Scania inaugura linha de pintura de R$ 100 milhões no ABCD

Nesta semana a Scania iniciou as atividades de sua nova linha de pintura final. Instalada dentro da unidade de São Bernardo do Campo, SP, em espaço de 8,4 mil m², a nova área demandou investimento de R$ 100 milhões para a montadora sueca.

Em comunicado a Scania afirmou que a nova linha tem pintura automatizada e possibilita a combinação de 140 cores, ampliando a possibilidade de escolha dos clientes. A montadora destaca ainda que o transporte de peças no local é feito por meio de plataformas elevatórias e que a nova instalação possui o primeiro túnel de luz LED da América Latina.

A companhia ressalta ainda que o projeto foi inspirado nas fábricas da Scania na Suécia e Holanda.

Segundo comunicado do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, “o investimento faz parte de um ciclo de melhorias que culmina em condições de trabalho mais favoráveis”.

De acordo com o sindicato a nova instalação realiza a pintura dos veículos com solvente bicomponente em um sistema mais rápido, que evita desperdício de tintas.

Ainda segundo o sindicato todos os trabalhadores do setor de pintura da montadora estão em treina­mento desde o ano passado para utilização dos novos equipamentos.

O coordenador do sindicato, Carlos Caramelo, afirmou que “a chegada da tecnologia e a inauguração da linha geram mais otimismo para todos os metalúrgicos na empresa”.

De acordo com Marques a inauguração da nova área contempla um acordo nego­ciado com o sindicato em 2011, que já previa a modernização da empresa com ênfase para as questões de segurança no trabalho.

“Acompanhamos todos os processos de rea­dequação. Tudo está sendo incentivado pelo Inovar-Auto.”

Ainda segundo o presidente do sindicato a área de pintura irá atender a novo perfil de consu­midor de caminhões, que está mais exigente, seguindo a tendência dos compradores de automóveis. “Em um momento que só se fala em crise é importante ter notícias sobre investimentos.”

Nos dois primeiros meses do ano a Scania comercializou 907 caminhões, volume 63% menor do que o apurado em janeiro e fevereiro de 2014 – a montadora tem seus negócios concentrados no segmento de pesados, o que mais sofre com a retração de mercado no começo do ano. No mesmo período as vendas totais de caminhões caíram 39,4% no primeiro bimestre.

MDIC sinaliza alterações nas regras do BNDES Finame PSI

Os quase quarenta representantes do alto escalão da indústria automotiva reunidos com Armando Monteiro, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior por uma hora e meia em um hotel da Zona Sul de São Paulo na manhã da quinta-feira, 26, deixaram o encontro sem nenhum pedido atendido de forma concreta. Entretanto o titular do MDIC deixou claro que há, ao menos em sua pasta, intenção de atender aos pleitos da indústria – em especial aqueles que possibilitariam reavivar o mercado de forma rápida, reduzindo a pressão sobre as fábricas.

Monteiro afirmou que há possibilidade de alteração nas atuais regras do BNDES Finame PSI, a principal linha de financiamento para caminhões, ônibus, implementos rodoviários e máquinas agrícolas, “especialmente no que se refere à participação da instituição no total do financiamento”. Até o ano passado a linha financiava 100% do valor do bem, mas a partir deste 2015 o índice caiu para 70% para pequenas e médias empresas e 50% para grandes, aliado a aumento da taxa de juros. Há possibilidade do comprador financiar mais 20% a 40% pelo banco estatal, puxando o total a 90%, mas para esta parcela as taxas de juros são ainda mais elevadas.

O segmento de caminhões é o mais afetado pela queda nas vendas neste início de ano, com retração de 39% no primeiro bimestre. De acordo com projeção da Agência AutoData o índice de março não deverá ser muito melhor, com baixa pouco além de 30%.

Na saída do encontro Luiz Moan, presidente da Anfavea, cobrou “regras e condições mantidas a longo prazo: é disso que precisamos”, ao se referir ao programa PSI. Circulares mensais do BNDES têm alterado mês a mês a taxa de juros da parcela adicional de 20% a 40% do financiamento, e os clientes interessados em adquirir caminhões, que já não são muitos, acabam esperando para fechar o negócio à espera de condições mais vantajosas no mês seguinte.

