Osasco, SP – Em um ano a Stellantis desmontou 1,1 mil automóveis em seu CDV, Centro de Desmontagem Veicular. Pode parecer pouco comparado com os 2 milhões de veículos que deixam o parque circulante brasileiro anualmente, mas significa um primeiro e importante passo da montadora, a única a promover este tipo de atividade por aqui.
“Estamos aprendendo como funciona o mercado”, disse Maiara Castro, vice-presidente de economia circular da Stellantis América do Sul. “Foi um ano de muito aprendizado. Para o segundo ano de operação a nossa meta é pelo menos dobrar o volume”.

O CDV de Osasco tem capacidade para desmontar 8 mil veículos por ano, em três turnos. Atualmente está operando em turno único. O baixo volume é justificado pelo processo, altamente artesanal. Não há mecanização, em todas as etapas são as mãos dos trabalhadores que realizam as funções.
Para desmontar o powertrain, por exemplo, são mais de trinta minutos. As peças são retiradas, desmontadas e avaliadas por um especialista, que sacramenta qual é o destino: reciclagem, remanufatura ou venda como peça usada.
É aí que a Stellantis retorna o investimento. Foram recuperadas 20 mil peças em um ano, das quais 11 mil vendidas em canais como Mercado Livre, Shopee, WhatsApp, e-commerce próprio e uma loja física na sede, em Osasco. 862 toneladas de materiais foram enviados para a reciclagem e 14 mil litros de fluido de óleo reciclados.
“Nos planos está também a expansão dos nossos canais de vendas. E, mais para frente, crescer a operação para a América do Sul”.
O CVD de Osasco é um dos três da Stellantis no mundo. O primeiro foi inaugurado em Mirafiori, Itália, e o terceiro há seis meses em Casablanca, Marrocos. Um quarto será inaugurado em Poissy, França.























