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Testes 31/03/2003 12:49
Jairo Morelli

É na Fazenda Pimenta que a DaimlerChrysler tempera seus caminhões


A DaimlerChrysler do Brasil vem realizando, desde 1999, os testes estruturais dos caminhões e ônibus Mercedes-Benz em uma pista preparada na Fazenda Pimenta, no distrito industrial de Indaiatuba, São Paulo. Segundo a montadora, seus testes estruturais já são feitos há mais de 30 anos e antes da opção pelo confinamento na Fazenda Pimenta, eram realizados em vias públicas da região de Riacho Grande e Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Segundo a montadora, nenhum veículo comercial Mercedes-Benz é liberado para produção antes passar pelos testes de durabilidade na fazenda Pimenta. Isso acontece com toda a linha de caminhões, chassis e plataformas de ônibus. Um teste padrão estabelecido para um novo projeto de veículo prevê a rodagem de 50 mil quilômetros, sendo realizado entre 10 meses e 1 ano. O teste estrutural do veículo completo engloba ainda testes rodoviários em regiões planas e serranas – para verificação, dentre outros itens, do trem-de-força –, testes urbanos com simulações em condições severas de utilização – para avaliação de componentes como trem-de-força, freios e suspensão – e outros testes estruturais feitos na Alemanha.

O local – O circuito da Fazenda Pimenta é formado por 17 quilômetros de pistas de terra, com irregularidades naturais e artificiais, pedras, cascalhos e depressões, que submetem os protótipos a torções e vibrações em variadas formas de esforços, freqüências e amplitudes, que permitem a fadiga estrutural dos componentes dos veículos. O perfil da pista é monitorado periodicamente por meio de um veículo referência, para garantir as condições necessárias do trecho na realização dos testes de durabilidade. Isso garante a repetição dos testes e a sua correlação com as condições reais de operação.
De acordo com a DaimlerChrysler, o objetivo principal é acelerar a fadiga de componentes, a fim de avaliar se eles chegam ao fim de sua vida útil dentro das expectativas estabelecidas no projeto do produto. Esses testes incluem verificações de quadros de chassis, longarinas, suspensão, fixações gerais, periféricos do motor, tanque de combustível, cabina, dentre outros componentes. Os testes são também utilizados para a avaliação e desenvolvimento de componentes, que são submetidos a ação de intempéries, como água, poeira e temperatura. São avaliados a vedação do cubo de roda, cardan, sistema de freio, cabina, sistema de arrefecimento e sistema de admissão de ar, dentre outros. No local existe também um galpão de mil metros quadrados, onde está montada uma estrutura de suporte aos técnicos, motoristas e mecânicos. Essa unidade de apoio tem comunicação on-line com o Centro de Desenvolvimento Tecnológico da fábrica de São Bernardo do Campo, ABC paulista.

Resultados práticos – Segundo Wilson Munhoz, responsável pela área de Testes de Caminhões da área de Desenvolvimento da DaimlerChrysler do Brasil, a opção pelo confinamento dos testes na Fazenda Pimenta trouxe ótimos resultados. “Podemos testar aqui a funcionalidade e a durabilidade de todos os componentes do veículo”, explica Munhoz. De acordo com ele, os caminhões são levados a testes extremos para que eventuais problemas ocorram e sejam solucionados de forma adequada. “Com os testes na Fazenda Pimenta, conseguimos obter maior controle e autonomia sobre a pista, o que não era possível nas vias públicas”. O primeiro grande reflexo, segundo ele, foi a maior produtividade dos testes em relação aos trechos de rua. “Os veículos rodam das 6 as 24 horas, com dois turnos de trabalho, tendo a preocupação rigorosa com a manutenção do padrão de qualidade dos testes”, explica Munhoz. Segundo ele, a opção pela Fazenda Pimenta deve-se também à facilidade de acesso e de logística. Ela fica muito próxima da fábrica da DaimlerChrysler em Campinas, São Paulo, e a 130 quilômetros da fábrica de São Bernardo do Campo, onde são produzidos os caminhões e ônibus da marca Mercedes-Benz. A fazenda mantém normalmente suas atividades, que envolvem criação de gado e produção de cana de açúcar e madeira.
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