Para o ministro, um afrouxamento das regras “não afeta o ajuste fiscal” que está sendo promovido pela nova equipe econômica do governo federal. Um dos participantes da reunião confidenciou à reportagem, na condição de anonimato, que o MDIC de fato é solícito à reivindicação, mas “depende agora do [Joaquim] Levy [Ministro da Fazenda] assinar”.

EXPORTAÇÕES – O titular do MDIC também afirmou que o governo estuda formas de estimular as exportações do setor automotivo, “um importante canal de escoamento da produção”. Apesar de não oferecer pormenores, disse que as maiores possibilidades neste tema estão ligadas “ao câmbio e a instrumentos de financiamento”. Ele complementou assegurando que “o setor automotivo está ligado a parcela significativa do plano nacional de exportações” e recordou que “a exportação chegou a representar 30% da produção nacional de veículos e hoje este volume embarcado caiu para cerca de um terço do que já foi um dia”.

O próprio ministro, entretanto, reconheceu que não há perspectivas para aumento das exportações em curto prazo: “Isso não acontece de um dia para outro, mas há boas perspectivas para os próximos anos. A exportação de veículos está no nosso radar”.

Outro tema abordado no encontro foi a renovação de frota – algo discutido há anos. “É um tema importante”, limitou-se a dizer, sem assegurar que o plano possa entrar em vigor ainda este ano. Mas acrescentou que, assim como no caso da possível revisão do PSI, em seu entendimento esta iniciativa não afetaria o programa de ajuste fiscal.

Quanto ao atual momento do mercado, Monteiro considerou que “não há crise no setor automotivo. Há, sim, queda nas vendas, mas crise é algo que passa longe deste segmento. Acreditamos que após os ajustes na economia haverá retomada das vendas”.

E diante da possibilidade de demissões na indústria o ministro assegurou que “o cenário é acompanhado de perto pelo governo, não só pelo MDIC mas por outras esferas oficiais. Estamos cientes dos esforços promovidos pelas empresas para manter o nível dos quadros”.

Moan acrescentou somente que o MDIC “se comprometeu conosco a trabalhar em conjunto” nos temas mais urgentes para a indústria.

ARGENTINA – Os dois dirigentes comentaram ainda as negociações com o governo argentino para renovação do acordo automotivo bilateral. O ministro garantiu que “não há nenhuma dificuldade” nas conversas com o país vizinho e acrescentou que o nível de conteúdo regional é um dos principais temas abordados nas reuniões. Sua expectativa é a de que o novo acordo “saia antes do vencimento do atual” – o que ocorrerá no fim de junho.

O presidente da Anfavea acrescentou que “o mais importante é a manutenção do fluxo de comércio”, assim como já o fizera quando das conversas para renovação do acordo automotivo bilateral com o México.

Federal-Mogul move esforços para reposição e exportações

Os mercados de reposição e exportação estão no radar da Federal-Mogul. Com perspectivas nada otimistas para o fornecimento de OEM, a alternativa encontrada pela divisão Motorparts da companhia, que fabrica de pastilhas, lonas, sapatas, fluidos e lubrificantes para sistemas de frenagem, foi direcionar esforços para os segmentos que apresentam oportunidades de negócios.

Nos últimos meses a companhia promoveu lançamentos dedicados à ampliação do portfólio dos produtos dedicados a esses dois segmentos. O objetivo maior, segundo afirmou em nota o diretor-geral José Roberto Alves, é dobrar o volume de exportações com relação ao ano passado e ampliar o mercado de reposição – estimativas iniciais indicam elevação de 18% nas vendas do primeiro trimestre, comparado com o mesmo período do ano passado.

Para a área de reposição foram lançadas a linha econômica de pastilhas Stop e ampliadas a gama de produtos Jurid, considerados premium, e Ferodo, top premium, além de lonas, sapatas, lubrificantes e fluidos.

Com relação às exportações, Alves afirmou que a desvalorização do real tornou os produtos produzidos aqui mais competitivos e motivou a Federal-Mogul a participar de concorrências em vários países. “No momento estamos trabalhando em várias cotações para o mercado externo e pretendemos fechar 2015 com pelo menor o dobro das exportações do ano passado”.

Ao mesmo tempo a companhia procura, internamente, diluir o aumento de custos de produção com inovações nas linhas de produção que visam ampliar os níveis de eficiência, qualidade e redução de custos.

