira metade de novembro o Onix será o novo líder de vendas do mercado brasileiro.

Em outubro o Chevrolet completará três meses consecutivos como o mais vendido, enquanto o Palio liderou de janeiro a fevereiro e depois de abril a julho. Em março a vitória foi da Strada. Ocorre que o Onix, nos meses em que ganhou, o fez por muito.

Até a sexta-feira, 29, a tabela aponta para o mês de outubro o Onix à frente com 11 mil unidades licenciadas, HB20 na segunda posição com 9,6 mil e Palio fechando o pódio com 7,9 mil.

Completam os cinco primeiros Gol, 6,5 mil, e Prisma, 6,2 mil.

E o top-10 traz ainda, pela ordem, Strada, 6 mil, Ka, 5,7 mil, Corolla, 5,5 mil, Renegade, 5,5 mil, e Uno, 5,4 mil. Ficou de fora o HR-V, 5,3 mil, em décimo-primeiro.

Não deixa de surpreender a tomada de posição dos novos SUVs compactos de Jeep e Honda a derrubar tradicionais frequentadores do top-10, e de preços bem inferiores, como Fox, Sandero e Siena. E mais uma vez o sedã médio da Toyota também merece destaque, assim como nova tentativa de retomada de melhores dias pelo Gol.

Os dados definitivos do mês serão divulgados pela Fenabrave na segunda-feira, 2.

Peugeot 308: manutenção de mercado.

A missão do novo Peugeot 308, lançado na noite de quarta-feira, 29, no Guarujá, na Baixada Santista, está longe de ser árdua e ousada. Não está nele depositada as fichas para se intrometer na liderança do segmento de hatches médios, mas de simplesmente garantir e preservar a participação que possui na categoria. Segundo a marca, sua fatia no segmento até outubro era 8%, que representa um volume em torno de 2,4 mil unidades.

De acordo com a nova diretora geral da Peugeot, Ana Theresa Borsari, no  comando da operação brasileira desde 1º de outubro após sete de Europa, “a ambição para ganhar participação no mercado está em outras ferramentas”, se referindo aos modelos 208 e 2008. “Temos esse objetivo e acreditamos em nossa capacidade para isso.”

A expectativa de venda da Peugeot para o 308 é de 250 a 300 unidades/mês para o novo modelo em um mercado por volta de 44 mil carros até o fim de 2016. Das três versões, Allure 1.6, Allure 2.0 e Allure THP, estima 50% das vendas do mais simples, 20% da versão intermediaria e os outros 30%  do modelo equipado com motor turbo.

A Peugeot avisa ainda que a linha 308 ainda será acrescida com o modelo europeu, baseado em outra plataforma. “O processo já está em homologação”, afirma a diretora geral. “Esperamos somente um momento mais adequado para o lançamento.”

De acordo com Ana Theresa Borsari, a decisão de apenas renovar o 308 em vez de passar a produzir na Argentina, na fábrica de El Palomar, o modelo europeu, passa tanto por questões econômicas quanto de mercado. “Houve uma clara migração do consumidor de hatch médio para as novas ofertas de crossovers. Em 2015 a queda do segmento chega a 60%, com isso a conta não fecharia com o investimento necessário para produzir o modelo a partir de uma nova plataforma. O 308 importado atenderá um consumidor específico, um nicho dentro do segmento.”

Pelas contas de Borsari a Peugeot deve encerrar esse ano com 1,1% de participação no mercado. Acha difícil, no entanto, planejar o que será o ano que vem em virtude da deterioração da economia e das quedas nas vendas de veículos.

Peugeot 308 renovado por dentro e por fora

Sob o discurso da estratégia de estabelecer um novo posicionamento no mercado nacional, como vem ocorrendo nos últimos anos, a Peugeot lançou na noite de quarta, 28, o 308 renovado – do visual à introdução de novos equipamentos e recursos de série.

“Estamos construindo uma nova imagem da marca baseados em uma aliança de exigências na qual alguns pilares são a obsessão na coerência e o rigor na execução”, assegura Ana Theresa Borsari, nova diretora geral da fabricante no Brasil. “A gama de produtos passa por isso. Com o novo 308, a Peugeot passa a ter a mais recente e moderna linha de produtos de sua história no País.”

O lançamento da Peugeot representa a primeira grande atualização do 308 desde que foi introduzido no País, no início de 2012, para substituir o 307. De acordo com o Frederico Battaglia, diretor de marketing, a nova aparência traz elementos visuais de recentes carros conceitos apresentados pela marca, como o Exalt e o Onyx – contornos dos faróis e vincos da carroceria. “Queremos ser uma marca cada vez mais emocional, que entregue não só estilo, mas também uma experiência de condução rica.”

Salvo a conversa marqueteira, o novo 308 realmente traz uma sólida lista de conteúdo de série desde a versão de entrada, embalada em um acabamento cuidadoso, onde estão presentes couro e revestimento de material emborrachado no painel. “Para levar emoção não podemos deixar de lado a qualidade superior, mesmo que isso custe mais caro”, destaca a diretora geral. “A maior entrega de equipamentos foi uma escolha para a construção da uma nova imagem da marca.”

O preço e a oferta de conteúdo incorporada, no entanto, foram concebidos de maneira a entregar mais por menos na comparação com o que a Peugeot enxerga como concorrentes: Ford Focus, Fiat Bravo, Chevrolet Cruze. São três versões: Allure 1.6 de 122 cv com câmbio manual por R$ 70 mil, a intermediária Allure 2.0 de 151 cv com caixa automática de seis marchas por R$ 76 mil e a topo de linha com motor THP de 173 cv e caixa automática por R$ 83 mil.

Estão presentes em todas as versões teto solar, ar-condicionado bizone, no qual a engenharia retrabalhou potência para ter capacidade para esfriar mais rápido e ser menos ruidoso, sistema de fixação isofix, seis airbags, rodas de liga leve de 17 polegadas e central multimídia touchscreen, com recurso de espelhamento do smartphone na tela do veículo, o Mirror link.