São Paulo — Depois de uma primeira edição com baixa adesão o segundo Feirão Move Brasil reuniu quase 3 mil taxistas e motoristas de aplicativo na sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, em 26 e 27 de agosto. E o cenário foi diferente: mais de cem saíram com sua carta de crédito na mão.
Na primeira edição, realizada em 17 de agosto, cerca de cinquenta pessoas participaram do atendimento. Apenas dez tiveram o crédito aprovado. Dentre os principais obstáculos estavam problemas burocráticos e restrições na análise de crédito. Na segunda edição trinta motoristas de aplicativo e oitenta taxistas conseguiram ter o crédito aprovado, com valores de R$ 90 mil a R$ 160 mil.
A iniciativa foi organizada pela UGT, União Geral dos Trabalhadores, pelo Stattesp, Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transportes Terrestres Intermunicipais do Estado de São Paulo, e pelo Sinditaxi-Sp, Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo.
Crédito ainda é obstáculo no Move Brasil
As entidades já conseguiram uma mudança no limite de financiamento do Move Brasil. O teto passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil, considerando o valor registrado na nota fiscal. A alteração também permitiu a inclusão de novas configurações de veículos híbridos na lista dos elegíveis.
Apesar disso, o acesso ao crédito continua sendo um dos principais entraves para os trabalhadores. A UGT alegou que o rating bancário foi apontado como uma das dificuldades encontradas pelos profissionais. A classificação é utilizada pelas instituições financeiras para avaliar o risco de concessão de crédito.
De acordo com a entidade a segunda frente de negociação com o governo federal está concentrada nos critérios de análise de crédito. A intenção é retirar o rating bancário como critério de avaliação para aumentar o número de profissionais que conseguem financiamento.























