São Paulo — A empresa resultante da fusão da holandesa AkzoNobel com a estadunidense Axalta Coating Systems se chamará Axanzo. A conclusão da operação está prevista para o início de 2027, após a obtenção das aprovações regulatórias e o cumprimento das demais condições necessárias.
O acordo, anunciado em novembro de 2025, prevê a criação de uma companhia global de tintas e revestimentos. A receita estimada é de em US$ 17 bilhões e valor de mercado de US$ 25 bilhões. A empresa combinada reunirá cerca de cem marcas e terá presença em mais de 160 países. A expectativa é gerar economia anual de US$ 600 milhões, sendo 90% desse total nos três primeiros anos.
A definição do nome ocorre após a desistência da Nippon Paint e da Sherwin-Williams de apresentar uma oferta de aquisição da AkzoNobel. Em maio a Nippon Paint havia proposto € 12,5 bilhões pela companhia holandesa, com a previsão de manter os negócios de tintas decorativas e revestimentos industriais. Além disto a ideia era vender as divisões de tintas automotivas, náuticas e em pó para a Sherwin-Williams.
Na ocasião a AkzoNobel considerou que a proposta subestimava o valor de seus negócios e apresentava incertezas quanto às aprovações regulatórias. O conselho de administração manteve a recomendação de seguir a fusão com a Axalta. Posteriormente as duas empresas interessadas na aquisição desistiram da proposta.
Comando compartilhado
Greg Poux-Guillaume, atual CEO da AkzoNobel, comandará a Axanzo. Chris Villavarayan, CEO da Axalta, ocupará o cargo de vice-CEO.
A empresa também prevê adotar o código AXZ para a negociação de suas ações na Bolsa de Nova York e na Euronext Amsterdam após a conclusão da fusão.
Até lá AkzoNobel e Axalta continuarão operando de forma independente. O anúncio do novo nome não altera o atendimento aos clientes nem os relacionamentos comerciais atuais, que seguirão sob responsabilidade das equipes e marcas já conhecidas pelo mercado.























