Em destaque

Intercâmbio à vista na parceria Renault-Intel

O intercâmbio praticado pelas fábricas da Renault pode dar início ao desenvolvimento dos primeiros projetos de conectividade em veículos no Brasil. No mês passado companhia comprou a área de pesquisa e de desenvolvimento da Intel, na França, como estratégia para acelerar os trabalhos neste campo sob a ótica automotiva. E os frutos desses estudos podem refletir na operação brasileira e inserir a equipe nacional de engenharia em projetos globais.

Segundo a Intel quatrocentos seus funcionários serão incorporados à Renault. Esta nova equipe, especialista em desenvolvimento de softwares para veículos, deverá estabelecer conexão com centros de pesquisa Renault espalhados pelo mundo. No Brasil, existe desde 2008 o Centro de Design da América Latina, em São Paulo, espaço no qual são desenvolvidos projetos ligados a futuros veículos.

De acordo com Olivier Murguet, presidente da Renault nas Américas, a operação brasileira tem potencial para contribuir com o desenvolvimento de aplicações que estarão inseridas nos veículos conectados: “Mais do que conectar veículos os projetos envolvendo carros autônomos precisam contar com pessoal especializado em conteúdo, ou seja, em programas que possam melhorar a navegação dos motoristas. O Brasil é um celeiro de programadores que podem nos ajudar neste sentido. E a empresa tem a cultura de fazer intercâmbio de ideias”.

A Intel tem participado de diversos projetos de veículos autônomos nos Estados Unidos e na Europa, tendo costurado parcerias com fabricantes e com empresas fornecedoras. Isso se deu porque seu carro-chefe, os processadores, é parte fundamental nos sistemas que tornam autônoma a direção. Em maio, por exemplo, a empresa trabalhou em conjunto com a Delphi na criação de protótipo autônomo. Há, também, pareceria com a BMW para a construção de quarenta veículos de teste automatizados até o fim do ano.

A conclusão do negócio na França, que depende da aprovação das autoridades que fiscalizam a concorrência, será feita até o fim de junho. As empresas não informaram o valor da transação. A Renault era vista como pioneira em eletrônica embarcada com o sistema R-Link, que combina várias aplicações de conectividade. Este sistema, no entanto, ficou obsoleto no momento em que Apple e Google desenvolveram a sua própria solução de sincronização de smartphones com automóveis.

A expectativa da empresa é retomar as pesquisas em conectividade e dominar as tecnologias para veículos autônomos, no sentido de cumprir a meta estabelecida de vender modelos desta categoria até 2020.

fiat

Notícias relacionadas

fiat
fiat

Receba as principais notícias do setor automotivo diretamente no seu WhatsApp.

Receba diariamente as principais notícias do setor automotivo, análises de mercado e tendências da indústria no seu e-mail corporativo.

fiat