A queda do mercado argentino em 2014 ficou mais acentuada com o fechamento de novembro, que registrou retração de 45% nas entregas aos concessionários na comparação com o mesmo mês de 2013. De acordo com dados da Adefa, a associação das montadoras instaladas naquele país, foram comercializados 41,4 mil veículos no mês passado, o que ainda representou recuo de 13% com relação ao resultado de outubro.
No acumulado do ano as perdas chegam a 36%, para 561 mil veículos comercializados no atacado de janeiro a novembro. Há um ano a Argentina acumulava 875 mil unidades no mesmo período – a indústria, portanto, deixou de vender mais de 300 mil veículos em 2014.
As exportações também acumulam queda de dois dígitos até novembro, com volume 19,7% inferior nos embarques, para 328,8 mil unidades. Peso importante desta queda vem da retração do mercado brasileiro, disparado o principal cliente dos veículos argentinos, com mais de 85% do volume exportado.
Em novembro, porém, as exportações avançaram 16% com relação ao mesmo mês de 2013 e 6,5% na comparação com outubro. Foram exportados 39 mil veículos.
Com o mercado doméstico e as exportações em queda o ritmo das linhas de montagem também seguiu em trajetória descendente. De janeiro a novembro foram produzidos 576,7 mil veículos na Argentina, queda de 22,7% com relação aos onze primeiros meses de 2013.
No mês passado a produção chegou a 54,6 mil unidades, queda de 10,3% na comparação anual e de 12,3% na mensal.
A nova presidente eleita da Adefa, a brasileira Isela Constantini, afirmou em comunicado que o cenário econômico do país trouxe como consequência um mercado menor. “No entanto, sabemos e temos consciência de que a Argentina possui mercado com potencial interessante e confiamos no trabalho conjunto com o governo para retomar o caminho do crescimento.”
A executiva, também presidente da General Motors Argentina, Uruguai e Paraguai, terá mandato até o fim de 2015 – na Adefa a renovação dos quadros é anual. A nova diretoria conta ainda com Enrique Alemañy, presidente da Ford Argentina, como vice-presidente, e Hideki Kamyiama, presidente da Honda, como secretário.



Uma conjunção de fatores traz otimismo aos fabricantes de motocicletas para o futuro, apesar do resultado negativo dos últimos anos. Mais uma vez a Abraciclo, a associação que representa o setor, divulgou projeções de crescimento para o ano que vem – fizera o mesmo para 2014, mas o cenário mostrou-se diferente daquele aguardado e o resultado final será oposto.
O diretor-geral da Citroën, Francesco Abbruzzesi, acredita que o mercado brasileiro de veículos voltará a crescer apenas em 2016. Pelos cálculos do executivo os resultados de venda do ano que vem deverão ficar muito próximos aos previstos para este ano, em torno de 3,3 milhões de veículos leves.