São Paulo — O Grupo Volkswagen pretende ampliar a exportação de veículos produzidos na China para mercados como México e América do Sul, em um movimento que ocorre em meio à retração de seus negócios no maior mercado automotivo do mundo. Segundo a Automotive News Europe a companhia estima enviar de 200 mil a 300 mil veículos para outros mercados até 2030.
O diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, foi quem apresentou o plano. Segundo ele o objetivo é aproveitar a capacidade produtiva disponível nas fábricas chinesas e ampliar a presença do grupo em regiões onde já identifica oportunidades de crescimento.
A Volkswagen já exporta modelos das marcas VW e Jetta produzidos na China para mercados do Oriente Médio, da África Subsaariana e da Ásia Central. México, Egito e Vietnã também devem começar a receber estes veículos até o fim do ano, segundo informações da Bloomberg citadas pela publicação.
Queda da Volkswagen na China
A decisão ocorre em um cenário de perda de participação da companhia na China, onde a concorrência com fabricantes locais se intensificou. Nos primeiros nove meses do ano as entregas do Grupo Volkswagen no país recuaram 30%, para 1,4 milhão de veículos. As joint ventures chinesas da empresa registraram prejuízo operacional de € 113 milhões no período, ante lucro de € 744 milhões um ano antes.
As projeções da companhia indicam que o mercado chinês de automóveis será de 19 milhões a 21 milhões de unidades em 2030. Com uma participação estimada em 11%, o grupo poderia vender de 2,1 milhões a 2,3 milhões de veículos no país: “Assim como nossos concorrentes, tentaremos preencher essa lacuna com oportunidades de exportação”.
Além disto a Volkswagen avalia alternativas para aproveitar sua estrutura industrial na China. Uma delas é a montagem de veículos desenvolvidos no país para mercados externos. Na Turquia a distribuidora Dogus Otomotiv assinou uma carta de intenções para estudar a produção local, em kits CKD, de modelos desenvolvidos pela joint venture Volkswagen e FAW.























