São Paulo — A demora na homologação do programa Caminho da Escola deve reduzir o impacto dos contratos da Volkswagen Caminhões e Ônibus sobre os negócios de 2026. Desta forma os efeitos sobre produção e entregas devem ser concentrados em 2027. A avaliação é de Jorge Carrer, diretor de vendas de ônibus da empresa.
“Estamos ganhando participação de mercado agora em 2026, então, dentro do contexto geral, o ano tem sido positivo para nós. Enquanto isso vencemos um pregão quatro meses atrás, o que poderia ter gerado negócios, produção e entregas ainda neste ano de 2026, se não fosse um atraso um pouco maior do que o normal para a finalização de todo o processo de homologação.”
O pregão deste ano prevê 7 mil 470 ônibus, dos quais a Volkswagen venceu lotes correspondentes a 6 mil 590, que representa 88% dos pedidos. Segundo Carrer, porém, a demora na formalização dos contratos comprometeu a possibilidade de produção e entrega ainda em 2026: “Na semana passada, somente, assinamos as duas primeiras atas do programa. Passaram-se quatro meses depois do pregão para podermos assinar as duas primeiras atas das sete que vencemos nessa última licitação”.
Para o executivo o prazo restante do ano não permite que o volume contratado tenha impacto relevante nos emplacamentos de 2026:
“Naturalmente isto fará com que não se gerem muitos negócios para 2026. Até podem gerar algumas encomendas ainda este ano mas, considerando toda a cadeia para produzirmos um chassi, encarroçar e entregar um ônibus pronto, o impacto em 2026 vai ser praticamente nulo”.
Carrer avaliou que o efeito da licitação será mais significativo no ano que vem: “Isto terá impacto mais forte nos nossos volumes, nas nossas entregas e para o mercado como um todo, em 2027”.























