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Pauta ESG é coisa séria

A pauta ESG está na crista da onda. De acordo com pesquisa realizada pela empresa Grand Thornton Brasil, há um ano, empresários e executivos entendem que marcas que atuam seriamente e colocam em prática os princípios que reduzem impactos ambientais, sociais e promovem uma gestão transparente e eficiente são mais valorizadas no mercado, têm uma reputação maior, risco menor e alta capacidade de atração de novos talentos.

Fabricio Soler, advogado especialista em Direito do Ambiente, Direito dos Resíduos e Infraestrutura, que participou do Seminário de Compras de Autodata convidado pela Trufer, comentou, durante o evento com executivos do setor automotivo, que é preciso atenção às questões ligadas ao ESG e elencou sete grandes perguntas que devem ser feitas antes de, efetivamente, se colocar essas ações em prática:

  1. Quais são as principais questões ESG que afetam o negócio? Elas se tornarão pontos inegociáveis para crescimento futuro?
  2. Temos dados suficientes para tomar boas decisões a respeito do ESG? Atualizamos constantemente essas bases de dados?
  3. Nossa visão sobre as questões presentes e futuras impactam as decisões estratégicas e os processos de inovação?
  4. Estamos implementando com sucesso as mudanças necessárias para melhorar nosso desempenho ESG e evitar obstáculos futuros?
  5. Estamos nos antecipando às mudanças para nos relacionarmos melhor com investidores e outros stakeholders?
  6. Quais são os custos associados ao plano ESG e como financiar essas mudanças?
  7. Quais são os retornos financeiros esperados das diversas ações ESG desenvolvidas pela empresa?

Para o especialista, o benefício direto de se implantar a pauta ESG é fortalecer as relações da empresa com a cadeia de valores. Significa agregar valor à marca em aspectos fundamentais como sua conduta social, ambiental e gerencial. Soler prega que não adianta uma empresa propagandear que adotou a pauta ESG e, na prática, não demonstrar claramente as ações que fazem a diferença.

O especialista diz que “propaganda enganosa pode ser danosa”. Soler destacou reportagem do prestigiado The Wall Street Journal dando conta que uma empresa alemã teve queda brusca de 12% em suas ações quando uma auditoria revelou que boa parte de suas propagandas em prol da pauta ESG não tinham comprovação alguma.
Bem maior que o enorme prejuízo financeiro, foi a imagem da empresa maculada de forma praticamente irreversível.

De acordo com Soler, é fundamental ter muita atenção e responsabilidade com a pauta ESG, particularmente com a parte ambiental. Durante o Seminário de Compras de Autodata, o especialista abordou os grandes desafios de montadoras e sistemistas com a gestão de resíduos. “Os geradores de resíduos industriais são responsáveis pela implementação e operacionalização integral do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)”.

O especialista chamou a atenção sobre a multa por danos desta natureza que pode começar por 5 mil reais e, dependendo da gravidade, chegar a 50 milhões de reais. “Isso, mais uma vez, sem contar o grave dano à imagem de uma empresa caso um problema desta natureza seja apontado”.

Neste aspecto, Soler deixou bem claro que, quando se trata de resíduos industriais, a indicação é que a cadeia automotiva, sempre foco de toda sociedade, nunca abra mão de lidar com empresas profissionais, responsáveis e comprovadamente especializadas.

A dica principal é que as empresas que fazem a coleta dos resíduos tenham, no mínimo, licença ambiental emitida pela Cetesb. O Licenciamento ambiental é um dos instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente. O objetivo do licenciamento é a compatibilizar o desenvolvimento econômico-social com um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Empresas credenciadas com essa licença estão habilitadas para fazer a coleta, o transporte e, sobretudo, o armazenamento e destinação de maneira 100% segura e correta. No Brasil ainda são poucas as empresas que estão plenamente qualificadas para fazer este tipo de serviço de maneira segura e ambientalmente correta.

Uma das empresas mais especializadas do Brasil neste tipo de trabalho é Trufer. São mais de 70 anos atuando no mercado de reciclagem de ferro e aço retrabalhando esses materiais e os comercializando para empresas siderúrgicas e de fundição.
Prestando serviços de retirada de materiais especialmente à indústria automotiva desde os anos 1950, a empresa tornou-se não apenas referência por sua qualidade mas, também, a maior atacadista de sucata e ferro da América Latina.

Por seus processos de alta eficiência e tecnologia avançada que vai desde o manuseio e retirada do material nas indústrias, passando pela logística ambientalmente correta, considerando todo processo de reciclagem e, por fim, a comercialização, inclusive, exportação, a Trufer, nos últimos dois anos, esteve entre as dez melhores do mundo em sua categoria “reciclagem” pelo prestigiado “Global Metal Award”, que é uma espécie de “Oscar” do setor.

Soler concluiu sua participação no seminário dizendo que “para se promover uma Economia Circular correta é imperativo que empresas idôneas e especializadas atuem neste processo”. Finalizando com a mensagem: “Pauta ESG é coisa séria”. Na edição de Julho de Autodata veja, nesta série de artigos, dicas e práticas para promover a Pauta ESG de maneira mais assertiva e eficiente.

marcopolo - volare

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