Ford: prêmio para aplicativo contra congestionamentos no Brasil.

O Brasil será o nono país a participar do Desafio de Mobilidade Ford. O projeto, global, quer incentivar desenvolvedores a criar aplicativos que auxiliem a melhorar as condições no trânsito de megacidades.

O tema escolhido para ser trabalhado no País foi congestionamento: todos os concorrentes devem prover soluções que facilitem a locomoção dos motoristas e reduzam o volume de trânsito. As inscrições para participar do desafio serão abertas no segundo semestre, mas o prêmio para o criador do aplicativo vencedor não foi divulgado.

O anúncio da chegada do desafio, que começou na Inglaterra, foi realizado na terça-feira, 3, durante a abertura da Campus Party, maior feira de tecnologia da América do Sul, realizada em São Paulo.

Para auxiliar na criação do aplicativo a Ford oferecerá dados de motoristas obtidos por meio do Open XC, dispositivo que consegue transmitir praticamente todas as informações sobre o veículo. O aparelho é uma espécie de caixa preta do automóvel e mensura dados como o número de quilômetros rodados por determinado período, tempo parado em semáforos e outros. A montadora, entretanto, não pormenorizou como funcionará o processo de instalação do dispositivo nos veículos nacionais.

A gerente global de pesquisa sobre o futuro da mobilidade da Ford, Erica Kampff, veio de Detroit, Estados Unidos, especialmente para participar do evento. Durante sua apresentação a executiva pontuou iniciativas bem sucedidas nos países onde a montadora já realizou o desafio, como aplicativos para auxiliar a encontrar vagas de estacionamento em grandes metrópoles e para ajudar ambulâncias e veículos de resgate no transporte de pacientes.

“Queremos ser mais do que uma montadora: nosso objetivo é nos tornarmos uma empresa de mobilidade, parte da solução e não apenas parte dos problemas como trânsito e poluição.”

De acordo com os números apresentados por Kampff atualmente há 28 megacidades no mundo, que concentram cerca de 30 milhões de habitantes. Até 2030 serão 41 megacidades com mais de 60 milhões de pessoas. “Sem planejamento haverá um congestionamento global.”

A montadora aproveitou a feira de tecnologia para anunciar que o New Fiesta passa a dispor do AppLink, que dá acesso a aplicativos de smartphones por meio de comandos de voz, e da assistência de emergência, dispositivo de segurança que aciona o Samu automaticamente quando o veículo se envolve em um acidente.

O novo Ka foi o primeiro modelo da marca a oferecer o sistema de conectividade, seguido por EcoSport e Ranger. Segundo o vice-presidente de assuntos corporativos da Ford na América do Sul, Rogelio Golfarb, a ideia da montadora é tornar a tecnologia acessível para todos os consumidores.

“Começamos aplicando a tecnologia em nosso modelo de entrada, pois queremos que todos tenham acesso às novas formas de conectividade.”

Vendas caem 19% em janeiro

Os licenciamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus caíram 18,8% em janeiro, comparados com o mesmo mês do ano passado. Os números divulgados pela Fenabrave no fim da tarde da segunda-feira, 2, confirmaram as projeções da Agência AutoData reveladas na sexta-feira, 30: foram licenciadas 253,8 mil unidades, ou pouco mais de 12 mil veículos por dia útil, em média.

A queda na comparação com dezembro foi de 31,4%.

Dois dados relevantes, entretanto, devem ser considerados na análise: o último mês do ano passado foi o terceiro maior da história e janeiro de 2014 registrou o maior volume para o primeiro mês do ano em todos os tempos. As bases comparativas, portanto, são elevadas.

O recuo nas vendas de janeiro levou o mercado a nível pouco superior a 2011, quando o primeiro mês do ano registrou 245 mil licenciamentos. Em 2012 foram 268 mil unidades emplacadas e, em 2013, 311 mil veículos vendidos.

O segmento de automóveis e comerciais leves registrou queda semelhante à do mercado total: 18,6% na comparação anual, para 243,9 mil unidades, e 31% com relação a dezembro.

Em caminhões houve retração maior, com queda de 28,4% com relação a janeiro do ano passado e recuo de 44% na comparação com dezembro – também conforme os dados antecipados pela Agência AutoData.

O segmento de chassis de ônibus fechou janeiro com 2,2 mil licenciamentos, avanço de 4,2% na comparação anual, destoando do restante da indústria, porém recuo de 18,7% com relação a dezembro.

O mercado de motocicletas também começou o ano em baixa: 18,7% no ano e 15% no mês, para 18,6 mil unidades.

Ranking – A Fiat começou o ano na liderança do segmento de automóveis e comerciais leves ao emplacar 49,7 mil veículos, ou 20,3% do mercado. A General Motors manteve a vice-liderança obtida no fechamento do ano passado com 46,9 mil licenciamentos, 19,2% de participação, seguida pela Volkswagen com 39,5 mil unidades, 16,2% do total.

