São Paulo – O emplacamento de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somou 279,6 mil unidades em julho, o melhor resultado mensal para 2026. Foi 15% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, 243,1 mil veículos, e 2,6% acima de junho, 272,4 mil.
Na média diária, porém, as vendas caíram 7,6% de junho para julho, passando de 13,1 para 12,1 mil licenciamentos/dia. Julho teve 23 dias úteis contra 21 em junho.
O acumulado do ano soma 1,7 milhão de veículos comercializados, volume 17,9% superior aos 1,4 milhão registrados de janeiro a julho do ano passado.

O desempenho foi celebrado pelo presidente da Fenabrave, Arcélio Júnior. Em nota ele destacou o bom momento do varejo, intensificado pelo programa Carro Sustentável, do governo federal: “O mercado de crédito favoreceu os financiamentos nos últimos meses, principalmente no varejo”.
Segundo a Fenabrave o programa, que completou um ano em 11 de julho, proporcionou crescimento de 29,4% nos emplacamentos dos modelos que têm o IPI zerado, comparando com o período anterior à criação do Carro Sustentável. Arcélio Jr destacou também as cerca de 17 mil unidades vendidas pelo Move Brasil Táxi e Aplicativos, que entrou em vigor em meados do mês passado.
“O Move Brasil Táxi e Aplicativos deverá surtir efeito nos próximos meses. Ainda não temos como prever resultados, pois depende da aprovação cadastral dos motoristas, que deve melhorar com o FGI, Fundo Garantidor de Investimentos.”
Positivos em quase todos os segmentos
Julho registrou números superiores em quase todos os segmentos, com exceção de ônibus, na comparação com igual mês do ano passado. Com relação a junho houve apenas um leve recuo em automóveis.
Foram emplacados 212,7 mil automóveis, recuo de 0,1% comparado com junho e alta de 17% sobre julho do ano passado. Os comerciais leves registraram avanço de 11,4% na comparação mensal e de 9,9% na anual, para 53 mil unidades.
No acumulado do ano foram 1,3 milhão de automóveis e 325,6 mil comerciais leves licenciados, altas de 22,5% e 8,1%, respectivamente.
O mercado segue na trajetória de crescimento em leves e queda em caminhões e ônibus.
Arcélio Jr disse que existe tendência de acomodação do mercado no segundo semestre, “em função das eleições, em outubro, e da forte disponibilidade de crédito no primeiro semestre, que pode ter levado a uma antecipação de compras”.


















