Rio de Janeiro – Cerca de dois anos depois do primeiro facelift, feito para a linha 2025, a Honda promoveu novas alterações no design do City, hatch e sedã. As concessionárias começam a receber a linha 2027 no início de novembro, com mudanças externas e internas e uma novidade: a versão RS, com tratamento visual esportivo.
Desde o fim da produção do Toyota Yaris, no início do ano passado, o City passou a concorrer apenas com versões mais completas dos hatches tradicionais, como Volkswagen Polo, Hyundai HB20, Peugeot 208 e Chevrolet Onix. Por seu preço acaba, ainda que indiretamente, concorrendo com os SUVs compactos, como Renault Kardian, Volkswagen Tera e Chevrolet Sonic.
Nem por isto perdeu seu espaço. Segundo o chefe comercial da Honda Automóveis, Marcelo Langrafe, o Brasil é o País que mais vende City no mundo:
Até agosto foram 18,9 mil unidades. No ano passado foram 33,5 mil, somados hatch e sedã, de acordo com a Fenabrave.
Assinatura luminosa
O que mais vai chamar a atenção do City nas ruas e na estrada é a sua nova assinatura luminosa. Os faróis trazem DRL bipartido e a iluminação é feita por um projetor de corpo único, mas com BiLED por trás. Como opcional nas versões Touring e acima uma barra de LED conecta os faróis.
Foram promovidas alterações no para-choque dianteiro também, que ganhou uma moldura nova na cor da carroceria e traz o logo novo da Honda, em 2D. Como esta moldura se alonga até as laterais, há a percepção de capô mais alongado, que remete à linguagem visual do Prelude, recém lançado por aqui.

A moldura se funde à grade superior no centro, que tem formato de colmeia em todas as versões.
É na metade inferior que o design do hatch e sedã se diferencial na dianteira: enquanto o sedã tem abertura central em formato de trapézio com a face maior voltada para baixo e com elementos horizontais, o hatch tem o lado maior para cima, grade do tipo colmeia e base na cor da carroceria. Mais para baixo os elementos que lembram o formato de uma cauda de avião apontam para direções opostas em cada carroceria.
O para-choque traseiro também mudou, em ambas as carrocerias.
Nova central multimídia
A partir da versão Touring uma nova central multimídia, de 10 polegadas, é a grande novidade. Ela é multitouch, podendo ter o contato simultâneo de dois ou quatro dados, que podem movimentar para cima e para baixo e para os lados, mudando o volume ou a estação do rádio, por exemplo. É compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

Nova versão
No City RS a cabine é exclusiva, com teto preto e costuras dos revestimentos em vermelho, pedaleira em alumínio, tudo para reforçar a esportividade.
O para-choque e as rodas são diferentes e teto, capas de retrovisores, antena e spoiler na tampa do porta-malas são pintados em preto. O modelo traz também ponteira de escapamento esportiva e emblemas RS na grade central e tampa traseira.




Mas é só isso. O RS é esportivo apenas no visual. O motor segue o mesmo 1.5 litro flex de quatro cilindros, com cabeçote, bloco e cárter de alumínio, injeção direta e duplo comando no cabeçote. É o mesmo para todas as versões, aliado ao câmbio CVT.
O Honda Sensing, pacote de segurança, é de série a partir das versões EX, e tem sistemas como controle de cruzeiro adaptativo, freios de segurança, centralizador de faixas.
Preços e versões
Mesmo incorporando mudanças visuais e mais tecnologia a Honda reajustou em apenas R$ 1,1 mil os preços das versões, comparados com a versão 2026. Mais: na pré-venda manterá o preço da linha anterior, com estoque de 3 mil unidades, 1,5 mil de cada carroceria.
City LX Hatchback/Sedan – R$ 117 mil 700 / R$ 117 mil 700
City EX Hatchback/Sedan – R$ 137 mil 400 / R$ 138 mil 400
City EXL Hatchback/Sedan – R$ 144 mil 800 / R$ 145 mil 800
City Touring Hatchback/Sedan – R$ 153 mil 300 / R$ 154 mil 300
City RS Hatchback – R$ 156 mil 400