Por modelos a liderança ficou com o Fiat Palio, com 14,4 mil licenciamentos, seguido por Chevrolet Onix, 13,4 mil, e Fiat Strada, 11,2 mil unidades comercializadas.

Apesar da redução de imposto, Toyota aumenta preço do Prius

Durou cerca de quatro meses o desconto no valor do Toyota Prius. Depois da redução do imposto de importação para veículos híbridos –aprovado pela Câmara de Comércio Exterior, a Camex, em setembro de 2014 – a fabricante japonesa baixou o preço do modelo em outubro, porém em fevereiro deste ano o híbrido voltou a ficar mais caro.

O modelo da Toyota custava R$ 120,8 mil antes do benefício da Camex e passou a R$ 111 mil em outubro de 2014, depois do incentivo fiscal. Mas desde o mês passado o Prius ficou 3% mais caro e agora é vendido a R$ 114,3 mil.

Ricardo Bastos, gerente geral de relações públicas e governamentais da Toyota, afirmou em entrevista exclusiva à Agência AutoData que o movimento de alta é explicado pela flutuação cambial e pela recomposição da alíquota do IPI, ocorrida em janeiro deste ano.

“O IPI do Prius passou de 10% para 13% e a desvalorização do Real também contribuiu para o preço mais alto.”

Bastos afirmou ainda que a montadora repassou integralmente a redução do imposto de importação, mas não conseguiu absorver a flutuação cambial e o IPI – toda a linha da Toyota teve os valores reajustados devido ao aumento deste imposto.

A meta da Toyota, segundo o executivo, é comercializar o Prius na faixa dos R$ 100 mil. Ele afirma que a montadora faz esforços constantes para que o valor seja acessível e impulsione a tecnologia híbrida: “Estamos sempre buscando ganhos logísticos e procurando saídas em conjunto com a matriz”.

Bastos afirmou que ainda não há avanços sobre a extensão de outros benefícios que privilegiem tecnologias alternativas à combustão, como híbrida plug-in e elétrica. “Não houve mais nenhuma sinalização do governo federal e ainda não temos uma agenda definida.”

Ele afirmou que o governo federal realizou estudos internos sobre a viabilidade das tecnologias, ainda na época da equipe de Guido Mantega: “Não fomos informados sobre os resultados, mas sabemos que neste momento a equipe econômica tem outras prioridades”.

Apesar de não haver novidades na esfera federal, Bastos disse que recentemente foi formalizada proposta de redução do ICMS para veículos híbridos ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Ainda não há nada de concreto, mas continuamos trabalhando em várias frentes.”

Produção local – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, já dá como certa a produção do Prius na unidade de São Bernardo do Campo, SP, a partir de 2016. Bastos, no entanto, sustenta que esta decisão ainda não foi tomada.

“Ainda falamos em volumes pequenos, de cerca de 300 unidades por ano. Isso não justifica uma linha de montagem, mesmo que seja em CKD. Por isso ainda estamos avaliando.”

O executivo ressaltou também que não há quaisquer garantias de que a fábrica do ABCD seja o local escolhido quando a produção local for definida: “Indaiatuba e Sorocaba também podem receber uma possível linha de montagem do Prius. Ainda é tudo abstrato nesse sentido”.

Ao menos uma conquista a unidade de São Bernardo do Campo já pode comemorar: a unidade, que atualmente produz peças para abastecer as fábricas no Brasil e Argentina, voltou a ser a sede administrativa da Toyota do Brasil em fevereiro. De acordo com Bastos a ideia é centralizar a presidência, área de engenharia, setor administrativo e área de comunicação em um mesmo espaço físico. “Não foi uma questão de custos. Nós refizemos nosso quartel general.”

Gasolina comum e aditivada terão aumento da proporção de etanol

A indústria automotiva, o governo federal e o setor sucroalcooleiro chegaram a um consenso quanto à maior participação do etanol na mistura com a gasolina. Em reunião realizada em Brasília, DF, na segunda-feira, 2, ficou acertado que a gasolina comum e a aditivada terão alteração na fórmula, que passará de 25% para 27% de etanol anidro.

Desta forma, a gasolina premium – de maior octanagem e preço, comercializada nos postos BR como Podium – terá a mistura mantida em 25%, ao menos por enquanto.

Além disso o novo índice acordado é 0,5 ponto porcentual menor do que estudado, vez que as pesquisas conduzidas pela Petrobras e outros órgãos e fabricantes contemplava mistura elevada a 27,5% de etanol anidro na gasolina.