“Sempre buscamos nos superar na luta pela produtividade e neste ano não será diferente. Para compensar a redução nas vendas para o mercado OEM e o aumento de custos em energia elétrica, impostos e serviços, dentre outros, intensificamos práticas de Lean Manufacturing e Seis Sigma. Atualmente são doze os projetos em execução.”

Metalúrgicos da Ford Taboão têm empregos garantidos até 2017

Os trabalhadores da unidade da Ford do Taboão, em São Bernardo do Campo, no ABCD paulista, terão estabilidade no emprego garantida até 2017. Segundo comunicado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC o benefício é uma das cláusulas do acordo coletivo aprovado pelos metalúrgicos em assembleia realizada na quinta-feira, 26.

O acordo firmado por montadora e sindicato prevê índices de reajuste salarial até 2016 e inclui também os cálculos para a participação nos lucros e resultados, PLR, até 2017.

Neste ano o reajuste será convertido em abono no valor de R$ 8 mil. Em 2016 os trabalhadores da unidade do ABCD terão reposição integral da inflação, incorporada ao salário, mais abono de R$ 1,7 mil.

Para o cálculo da PLR o acordo prevê em 2016 o mesmo valor pago em 2015, e para 2017 o montante será corrigido pelo INPC.

Em comunicado o presidente do sindicato, Rafael Marques, ressaltou a importância da aprovação do acordo no cenário econômico atual:

“Essa proposta nos ajuda a atravessar este ano, em que o mercado se encontra instável, e o próximo. A aprovação tira de cena qualquer ameaça de insegurança em relação ao emprego”.

Como parte do acordo com os metalúrgicos haverá abertura de um programa de demissão voluntária, PDV, na unidade. O período para adesão ainda não foi divulgado.

Podem participar os trabalhadores horistas, que receberão o equivalente a 83% do salário por ano trabalhado. Para os funcionários com restrição médica o valor pago será de 140% do salário por ano trabalhado.

Além disso a montadora acordou com o sindicato que desligará os trabalhadores aposentados – são cerca de oitenta – com os mesmo benefícios oferecidos no PDV.

Procurada, a Ford optou por não comentar o assunto.

O acordo ainda prevê a formação de uma comissão permanente de negociação para produção de novos modelos na unidade, além da chamada ‘desterceirização’ de algumas áreas ao longo deste ano.

Marques, na nota, complementou: “Nesses próximos dois anos vamos debater com a diretoria da fábrica a chegada de novos investimentos e produtos. Queremos trazer de volta a produção do segmento de picapes [hoje concentrada na Argentina com a Ranger, após o fim da Courier] e novas versões do New Fiesta” – a configuração sedã do modelo é importada do México, sendo que apenas o hatch é fabricado no Taboão.

Presidentes de montadoras se reunirão com MDIC

A quinta-feira, 26, testemunhará uma verdadeira caravana de presidentes de montadoras em direção ao Hotel Transamérica, na Zona Sul da Capital paulista: os executivos têm encontro agendado com Armando Monteiro, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o MDIC.

A reunião é capitaneada pela Anfavea e terá seu presidente Luiz Moan conduzindo as conversas, que devem durar aproximadamente uma hora e meia. A agenda do evento contempla, à saída, atendimento à imprensa pelo ministro e pelo dirigente, mas de acordo com fontes próximas às negociações ouvidas pela reportagem não há nenhum anúncio programado.

Oficialmente o encontro tratará “da conjuntura econômica do País e do setor automotivo, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e máquinas autopropulsadas”. As fontes, entretanto, asseguram que os dirigentes pedirão ao ministro alternativas efetivas para as atuais dificuldades que o setor enfrenta, demonstrando dados de faturamento e aumento de custos fixos, com a alegação de que sem a concessão de algum tipo de incentivo e consequente reescalonamento da produção demissões começarão a ocorrer na indústria. Na lista de pedidos urgentes estarão facilidades para aumento rápido das exportações – uma forma de escoar o volume produtivo diante da queda do mercado interno –, início rápido e atuante do programa de renovação de frota para todos os segmentos e outros.

Ainda de acordo com as fontes o encontro ocorrerá em São Paulo para facilitar o deslocamento de todos os executivos convocados, o que seria mais difícil caso a reunião acontecesse em Brasília, DF.

