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Stellantis planeja transformar Córdoba em hub de exportação de picapes

Projeto começa com a Fiat Titano, que já sai das linhas argentinas e terá 50% de seu volume direcionado ao mercado brasileiro

São Paulo – Ao transferir a produção da picape Fiat Titano da fábrica da Nordex, no Uruguai, para seu centro produtivo de Córdoba, Argentina, onde também monta o sedã Fiat Cronos, a Stellantis deu início a seu plano de transformar a unidade em um hub de picapes, com foco na exportação. A Titano é, segundo o presidente Emanuele Cappellano, o primeiro de uma família de veículos a ser introduzida na Argentina, dentro dos R$ 2 bilhões em investimentos anunciados no ano passado, até 2030.

“A Argentina tem tradição em produção de picapes e um mercado forte”, afirmou Cappellano a jornalistas em entrevista coletiva online na terça-feira, 13. “Existem muitos fornecedores próximos a Córdoba, o que permitiu que ampliássemos o conteúdo local da picape.”

Para Córdoba serão adicionados 1,8 mil postos de trabalho durante todo o ciclo de investimentos. A linha da Titano tem capacidade para produzir 45 mil unidades por ano. Cappellano fez segredo sobre quantos e quais serão os próximos modelos a serem introduzidos na fábrica, mas garantiu que todos serão exportados para a região e, quem sabe, para outros mercados.

A Titano terá mais de 50% do seu volume direcionado ao Brasil. A picape começará a chegar às revendas nas próximas semanas e é, de acordo com o presidente da Stellantis, bem diferente daquela produzida no Uruguai. Não tanto no design, mas na mecânica: “Motor, suspensão, elétrica e eletrônica são novos”.

Emanuele Cappellano presidente da Stellantis América do Sul. Foto Leo Lara/Divulgação.

O motor é o Multijet 2.2 turbodiesel, que até 2027 será também produzido em Córdoba – neste primeiro momento é importado da Itália. As demais novas configurações da Titano serão guardadas em segredo até o lançamento oficial da picape.

E as picapes produzidas no Brasil?

Cappellano garantiu que a transformação de Córdoba em polo de picapes não significa o fim de produção de três picapes Stellanis produzidas em fábricas brasileiras, a Fiat Strada, em Betim, MG, e a Fiat Toro e a Ram Rampage, em Goiana, PE:

“Elas continuarão em linha. A Strada é líder em vendas e as outras duas picapes também são bem aceitas, mas são de segmentos diferentes”, disse, sem entrar em pormenores.

E a Nordex?

A fábrica uruguaia, da qual a Stellantis detém 49% de participação societária, deixou de produzir a picape mas segue com os utilitários Fiat, Peugeot e Citroën em linha. Cappellano disse que em breve novidades serão divulgadas para a fábrica, que manterá, segundo ele, o foco na produção de veículos utilitários. Novos modelos deverão ser introduzidos.

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