A Anfavea, por meio de nota oficial, afirmou que “o teor de 27% e não de 27,5% é uma ação de defesa ao consumidor, uma vez que as provetas de verificação de qualidade instaladas nas bombas de combustível não permitem leitura de número fracionado”.

Luiz Moan, presidente, adicionou no comunicado que “a decisão de manter a gasolina premium inalterada se deve à não conclusão dos testes de durabilidade e, portanto, a Anfavea recomenda que os veículos com motor movidos a gasolina utilizem este combustível”. A nota acrescenta, ainda, que “a Anfavea salienta que nos veículos flex a gasolina com teor elevado de etanol pode ser utilizada”.

A associação, no ano passado, se demostrara contrária à iniciativa por diversas oportunidades, por entender que o aumento na mistura poderia prejudicar os veículos da frota nacional dotados de motores movidos apenas a gasolina. Nos bastidores, alguns membros da diretoria da Anfavea apostavam que a nova fórmula seria reprovada nos testes.

A nova mistura chegaria aos postos de combustíveis já na segunda quinzena deste mês, mas a depender de sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Elisabeth Farina, presidente da Unica, União da Indústria de Cana de Açúcar, declarou que “os testes realizados sobre emissão, consumo e dirigibilidade não trouxeram mudanças significativas”, ainda à Agência Brasil. “Foi um acordo que o ministro Mercadante disse que levará à presidenta amanhã [3 de fevereiro].”

Ainda de acordo com a presidenta da Unica, a iniciativa trará demanda adicional de mais 1 bilhão de litros por ano à indústria de etanol, que, de acordo com ela, tem capacidade para atender a este aumento de produção.

Macapá: "Estamos prontos para uma nova luta".

Aos 34 anos o paraense Antônio Ferreira de Barros, do CSP-Conlutas, foi reeleito como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos em disputa com chapa da CUT/CTB. Macapá, como é mais conhecido, comandará a entidade até 2018 e lidera uma base de 43 mil empregados, em 1,3 mil empresas de cinco cidades da região do Vale do Paraíba. Dentre as companhias estão General Motors, Chery, Eaton, Embraer e Panassonic. Confira a seguir entrevista exclusiva concedida pelo dirigente sindical à Agência AutoData por telefone, na sexta-feira, 27.

Como começou sua trajetória no meio sindical?
Nasci no Pará e me mudei para o Amapá ainda criança, por isso ganhei o apelido. Aos 26 anos resolvi procurar um emprego melhor e mudei para o Vale do Paraíba, onde fiz dois cursos técnicos no Senai e me especializei. Em 2006 ingressei como terceirizado na General Motors de São José dos Campos e comecei a me aproximar das lideranças sindicais. Um ano depois fui contratado diretamente pela montadora e o sindicato estava procurando lideranças jovens para renovar a entidade. Fui convidado para compor a diretoria do sindicato nos três anos seguintes, de 2009 a 2012, e me aprofundei nas questões trabalhistas. Percebi que levava jeito para isso.

E como tornou-se presidente do sindicato?
Foi tudo muito rápido. Em 2012 haveria uma nova eleição e o sindicato me indicou para encabeçar a chapa por apostar em uma nova liderança e em um momento de renovação. Foi um grande desafio. Percebi que nunca se está pronto, você simplesmente precisa seguir em frente.

Quais foram os principais desafios no seu primeiro mandato?
Sem dúvida foi a GM. Houve muita discussão e muita luta. De 2012 até agora a empresa reduziu o quadro em cerca de 2 mil funcionários usando PDV e a suspensão de contratos temporários de trabalho. Agora o quadro total é de pouco mais de 5 mil trabalhadores. Nunca admitimos demissão em massa, apesar da empresa tentar por diversas vezes. A mobilização é o nosso forte. Tivemos o fim da produção do Classic, mas em contrapartida garantimos investimento de R$ 500 milhões na área de transmissões e motores, aporte que ainda está em andamento. Além disso a empresa prometeu que irá iniciar a produção de um modelo de grande volume na unidade até 2017 e isso deve gerar cerca de 2,5 mil empregos. Continuamos lutando para que essa promessa seja cumprida.

Esta eleição do sindicato foi marcada por uma greve na GM. Isso foi planejado?
De forma alguma. Nós não queríamos passar o período de eleições em meio a uma greve. Essa foi a maior paralisação da montadora nos últimos doze anos, mas não podíamos aceitar que a GM demitisse 800 funcionários na unidade. Entendemos que o momento é difícil para a indústria, mas vamos batalhar pelo trabalhador até o final. Mesmo com a pressão da montadora vencemos a eleição com 75% dos votos totais.