No início da semana passada, durante evento promovido pela AutoData Editora, Moan revelou encontros com três esferas governamentais naquela data – uma delas foi com o Ministro da Fazenda. Na ocasião o dirigente se considerou “esperançoso” diante da possibilidade de iniciativas federais para reavivar o mercado automotivo.

Anfir – Quem já se reuniu com o titular do MDIC foi Alcides Braga, presidente da Anfir, associação que reúne os fabricantes de implementos rodoviários, que participou de audiência com Armando Monteiro na terça-feira, 24, em Brasília, DF.

Em entrevista à Agência AutoData o dirigente afirmou ter destacado junto ao ministério a necessidade de colocar em prática o plano nacional de renovação de frota de caminhões, medida que naturalmente beneficiaria também o segmento de implementos rodoviários.

Braga solicitou ainda a ampliação do financiamento de implementos por meio do Finame PSI para até 80% do valor do equipamento.

“Com atividade industrial baixa e queda no consumo nosso cliente não tem como financiar via PSI 50% do implemento, no caso da grande empresa, ou 70%, nas médias e pequenas, e pagar o restante a taxas de juros de mercado. Nosso segmento apresenta resultados sofríveis: o primeiro trimestre será equivalente em vendas a um mês do ano passado.”

O presidente da Anfir antecipou que o setor vai “reverberar o discurso junto ao governo”. E acrescentou: “O ministro terá várias rodadas de conversas com diversos setores. Nós, do segmento automotivo, como Anfavea, Fabus e Sindipeças, vamos sempre bater nas mesmas teclas. Senti uma disposição do ministro em criar uma agenda positiva e ser um aliado.”

Inadimplência estaciona nos 3,9%

Pelo terceiro mês consecutivo a inadimplência do setor automotivo ficou estável. Segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil na terça-feira, 25, os atrasos nos pagamentos de veículos por pessoas físicas superiores a noventa dias se manteve em 3,9% no mês passado, mesmo índice registrado em janeiro e dezembro.

Trata-se também do menor nível de inadimplência para o setor desde 2011, pelo menos.

O índice caiu 1,2 ponto porcentual na comparação com fevereiro do ano passado, quando os atrasos nos financiamentos de veículos alcançaram 5,1%. Desde abril de 2014 não há crescimento na inadimplência: todos os meses sequentes apresentaram retração ou estabilidade na comparação com o anterior.

Segundo o Banco Central os atrasos superiores a noventa dias de todo o sistema financeiro ficou estável em 2,8%. No crédito às famílias o indicador cresceu 0,1 ponto porcentual, para 3,8%, enquanto nos financiamentos para as empresas houve estabilidade em 2%.

Marcopolo lidera programa de capacitação de fornecedores no Sul

A Marcopolo liderará projeto de desenvolvimento de fornecedores em Caxias do Sul, RS. Lançado oficialmente na quarta-feira, 25, tem como intuito capacitar e fortalecer as empresas do setor automotivo naquela região. Inicialmente 31 companhias de porte pequeno e médio participarão do programa de fomento.

Nelson Gehrke, diretor de aquisição e logística da Marcopolo, pormenorizou em nota que “as participantes receberão apoio e orientações necessárias para melhorar seu desempenho e estar mais bem preparadas para fornecer às grandes indústrias”.

A seleção de empresas atendeu a critérios tais como ser fornecedor estratégico para novos desenvolvimentos e possuir sede na região da Serra Gaúcha. Até 30 de setembro de 2016 as participantes contarão com consultorias para melhorias de gestão de processos, a partir da metodologia Lean Manufacturing.

Segundo Gehrke a meta é capacitar a cadeia de suprimentos, elevar o padrão de qualidade e competitividade, aumentar a capacidade de inovação e gerar melhorias nos aspectos de gestão, metodologia e perpetuação dos negócios.

O programa inclui ainda a criação de um Portal de Negócios para integrar os fornecedores à empresa âncora, a Marcopolo, e posteriormente a outras possíveis clientes.

