São Paulo – A Motiva divulgou que investirá R$ 50 milhões na expansão da frota operacional de veículos eletrificados em suas concessões rodoviárias e de trilhos, trens, metrôs e VLT. Em pouco mais de um ano a empresa aumentou de cinco para 85 a quantidade de automóveis elétricos e híbridos em circulação. A meta é chegar a 125 até o fim do ano.
Agora o aporte será destinado para a aquisição de 126 veículos — 59 elétricos e 67 híbridos: carros de inspeção, guinchos leves e viaturas de resgate.
“A expansão da frota eletrificada em rodovias e trilhos integra nosso compromisso de liderar a agenda de descarbonização no setor de transportes no Brasil”, disse a vice-presidente de pessoas, desenvolvimento organizacional e sustentabilidade da Motiva, Raquel Cardoso. “No cenário de crescimento das operações, seguimos implementando uma série de ações para manter a pegada de carbono em trajetória de queda.”
O projeto da empresa está alinhada às metas de redução de 59% dos escopos 1, emissões diretas, e 2, consumo de energia elétrica, e 27% do escopo 3, emissões em toda cadeia de valor da empresa, para 2033. A Motiva afirma ter reduzido no ano passado 61% das emissões de escopos 1 e 2 em comparação a 2019.
Os novos veículos operarão nos principais corredores viários administrados pela companhia. A Motiva AutoBan, que responde pelo sistema Anhanguera-Bandeirantes, no Estado de São Paulo, possui sete veículos eletrificados, seis elétricos e um híbrido.
Frotas elétrica e híbrida também nos aeroportos
A concessionária inaugurou a primeira base operacional 100% elétrica no setor, localizada no km 118 da Anhanguera, em Nova Odessa, SP. A estrutura conta com guincho leve, viatura de resgate e automóvel de inspeção de tráfego, além de ponto de recarga para usuários da rodovia.
A frota eletrificada também circula em outras operações da Motiva Rodovias: cinco veículos da Motiva Pantanal na BR-163, MS, nove na Rodovia Presidente Dutra, seis no RodoAnel Oeste, SP, cinco no sistema Raposo-Castello Branco, SP, dois na BR-101 Sul, SC, e dois nas vias administradas pela ViaSul, no Rio Grande do Sul.
Recentemente a companhia estendeu a ação para plataforma de trilhos. Na cidade de São Paulo, a Linha 4, Amarela, do metrô recebeu os três primeiros veículos leves para uso operacional.
O Metrô Bahia também opera três ônibus elétricos, que fazem o trajeto da estação de metrô Aeroporto e o Aeroporto Internacional de Salvador. Segundo a Motiva o serviço evitou desde 2025 a emissão de 140 toneladas de carbono equivalente, CO2e, ante o desempenho de ônibus movidos a diesel.
A nova frota é composta pelos veículos das marcas JAC Motors, Mercedes-Benz, BYD e Ford. Os guinchos leves são da JAC E-JT 9,5, as viaturas de resgate, JAC IEV1200T e Mercedes Sprinter elétrica, o veículo leve, BYD Dolphin GS, e os automóveis de inspeção, JAC IEV 330P e Ford Maverick.
A medida não se resume às rodovias e sistemas de trilhos. A Motiva avança no uso de veículos elétricos em terminais aeroportuários. No início do ano o BH Airport, da qual é acionista e que administra o Aeroporto de Confins, MG, investiu R$ 5 milhões em dois ônibus elétricos para o transporte de passageiros. A previsão é de que o projeto gere redução de 42,1 toneladas de CO2 equivalente por ano.
Já o Aeroporto de Goiânia, GO, vem utilizando ônibus elétrico no transporte de passageiros pelo terminal. O modelo usado é o BYD D9W, com capacidade para oitenta pessoas e autonomia de 250 quilômetros.
Coalizão trabalha na eliminação da pegada de carbono
Com a redução de 61% nas emissões em 2025 a Motiva elaborou plano de transição com o objetivo de limitar a pegada de carbono dentro das metas aprovadas junto à organização global SBTi, sigla em inglês para Iniciativa de Metas Baseadas na Ciência.
São dois desafios para a próxima década: manter as emissões de escopo 2 zeradas, o que poderá ser alcançado com a continuidade do plano de consumir energia elétrica apenas de fontes renováveis, e avançar na redução do escopo 1.
Para isto a companhia pretende alavancar a eletrificação da frota operacional, expandir o uso de combustíveis de baixo carbono para veículos não eletrificados e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes em suas operações metroferroviárias.