Como deve ser seu segundo mandato?
Sabemos que vamos enfrentar dias difíceis, mas estamos prontos para uma nova luta. Além da GM temos muitas empresas de peso na região, como a Embraer, onde conseguimos uma cadeira no conselho. A luta faz parte do nosso DNA e como a economia do País passa por um momento ruim sabemos que os empregos podem ser ameaçados, mas não vamos permitir que os trabalhadores paguem a conta.

Há alguma outra empresa na região que requeira atenção especial?
Todas as empresas estão sendo monitoradas e algumas têm uma situação mais urgente. A Chery, em Jacareí, SP, é uma delas. Eles começaram a produzir nesse ano e ainda há muita coisa para ajustar lá. Nossa briga será por melhores condições de trabalho e aumento de salário. Eles precisam entender que aqui não trabalhamos como na China.

Além de comandar o sindicato, o sr. ainda trabalha na GM. Como é sua rotina?
Nunca me afastei das atividades na GM. Este é um princípio do nosso sindicato: estar próximo ao chão de fábrica. Trabalho na área de estamparia da GM no primeiro turno, das 5h50 às 15h. Apenas me ausento quando preciso negociar questões em outras empresas ou para reuniões semanais com a diretoria do sindicato. Com isso, trabalho uma média de doze horas por dia e ainda concilio minha vida pessoal com minha esposa e uma filha, de 1 ano.

O sindicato tem fama de intransigente. Isso é negativo?
Nós somos ligados ao PSTU. A luta é uma marca forte. Somos socialistas e fazemos oposição ao governo. Esse é nosso perfil. Não nos preocupamos em agradar os empresários, nos preocupamos em defender a classe trabalhadora.

Volume de negócios do Banco Mercedes-Benz cresce 26% em 2014

O Banco Mercedes-Benz registrou elevação de 26% no volume de negócios em 2014, na comparação anual. Segundo comunicado divulgado pela instituição financeira foram R$ 4,8 bilhões em novos negócios no ano passado, melhor ano do banco no Brasil.

Em nota Bernd Barth, presidente do Banco Mercedes-Benz, afirmou que o bom resultado veio mesmo com um cenário econômico desfavorável e o mercado oscilante: “Isso é fruto de um trabalho realizado em conjunto com a Mercedes-Benz e a rede de concessionários para se aproximar ainda mais dos clientes e entender as suas necessidades de forma rápida e eficiente”.

O BNDES Finame foi a linha de crédito mais procurada totalizando R$ 4,1 bilhões, em alta de 28% sobre o exercício anterior. O crédito direto ao consumidor, CDC, e o leasing representaram R$ 677,3 milhões.

Dos veículos financiados, os caminhões responderam pela maior fatia com R$ 2,5 bilhões em novos negócios, alta de 32% sobre 2013.

Os ônibus também contribuíram para o aumento do volume de operações do banco, que é um dos principais financiadores para renovação da frota no Brasil. Com crescimento de 12,4%, o segmento fechou 2014 com R$ 811 milhões em novos negócios.

Ainda segundo o comunicado a categoria de vans apresentou o maior crescimento, de 60% na comparação anual, com R$ 234 milhões liberados. Na avaliação do banco o desempenho deve-se, principalmente, à renovação e à ampliação de frotas originadas pelo setor de turismo.

Toyota esmiúça plano para expansão em Sorocaba

O investimento de R$ 100 milhões anunciado pela Toyota na quinta-feira, 29, para ampliar a capacidade produtiva da unidade de Sorocaba, no Interior paulista, será direcionado para aquisição de equipamentos e atualização da linha já existente.

Em entrevista à Agência AutoData o vice-presidente da Toyota no Brasil, Luiz Carlos Andrade, revelou que a expansão produtiva se dará com aquisição de novos maquinários e adaptações físicas, eliminando desta forma a necessidade de criação de um terceiro turno de trabalho. A capacidade de produção anual será elevada em 46% – das atuais 74 mil unidades ao ano para 108 mil – em 2016.

“Ainda não definimos o número adicional de funcionários que serão contratados, mas eles serão acomodados nos dois turnos existentes. A meta é aumentar a produtividade com aquisição de novos equipamentos.”

Atualmente 1,6 mil funcionários trabalham na unidade, que é responsável pela produção do modelo Etios nas versões hatch e sedã.

Segundo Andrade o aporte foi decidido depois de “uma virada do Etios”. O executivo argumentou: “Desde que lançamos o modelo, em 2012, ouvimos os consumidores e fizemos os ajustes necessários. Por isso ele virou um grande sucesso e temos base para ampliar sua produção”.

O modelo começou a ser comercializado em outubro daquele ano, quando foram emplacadas 7,5 mil unidades. Em 2013 o volume foi de 63,3 mil e em 2014 chegou a 66,4 mil unidades, mesmo com o mercado total apresentando retração de 7%, segundo dados da Anfavea.

