São Paulo — Na medida em que se expande no Brasil o mercado que trata da eletromobilidade urbana precisa vencer a carência de profissionais especializados. A Schneider Electric, empresa global de tecnologia de energia, realiza o trabalho de capacitação em gestão energética, que já impactou 170 mil pessoas no País desde 2009.
Presente em cerca de sessenta países o YEE, Youth Education & Entrepreneurship, da Fundação Schneider Electric, é um projeto que treinou até o primeiro semestre deste ano 1,4 milhão alunos em todo o mundo. A meta é chegar a 3 milhões até 2030.
O YEE mantém parcerias com instituições de ensino e organizações sociais, combinando qualificação, consolidação de habilidades digitais, estímulo ao empreendedorismo e conscientização climática.
O projeto tem o objetivo de preparar novos profissionais para os avanços da eletrificação, digitalização e automação, além de levar oportunidades de conhecimento e treinamento em diferentes regiões.
“Descarbonizar não pode ser uma ação isolada. É preciso associar este propósito ao aprimoramento das chamadas green skills ou competências verdes”, afirmou Karolina Gutiez, gerente sênior de comunicação, relações institucionais e sustentabilidade da Schneider Electric na América do Sul.
Para ela investir em novos talentos é o melhor caminho para combinar educação, inovação e progresso sustentável: “Estudo recente da Schneider Electric, elaborado em parceria com a Systemiq, aponta que o Brasil pode ampliar em até 760 mil empregos sua força de trabalho em bioenergia nos próximos quatro anos”.
Iniciativas inclusivas
Segundo Gutiez o YEE reúne iniciativas que ampliam perspectivas e possibilidades de aprendizagem e aproximam públicos diversos das novas demandas do setor energético.
O programa de capacitação acontece em conjunto com organizações como Senai, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, CEAP, Centro Paula Souza, Centro Educacional Assistencial Profissionalizante, Afesu, Associação Feminina de Estudos Sociais e Universitários, Unilins, Centro Universitário de Lins, e Enactus Brasil.
“A Schneider Electric apoia a rede de mais de 3 mil estudantes da Enactus Brasil a buscarem soluções verdes nas mais variadas comunidades do país”, disse Édson Matsuoka, presidente da Enactus Brasil.
Ele contou: “A parceria fomenta o desenvolvimento de inovação com programas estruturados de empreendedorismo social, que proporcionam transformação em todos os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. Em especial a Schneider Electric promove o desenvolvimento de soluções para o ODS 7 de energia limpa e acessível, cruciais para o sucesso do programa de transição energética brasileiro”.
O ODS 7, Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 7, é um dos dezessete objetivos da Agenda 2030 da ONU, cujo tema central é energia limpa e acessível.
De acordo com Gustavo Pena, diretor de desenvolvimento institucional do CEAP, “o mercado precisa de profissionais tecnicamente capazes de agir com ética, responsabilidade e consciência do seu papel na sociedade. A parceria com a Schneider Electric fortalece este compromisso e sintoniza nossos jovens com os desafios de uma economia mais sustentável”.
Algumas iniciativas que levam aptidão a diversos públicos e regiões de forma inclusiva são:
- Parceria com Senai: presença em mais de trinta unidades no País com laboratórios técnicos da Schneider Electric e oferta de cursos de técnico em eletropostos, energias renováveis e automação industrial.
- Parceria com Etecs: alunos têm acesso a formação prática com professores capacitados diretamente pela equipe da Schneider Electric em áreas como energia, automação e eficiência.
- Educação no sistema carcerário: colaboração com a Unilins já levou ensino técnico a mais de trinta unidades prisionais do Estado de Sâo Paulo.
- Atividades dedicadas a meninas em situação de vulnerabilidade: cursos profissionalizantes na área de tecnologia com a Afesu promovem formação profissional e programas de contratação feminina.























