Fôlego para o segmento de caminhões

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CompartilheBalanço da Anfavea
10/08/2017

A produção de caminhões segue acelerada. Nos sete meses, o crescimento foi de 19%, chegando a 43 mil 223 unidades. Na comparação com julho de 2016, a alta foi 41,5% passando de 5 mil 91 para 7 mil 202. Boa parte do crescimento na produção deve-se à exportação, que aumentou 47,4% no acumulado de janeiro a julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, subindo de 11 mil 256 unidades para 16 mil 588 unidades. 

A Argentina é o principal destino dos caminhões fabricados no Brasil, respondendo por 60% das exportações. Na sequência estão Chile com 12%, Peru com 8%, África do Sul com 4% e Colômbia com 4%. As exportações também têm aumentado para a África, Oriente Médio e Rússia.

Já as vendas continuam em queda, embora o desempenho tenha melhorado com relação ao início do ano. No mês, foram comercializadas 4 mil 535 unidades, o que representa declínio de 3,2% no comparativo ao mesmo mês de 2016. Já no acumulado de janeiro a julho, os licenciamentos atingiram 25 mil 990 caminhões, o que representa queda de 14,1% frente às 30 mil 272 unidades. 

A cada mês, o segmento apresenta uma leve melhora, de acordo com Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente da Anfavea: “A queda das vendas no acumulado do ano é de 14,1%, metade da verificada durante o ano de 2016, quando atingiu 30,6%. Esperamos uma recuperação no segundo semestre com crescimento de 3% a 6%”. 

Ociosidade – A alta da produção, porém, não conseguiu baixar a taxa de ociosidade nas fábricas que hoje ultrapassa 70%. Para Antônio Megale, presidente da Anfavea, o segmento será impulsionado pelas iniciativas da Rota 2030, que promoverá a renovação da frota, de olho na diminuição da emissão de poluentes: 

“As emissões de um caminhão Euro 0 equivale a cerca de 40 caminhões Euro 5. O custo operacional é o maior gasto nos caminhões. Um veículo que precisa ser constantemente reparado gera um custo grande e afeta a competitividade da empresa”. 

Ônibus – A venda de ônibus caiu 16,9% no acumulado de janeiro a julho. No período foram comercializadas 6 mil 139 unidades ante 7 mil 384 unidades no mesmo período do ano passado. Moraes, da Anfavea, disse que a expectativa do segmento é a venda que pode ser gerada com a licitação de ônibus urbanos na cidade de São Paulo: 

“É a maior frota do País. Essa licitação deve ocorrer em agosto e esperamos que comecemos a entregar os ônibus já neste ano. São 4 mil veículos que serão comprados. Será um bom negócio para o segmento”. A frota da capital paulista é de 14,7 mil ônibus. 

Já a produção cresceu 12,9% nos sete primeiros meses do ano ante o mesmo período do ano passado, passando de 10 mil 874 unidades para 12 mil 273 unidades. Já as exportações caíram 0,4% na comparação de janeiro a julho de 2016 e 2017, caindo de 4 mil 904 unidades para 4 mil 8885 unidades.

 

Crédito da Foto: Divulgação