De acordo com Andrade a projeção para 2015 é de estabilidade nas vendas do Etios ao mercado interno: “Neste ano deveremos repetir os números de 2014, mesmo em um cenário difícil”.

O vice-presidente fez segredo sobre uma possível alteração de design do Etios a partir de 2016, quando a fábrica começa a rodar com o aumento de capacidade. “Ainda não podemos comentar sobre isso.”

O processo físico de expansão da fábrica e a chegada dos equipamentos começam ainda neste ano e a nova configuração passará a vigorar já a partir de janeiro de 2016, pouco antes do início da fabricação de motores na unidade de Porto Feliz, SP, de inauguração prevista para o primeiro semestre do ano que vem.

Além de visar aumento da demanda no mercado local a partir do ano que vem o ajuste da capacidade em Sorocaba deverá resultar na ampliação da relevância das exportações na Toyota. Segundo Andrade atualmente 20% da produção da montadora no Brasil, incluindo o Corolla fabricado em Indaiatuba, SP, é enviada para outros países.

“Sabemos que este número pode aumentar, mas dependemos de condições melhores de competitividade. As recentes medidas anunciadas pelo governo federal levarão tempo para serem assimiladas e ainda estamos avaliando o cenário.”

De acordo com o executivo o Etios foi muito bem recebido em seus mais recentes destinos na América do Sul – Uruguai e Paraguai. “Desde que começamos as remessas, em outubro, a aceitação foi ótima. São mercados com potencial de crescimento e queremos estar preparados para atendê-los.”

A meta da Toyota é atender mais países da região a partir do Mercosul. Atualmente a Tailândia abastece alguns países sulamericanos com a Hilux, que também é produzida na Argentina, enquanto os Estados Unidos enviam o Corolla.

Hyundai e Kia devem ampliar fatia no mercado global até 2020

Pesquisa realizada pela consultoria KPMG afirma que o Hyundai Group, formado pelas marcas coreanas Hyundai e Kia, deve crescer mais do que os concorrentes nos próximos cinco anos e assim ampliar sua participação no mercado global.

A 16ª. Pesquisa Global da Indústria Automotiva foi realizada com duzentos executivos do setor automotivo de 31 países – 39% dos entrevistados atuam em empresas com faturamento anual superior a US$ 10 bilhões/ano.

Hyundai e Kia lideraram a lista de montadoras mais promissoras na avaliação dos entrevistados. Para 78% deles as duas companhias terão o ritmo de crescimento mais acelerado até 2020.

Na sequência aparece o Grupo Volkswagen, com 75% dos votos. A Chery é a chinesa com maior potencial de crescimento para 69% dos executivos consultados.

A Ford é a montadora que recebeu menos votos: somente 45% dos entrevistados acreditam no potencial de crescimento da marca nos próximos cinco anos.

Para avaliar a capacidade de desenvolvimento das montadoras os entrevistados usaram quesitos como cultura de mobilidade e equilíbrio na utilização de novas tecnologias.

Ainda de acordo com o estudo da KPMG a Volkswagen ultrapassará a Toyota em 2016 e será a maior vendedora de veículos do mundo. Para 2020 o cenário mantém a marca alemã no topo do ranking, seguida por Toyota, Renault-Nissan e General Motors.

FAIXA PREMIUM – Os fabricantes alemães continuarão a dominar o mercado premium na avaliação dos executivos ouvidos pela consultoria. BMW, Volkswagen e Daimler manterão as respectivas posições no pódio até 2020.

As principais mudanças apontadas pela pesquisa envolvem a Geely e a Tata ganhando posições a partir de 2017 e ultrapassando a japonesa Toyota, e a Renault-Nissan saindo da décima posição para a oitava a partir de 2016.

A FCA deve passar a figurar no grupo das dez maiores vendedoras de veículos premium a partir de 2018 enquanto a Ford deve deixar de aparecer na lista, segundo a pesquisa da KPMG.

Nissan quer crescer 20% no Brasil em 2015

A mais brasileira e a líder dentre as montadoras japonesas instaladas no mercado nacional: esse é o nada modesto objetivo traçado pela Nissan, presidida por aqui pelo francês naturalizado brasileiro François Dossa, no País. Para alcançá-lo será necessário superar em vendas a Toyota e a Honda, atuais sétima e oitava colocadas no ranking nacional – já está à frente da Mitsubishi e Suzuki, as duas outras montadoras com origem no Japão que possuem produção local.

O desafio é grande, vez que a Nissan foi a última das cinco a localizar a produção – em abril do ano passado, em Resende, na região sul-fluminense. Das linhas de montagem sai o New March, que ganhou versão 1 litro com motor de três cilindros produzido na fábrica de motores do mesmo complexo. O motor anterior do hatch compacto era emprestado da companheira de aliança Renault, que o montava em São José dos Pinhais, PR.

