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Renegade pode ser exportado para o mundo todo, diz executivo da FCA

O diretor de relações institucionais da Fiat e vice-presidente da Anfavea Antônio Sérgio Martins Mello está empolgado com o acordo automotivo Brasil-Colômbia, firmado há uma semana pelos presidentes dos dois países em Bogotá. Ele foi o representante das montadoras brasileiras na cerimônia e, em nota do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, deu pistas de que o Jeep Renegade pode ser um dos primeiros modelos beneficiados pela iniciativa.

“Para a Fiat Chrysler o acordo vem em boa hora. Temos produtos competitivos no mercado internacional, com destaque para o Jeep Renegade, um carro de classe mundial fabricado em Pernambuco. Este modelo venceu os mais rigorosos testes de segurança automotiva e é o carro mais seguro produzido no Brasil. Pode ser exportado para o mundo todo”, assegurou, no comunicado, o executivo.

Futuros embarques do modelo para países da América Latina já estavam nos planos da FCA quando da inauguração da unidade de Goiana, no início deste ano.

Para o executivo, segundo o MDIC, a América Latina é um mercado natural para o Brasil, considerando as vantagens decorrentes da proximidade geográfica, e por isso o acordo vai beneficiar todas as montadoras instaladas no País. “O acordo com a Colômbia vem em boa hora, ajudando a indústria automotiva brasileira a recuperar mercados de exportação. A celebração do acordo automotivo injetará energia na indústria nacional, em um momento em que a economia precisa de impulso e boas notícias.”

Segundo revelou Mello no comunicado, o processo de negociação do acordo automotivo com os colombianos se arrastava há mais de cinco anos.

O comércio automotivo Brasil-Colômbia terá alíquota zero do Imposto de Importação para automóveis e comerciais leves de até 3,5 toneladas e, a exemplo do México, adotará cotas anuais – mas, ao contrário deste, esta será por unidades e não valores em dólar. No primeiro ano será de 12 mil unidades, no segundo de 25 mil unidades e a partir do terceiro ano chega a 50 mil unidades, mantendo-se neste patamar pelos cinco anos seguintes.
A expectativa é que o comércio inicie-se efetivamente a partir do ano que vem, após liberação dos trâmites burocráticos nos dois países.

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