Florianópolis, SC — A Librelato programou a produção de cerca de 10,5 mil implementos rodoviários em 2026, crescimento de 6,5% em relação ao ano passado. A expectativa é de avançar em um mercado doméstico que, segundo as estimativas apresentadas pela fabricante, deve encerrar o ano praticamente estável, com alta de 0,1%. As exportações e o agronegócio são os principais focos da empresa para ampliar os negócios.
A fabricante espera exportar quase 1 mil implementos em 2026, aumento de 45% na comparação anual, segundo João Librelato, diretor comercial e de marketing. Ao passo em que o crescimento do mercado exportador brasileiro é estimado em aproximadamente 20%, calcula.
Nesse sentido a Argentina ganhou importância na operação. Depois de enviar cerca de 100 unidades ao país em 2025, a empresa prevê encerrar 2026 com 280 a 300 implementos exportados para o mercado argentino. “Fizemos um ano recorde em 2026, muito puxado pela Argentina, país que começamos a desenvolver em 2025.”
Enquanto o Paraguai continua entre os principais destinos, com volume anual de 450 a 500 unidades, principalmente graneleiros. Mas companhia também mantém operações no Uruguai e busca ampliar sua presença no Chile. “A graneleira e basculante são as principais, mas temos frigoríficos, porta-containers, furgões refrigerados. Wnfim, é diversificada a exportação.”
Apenas um segmento não trouxe o resultado esperado para a Librelato. “Crescemos posição em todos os segmentos. O único que nos atrapalhou um pouco no mercado geral foi o furgão. Houve uma consolidação no segmento de furgão alumínio, que cresceu muito nos últimos anos impulsionado pelo consumo, e não tínhamos capacidade produtiva. Inclusive, nas linhas comuns nós temos uma carteira de três meses e no furgão temos uma carteira de nove meses. É muito diferente. Aqui falta produção e nos atrapalhou um pouquinho.”
Agronegócio concentra aposta para 2027
Além das exportações, o agronegócio representa cerca de 70% dos clientes da Librelato e será um dos principais focos de crescimento da fabricante em 2027. A projeção considera a expectativa de renovação de frotas após um período de menor aquisição de equipamentos e o aumento da produção agrícola brasileira. A estimativa citada pela empresa aponta uma safra de 368 milhões de toneladas, ante 366 milhões de toneladas no ciclo anterior.
“No ano que vem tende a ter um crescimento no segmento do agro. Esperamos crescer 25%”, afirmou João Librelato, com atenção especial aos implementos graneleiros e basculantes.
A Librelato também pretende ampliar a participação em outros segmentos. No mercado de furgões de alumínio, a expectativa é encerrar 2026 com cerca de 550 unidades, acima da previsão inicial de 400. Já a linha de tanques de combustível deve chegar a aproximadamente 500 unidades, ante orçamento inicial de 150.
A diversificação busca atender a diferentes perfis de transportadores e reduzir a dependência de um único segmento. A Librelato estima ter participação de 22% entre os transportadores autônomos e de cerca de 12% no mercado total.
Renovação do portfólio
A atualização da linha de produtos também faz parte da estratégia para sustentar os negócios em 2027. A Librelato investiu R$ 65 milhões no desenvolvimento da Série Avant e na modernização dos processos industriais. A nova linha substituirá a Evolut em todo o portfólio a partir de março do próximo ano.
A pré-venda da Série Avant já soma cerca de 1,5 mil unidades, segundo a empresa. A fabricante espera comercializar 3 mil implementos durante a Fenatran, o equivalente a aproximadamente R$ 450 milhões em vendas, considerando o preço médio dos produtos.
Até o início das entregas da Série Avant, em março de 2027, a Librelato continuará comercializando e entregando implementos da linha Evolut.