Dossa afirmou que para alcançar a meta de avanço no ranking precisa crescer este ano 20% – objetivo ousado, ainda mais em um mercado que, acredita, ficará estável com relação ao ano passado. Segundo seus cálculos com isso a Nissan ganhará um ponto de participação, fechando 2015 com mais de 3% das vendas locais. A Toyota, atual líder dentre as japonesas, teve 5,9% das vendas no ano passado e anunciou na quinta-feira, 29, investimento de R$ 100 milhões para ampliar a capacidade de produção do Etios em Sorocaba, SP.

O presidente da Nissan, entretanto, não se abala e demonstra confiança de que alcançará a meta de crescimento. Ele se apoia na sua linha de produtos: a nova geração do Sentra, lançada no ano passado, registrou crescimento de 111% nas vendas com relação ao modelo anterior. O New March produzido em Resende já teve mais de 20 mil unidades comercializadas e em dezembro alcançou a marca de três mil licenciamentos, volume mensal considerado satisfatório pela diretoria da empresa.

Nos próximos meses chegará ao mercado mais um modelo que deverá acrescentar considerável volume às vendas da marca: o New Versa, versão sedã do March que também será produzida em Resende. “Ainda temos a Frontier, que completa nosso portfólio de 2015. Para 2016, quando ocorrerão os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro [dos quais a Nissan é uma das principais patrocinadoras], poderemos ter outras novidades.”

Uma delas poderá ser o Kicks, utilitário esportivo compacto apresentado como veículo conceito no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado, que chegaria para competir com Chevrolet Tracker, Ford EcoSport, Honda HR-V, Jeep Renegade e Renault Duster, um dos segmentos de maior potencial de crescimento no mercado brasileiro. Mas Dossa desconversa: “Ainda não temos nada definido”.

Paralelamente à linha de produtos a Nissan investe em sua imagem, estratégia considerada fundamental para se tornar a mais brasileira e número um dentre as japonesas. “O Carlos Ghosn [CEO da Aliança Renault Nissan] diz que para crescer no mercado brasileiro é preciso fazer parte da cultura do País. Por isso os investimentos em patrocínio dos Jogos Olímpicos e do Carnaval, onde somos parceiros da escola de samba Salgueiro. É uma forma de mostrar aos brasileiros que entendemos sua identidade, sua cultura e estamos aqui para ficar”.

E não é apenas discurso: Dossa pegou gosto pela coisa e comparece à quadra da escola todos os finais de semana. Já desfilou pelo Salgueiro e sabe os sambas-enredo na ponta da língua. O exemplo, portanto, vem do presidente.

TRÊS CILINDROS – Prestes a completar 100 mil unidades vendidas no mercado brasileiro, somadas as 73 mil unidades da geração mexicana e as 20 mil Made in Brazil, o March ganhou versão com motor 1 litro três cilindros, seguindo a estratégia das montadoras para o segmento – Ford, Hyundai e Volkswagen já têm motores com a mesma configuração e tecnologia.

Anunciado para o New Versa durante a visita do CEO Carlos Ghosn ao Brasil no começo de janeiro, o propulsor flex fuel produzido em Resende debuta no hatch compacto, que chega ao mercado em março com a tecnologia flex start da Bosch, dispensando o tanquinho extra para partida a frio.

Chamado de HR10 e exclusivo para o mercado brasileiro, o motor deriva do HR12 1,2 litros usado em outros modelos da marca ao redor do mundo. Tem bloco e cabeçote de alumínio, comando de válvula duplo variável e quatro válvulas em cada um dos três cilindros.

O modelo ganhou três cavalos comparado com o antigo D4D 1 litro de quatro cilindros e agora alcança 77 cv com etanol. Sai por R$ 36 mil na versão Conforto, que tem ar-condicionado e direção elétrica progressiva de série e chega até R$ 41 mil na topo de linha para o motor 1 litro.

Há também as versões com motor 1,6 litro, que também recebeu alterações – agora tem o flex start e atende às exigências do Proconve 6. Parte de R$ 41 mil na versão S, também com ar-condicionado, direção elétrica e ainda travas e vidros elétricos. A topo de linha, SL, tem navegador com bluetooth, câmera de ré e ar-condicionado digital, por R$ 47,5 mil.

O objetivo, segundo Jean-Philippe Thery, gerente de produto, é manter a marca de três mil unidades vendidas por mês. “Alcançamos esse volume em dezembro, dobrando o volume de vendas na comparação com o mesmo mês de 2013.”

O mix, calcula, será de 50%-50% para cada motor. O March Active, da geração mexicana e que teve algumas unidades produzidas em Resende, não deverá continuar. Ainda há unidades disponíveis nas concessionárias mas os clientes estão migrando para a nova geração, de acordo com Thery.