O programa de capacitação é realizado em parceria com a UCS, Fundação Universidade de Caxias do Sul, e com o APLMMeA, Arranjo Produtivo Local Metalmecânico e Automotivo da Serra Gaúcha. Ele foi apresentado pelo MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e nacionalmente conta com 11 projetos de mesmo escopo em andamento, sete no setor automotivo e quatro no de petróleo, e faz parte do PNDF, Programa Nacional de Desenvolvimento de Fornecedores.

GM produzirá nova geração do Cruze no México

A General Motors anunciou investimento de US$ 350 milhões para produzir a nova geração do Cruze na fábrica de Ramos Arizpe, no México. O valor faz parte do pacote de US$ 5 bilhões divulgado pela companhia em dezembro do ano passado, um plano de modernização das operações mexicanas para consolidá-la como a sexto maior fornecedora global de veículos da GM.

Em comunicado o presidente da GM México Ernesto Hernández afirmou que 7% do volume de produção da companhia sairá das linhas de montagem de Ramos Arizpe. Segundo ele a unidade tornou-se um “imã para os investimentos da GM em nível global”.

O Cruze atualmente é produzido em São Caetano do Sul, SP, e em Lordstown, Ohio, nos Estados Unidos, dentre outros locais. A próxima geração sairá das linhas da unidade de Santa Fé, na Argentina – fato ainda não oficialmente confirmado pela companhia –, e da fábrica mexicana.

No comunicado divulgado à imprensa mexicana a GM confirmou que o Cruze seguirá em produção também nos Estados Unidos, mas nada mencionou sobre o futuro do modelo nas operações brasileiras ou argentinas.

O Complexo da GM Ramoz Arizpe foi inaugurado em maio de 1981 e produz aproximadamente 25% do volume da companhia no México, com 173,4 mil unidades fabricadas no ano passado. Segundo a companhia 87% do volume produzido na unidade tem como destino outros mercados, como Arábia Saudita, Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Japão, Paraguai, Rússia e União Europeia.

Corolla – Outra montadora que prepara para breve um anúncio de investimentos para o México é a Toyota. Segundo a Agência Reuters a aprovação da diretoria da montadora japonesa para a produção do sedã Corolla deverá sair em abril, para início de produção em 2009. O objetivo maior é abastecer o mercado estadunidense.

A companhia é a única dentre as grandes fabricantes de automóveis que ainda não produz veículos de passeio no país – na unidade de Baja Califórnia, no México, produz a picape Tacoma.

Setor reduz em 1,7% investimento em propaganda

A indústria automotiva reduziu em 1,7% os investimentos em propaganda nos meios de comunicação no ano passado, ao aplicar em torno de R$ 8,4 bilhões em jornais, revistas, internet, televisão aberta e fechada, cinema e publicidade urbana. O setor foi o quinto maior anunciante, atrás do comércio varejista, setor de higiene pessoal e beleza, serviços ao consumidor e mercado financeiro e securitário, de acordo com levantamento do Ibope Monitor.

A fatia de participação do setor dentro do valor aplicado em anúncios nos meios de comunicação caiu de 8% em 2013 para 7% no ano passado.

No levantamento do Ibope Monitor são considerados valores da tabela cheia dos anúncios veiculados nos meios de comunicação. Descarta-se, portanto, eventuais descontos conquistados nas negociações das empresas com a mídia, prática comum do mercado publicitário.

Dentre as trinta empresas que mais anunciaram no ano passado de acordo com o levantamento do instituto, seis são montadoras – coincidentemente as seis que mais venderam automóveis e comerciais leves no mercado brasileiro em 2014. Fiat, General Motors, Volkswagen, Hyundai-CAOA, Ford e Renault ocuparam a 11ª, 14ª, 16ª, 21ª, 26ª e 29ª posição do ranking, respectivamente.

Nenhuma montadora esteve dentre os dez maiores anunciantes. À frente da líder do setor e 11ª do ranking, Fiat, ficaram Via Varejo – a união das Casas Bahia com o Ponto Frio – Unilever, Genomma, Caixa, Ambev, Hypermarcas, Petrobras, Telefônica, Banco do Brasil e Reckitt Benckiser.

Volkswagen e Renault reduziram seus investimentos de 2013 para 2014. Os alemães aplicaram pouco mais de R$ 1 bilhão no ano passado, valor 15% inferior ao de um ano antes, quando lideraram o ranking de anunciantes do setor automotivo com R$ 1,2 bilhão em propaganda. Já a Renault, quarta montadora que mais investiu em publicidade em 2013, foi a apenas a sexta no ano passado, reduzindo em 31,9% o valor aplicado – de R$ 949,5 milhões para R$ 646,8 milhões.

