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Produção argentina de veículos cai 18% no primeiro semestre

Adefa espera recuperação no segundo semestre a depender das condições de financiamento

São Paulo – Saíram das linhas de produção argentinas, de janeiro a junho, 204,6 mil automóveis e comerciais leves, 18,3% abaixo do mesmo período do ano passado. Em junho o recuo foi menor, de 1,9% em relação a maio e de 13,6% frente a igual mês em 2025, totalizando 37 mil unidades. Foi o que apontou balanço da Adefa, que representa as montadoras no país vizinho. 

As exportações também estão em queda: foram embarcados 126,8 mil veículos no primeiro semestre, 2,1% abaixo das 129,6 mil no mesmo período do ano passado. Em junho, as 22,3 mil unidades ficaram 11,3% abaixo das de maio e 1,7% aquém do mesmo mês em 2025.

Segundo o presidente da Adefa, Rodrigo Pérez Graziano, a produção local continua passando por processo de ajuste impulsionado pela renovação das linhas de produtos e pelo amadurecimento de projetos ligados a novos investimentos. “A indústria local opera com prazos de recuperação mais lentos do que o ritmo da demanda”.

Sobre as exportações, apontou a redução de impostos como algo fundamental para melhorar a competitividade da indústria automotiva ao enfatizar o apoio de províncias e municípios na redução da carga tributária como algo necessário para superar os desafios estruturais e permitir consolidar volumes sustentáveis ao longo do tempo. 

A partir de julho é aguardada melhora dos envios de veículos a outros países devido à isenção do imposto de exportação, medida que visa a melhora da concorrência do produto argentino principalmente em meio à forte concorrência com marcas chinesas.

Acerca das vendas, o mercado argentino encolheu 9,9% no primeiro semestre, com 294,2 mil unidades, no entanto, em junho houve reação de 7,2% sobre maio, com 46 mil veículos comercializados. Em relação ao mesmo mês do ano passado houve queda de 12,8%, segundo dados da Acara, que representa as concessionárias no país.

Para Graziano a demanda interna apresenta sinais de aquecimento apesar do recuo no acumulado de 2026, mas ressaltou que recuperação é prevista para a segunda metade do ano, o que dependerá, principalmente, das condições de financiamento.

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