Santiago Chamorro: pensando os próximos 90 anos.

Líder nas vendas do varejo por dois anos consecutivos e sem contabilizar prejuízo apesar da crise do mercado a General Motors vive um bom momento neste ano em que comemora 90 anos de Brasil. Santiago Chamorro, presidente da GM do Brasil, não esconde o entusiasmo com os acertos da empresa: “Estamos felizes porque em um ano difícil avançamos em muitas coisas”.

Nesta entrevista exclusiva o executivo fala das chamadas ‘bombas mercadológicas’ lançadas a cada trimestre para ampliar movimento na rede, da estratégia de abrir mão de vendas diretas para ganhar no varejo, do processo de nacionalização de peças após período importando mais do que a média do mercado e do segmento de entrada, ainda de grande importância no País. “O que oferecer nesse segmento, que abrange preço abaixo de R$ 33 mil e responde por 25% das vendas totais, é hoje um grande enigma do mercado”.

A empresa decidiu observar o comportamento do mercado este ano antes de tomar qualquer decisão na área. Não sabe sequer se o Celta terá um substituto: “É certo que precisamos ter um carro nesse segmento, mas o que estamos vendo é que não necessariamente o consumidor dessa faixa quer um carro pequeno. Não necessariamente o tamanho do carro é a solução. Qual vai ser a saída ainda não sabemos, estamos avaliando e teremos uma definição até o final do ano”.

Uma coisa nos chamou a atenção em todo o processo de atendimento aqui na GM: a gentileza dos funcionários, todos felizes. É um reflexo do bom momento pelo qual passa a GM?
Quando lançamos a nova S10 em Foz do Iguaçu no final de 2014 comentamos que estávamos felizes porque em um ano difícil havíamos avançado em muitas coisas. Os resultados ainda estão longe do que um mercado como o brasileiro pode gerar, mas temos a liderança das vendas do varejo, o que é importante para a marca. Talvez isso reflita em nossos funcionários.

A redução das vendas no atacado foi proposital?
A tentação de vender mais no atacado é grande, o volume é necessário no nosso negócio. Mas optamos por investir mais no cliente comum. A participação das vendas diretas em nossos negócios está em 25%, enquanto em algumas marcas esse índice supera 40%. Cerca de 100 mil unidades que poderíamos ter comercializado no atacado transferimos para o varejo.

Qual foi a estratégia para manter em 2014 a posição de líder no varejo conquistada em 2013?
Fizemos apostas fortes em movimentos mercadológicos, em campanhas ousadas de varejo. Já no início de 2014 lançamos a ação Breca Varejo e procuramos ter novidades a cada três meses, com campanhas como a Preço de Funcionário, Devolução do Carro e assim por diante. Foi tudo programado. Decidimos já de cara ter bombas mercadológicas a cada trimestre

Algumas campanhas, como a devolução do carro, certamente envolveram riscos. Como isso foi avaliado?
O primeiro passo era aprovar uma ideia. Daí a ordem era desconstruir a campanha. Todos os departamentos envolvidos, do marketing ao financeiro, incluindo o jurídico, tinham de avaliar os problemas que poderiam surgir. No caso da promoção para devolução do veículo caso o cliente não ficasse satisfeito até um mês após a compra, por exemplo, havia várias dúvidas, inclusive a hipótese de algum consumidor se aproveitar da situação. Mas o resultado foi zero de devolução.

A GM começou 2015 oferecendo prestação de R$ 90 nos primeiros doze meses. O gancho é apenas os 90 anos da empresa?
Na verdade fomos além. O consumidor ainda não retomou a confiança na economia do País, ainda está receoso. Mas acreditamos que a partir dos ajustes anunciados pelo governo a confiança seja retomada até o fim do ano. Então ele paga menos nesse primeiro momento e assume uma prestação maior na sequência quando já estiver mais confiante quanto ao seu emprego e os rumos econômicos.

Muda alguma coisa em 2015?
Nossa aposta este ano continuará sendo no varejo. Isso envolve compromisso da fábrica e da rede, que tem mostrado espírito guerreiro e investido e buscado todas as vendas possíveis. Pelos dados da Abrac, a associação dos concessionários da marca, atingimos em 2014 o melhor índice de satisfação do cliente desde que a pesquisa foi criada.

A venda maior no varejo garante aumento de rentabilidade para a rede e para a montadora?
Com todas as dificuldades enfrentadas no varejo é difícil conseguir resultados financeiros brilhantes. Mas pelo que vemos das outras marcas, estamos em situação melhor. Nosso balanço até o terceiro trimestre de 2014 mostra equilíbrio. A rede teve perda de rentabilidade, mas continua lucrativa.