A Hyundai-CAOA elevou consideravelmente o valor aplicado em propaganda nos meios de comunicação no ano passado. Em 2013 foram R$ 665,5 milhões e, no ano passado, R$ 846,2 milhões, alta de 27,1%. De sexto passou para quarto maior anunciante do setor, superando Ford e Renault.

O ranking de investimento em publicidade das montadoras é quase um espelho do ranking de vendas de automóveis e comerciais leves. A exceção é justamente a Hyundai-CAOA, sexta em vendas e quarta maior anunciante. Ao subir essas duas posições a companhia derruba a Ford, quarta em vendas e quinta em anúncio, e a Renault, quinta em vendas e sexta em investimento publicitário.

Gastos x Emplacamentos – A Agência AutoData dividiu o valor aplicado em propaganda divulgado pelo Ibope Monitor pela quantidade de modelos emplacados no ano passado e o resultado é um valor aproximado de quantos reais cada empresa gasta em anúncio para cada automóvel vendido.

A Hyundai-CAOA é, dentre as seis líderes do ranking, a que mais investe nessa relação. No ano passado cada automóvel, comercial leve e caminhão vendido da marca – inclui a família HB20, o caminhão HR e a gama de importados comercializada pela rede de concessionárias Caoa – custou R$ 3 557,78 em propaganda.

A marca recuperou a liderança, que em 2013 coube à Renault. Os franceses apertaram os gastos e ficaram com a segunda posição, investindo R$ 2 727,18 por cada automóvel licenciado.

A líder em vendas e gastos em publicidade, Fiat, fechou o ano com a menor relação investimento x licenciamento: R$ 1 675,80 por veículo.

Novo J5 já aparece no site da Jac Motors brasileira

Há pouco mais de três anos o sedã médio J5, da Jac Motors, desembarcava no Brasil exibido em campanha publicitária em horário nobre com o apresentador Fausto Silva, o Faustão. Dessa vez a nova versão do modelo chegou de forma bem mais discreta e já aparece no site da montadora.

Ao menos até o momento não houve divulgação para a imprensa tampouco campanha publicitária específica para o novo J5. As fotos do modelo, bem como sua ficha técnica, estão no site da montadora e destacam mudanças no design exterior e interior do veículo. Nota-se que agora o sedã traz lanternas dianteiras com luzes diurnas em LED e kit multimídia. De acordo com o site o veículo tem ainda o TPMS, sensor de pressão dos pneus.

O modelo continua sem oferta de câmbio automático, o que neste segmento é fator limitante. Também continua sem versão flex – o motor permanece o mesmo da geração passada, 1.5 VVT. Com seis anos de garantia, o novo J5 tem revisão de 3 mil km gratuita e o consumidor pagará R$ 348 pela checagem dos 10 mil km.

Segundo vendedor da Jac Motors consultado pela Agência AutoData o modelo ainda não está sendo comercializado – a previsão é que comece a ser vendido no segundo semestre. O preço estimado é de R$ 59 mil a R$ 62 mil, valor ao menos R$ 6 mil mais caro do que o praticado para o modelo antigo, a R$ 53 mil.

Ainda de acordo com o vendedor neste momento não há J5 0 KM à venda no País, uma vez que a versão antiga parou de ser oferecida e a nova ainda não chegou às lojas. “Temos uma fila de espera de nível nacional de cerca de 120 consumidores aguardando o novo J5”, garantiu o vendedor, de concessionária de São Paulo.

Desde que foi lançado, em março de 2012, 4 mil unidades do J5 foram comercializadas, de acordo com números da Fenabrave. No primeiro trimestre desse ano foram apenas 59: sendo 36 em janeiro, 14 em fevereiro e 8 em março, comprovando o ritmo de retirada do produto das concessionárias.

O J5 concorre diretamente em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro, que tem como principais líderes Toyota Corolla e Honda Civic. Há opções de quase todas as montadoras e que vão desde VW Jetta e Ford Focus sedã a Fiat Linea, passando por outros como Kia Cerato, Nissan Sentra, Renault Fluence e Citroën C4 Lounge.