Ao completar 90 anos, como a GMB vê os próximos 90?
A gente fica de olho no espelho retrovisor. Mas ao mesmo tempo em que olhamos para o passado, olhamos para o futuro. Que os próximos 90 anos sejam marcados por compromissos renovados com os brasileiros. Em nossas pesquisas de satisfação o cliente sempre descreveu a Chevrolet como amigável, destacando itens como bom valor de revenda e a confiança na marca. Mais recentemente entraram adjetivos como marca estilosa, tecnológica, de design jovial.

E o que se espera para os próximos 90 anos?
Queremos agregar novos adjetivos. Queremos ser a marca mais fácil para fazer negócios, da pesquisa à compra. Queremos incorporar mais o mundo virtual tanto no negócio como no que diz respeito à maior conectividade pessoa-carro. Também na rede, em nossos seiscentos pontos de venda, queremos agendamento e acompanhamento do veículo on-line. Nossa base será formada por três valores: design, tecnologia e desempenho.

O Onix mostrou-se um sucesso e já está dentre os cinco mais vendidos no País…
Realmente é um sucesso. Reduzimos a oferta de carros mais antigos para que ele pudesse ganhar espaço. Em 2012 havíamos vendido 135 mil Celta e 110 mil Classic e no ano passado foram 45 mil de cada um. Estamos trabalhando em três turnos em Gravataí para poder atender a demanda pelo Onix, o que é muito bom para nossa imagem.

E o que acontecerá com o Celta? O presidente da GM América do Sul, Jaime Ardila, comentou em Detroit que a empresa no momento não está trabalhando em um substituto…
O chamado segmento de entrada, com preço abaixo de R$ 33 mil, é indiscutivelmente importante no Brasil, respondendo por 25% do mercado total. Observando esse dado é óbvio que precisamos ter um carro nesse segmento. Mas o que estamos vendo é que não necessariamente o consumidor dessa faixa quer um carro pequeno. Não necessariamente o tamanho do carro é a solução. Qual vai ser a solução ainda não sabemos, estamos avaliando o mercado.

Poderia ser um Onix mais básico?
Pode ser, por que não? Mas ainda não sabemos. É hoje um enigma do mercado. Vamos acompanhar os negócios ao longo do ano para ver o que fazer, qual é a melhor solução hoje para estar no segmento. Até o final do ano deveremos ter uma decisão.

Como a GM avalia o que será 2015?
Nosso orçamento hoje é 47% para o primeiro semestre, que acreditamos será mais difícil, e 53% para o segundo. Tivemos férias no final do ano e conseguimos reduzir o estoque da rede de 67 mil para 50 mil unidades. Sabíamos que o IPI subiria, que haveria ajustes nos juros e que a confiança neste início de ano continuaria enfraquecida. Mas se o governo botar o País nos trilhos e o crescimento voltar, também retornará a confiança do consumidor, gerando um segundo semestre melhor. Não estamos vendo cenário calamitoso.

A GM anunciou em outubro, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2015, que pretendia atingir US$ 1 bilhão em nacionalização de peças. A meta já foi alcançada?
Já chegamos a US$ 750 milhões em compras com fornecedores brasileiros e até o fim do primeiro trimestre ou no máximo do quadrimestre vamos atingir o US$ 1 bilhão. Os US$ 250 milhões restantes já estão identificados e estamos em fase de execução, definindo os fornecedores.

Qual o nível de conteúdo local ideal?
O nível de conteúdo local ideal é o que trabalha o mercado como um todo. A gente estava abaixo da média e agora estamos chegando ao nível dos concorrentes. Isso é fundamental para não ficarmos sujeitos à volatilidade cambial.

A GM passou a depender mais da importação ao renovar de uma só vez praticamente todo seu portfólio. Alguns fornecedores inclusive diziam que a empresa estava montando CKDs. Foi uma decisão acertada?
Tínhamos de renovar nossa linha e a aposta nesse sentido foi certa. Não podemos falar que montávamos CKD, mas o índice de compras externas realmente era alto. Agora estamos nacionalizando por meio de um processo que envolve ter menos fornecedores, porém fornecedores mais fortes. Temos menos fornecedores hoje do que em 2013.

É uma revisão do processo produtivo da companhia?
Certamente estamos revendo nossa industrialização. São compromissos de longo prazo, parcerias que começam desde o início de um novo projeto, com transparência total. Abrimos o jogo antes e trabalhamos em conjunto para garantir produtividade. Atuamos com fornecedores globais e também fortalecendo os locais, sem descartar que novos se instalem aqui. E estamos priorizando parceiros próximos de nossas linhas produtivas.

Há planos de produzir o Tracker no Brasil?
Posso responder esta pergunta com uma afirmação: eu gostaria de vender mais Tracker no mercado brasileiro. Existe essa demanda, mas as cotas de importação do México não permitem que elevemos a oferta do modelo hoje.