Kwid é o carro-chefe da Renault

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11/08/2017

A Renault apresentou o Kwid, que ela define como “o SUV dos compactos”, com toda pompa e circunstância, em um evento, na noite da quarta-feira, 2, que contou com cerca de 1 mil pessoas, em São Paulo. E não é por menos. O modelo é a sua aposta para ganhar participação no mercado brasileiro e, como disse o seu presidente para a América Latina, Olivier Murget, será o seu carro-chefe, superando as vendas do Sandero, até agora seu líder de vendas:

 

“Devemos chegar a 8% de participação de mercado nos próximos meses e, com o Kwid, a expectativa é a de que passaremos esse porcentual”.

 

A certeza do bom desempenho do modelo nos próximos balanços de licenciamentos está apoiada na estratégia de lançamento, que priorizou o preço. O Kwid parte de R$ 29,9 mil, a versão mais simples, e vai até R$ 39,9 mil na forma da mais completa – valores bem abaixo dos cobrados pelos concorrentes diretos, o Volkswagen up! e o Fiat Mobi.

 

A VW apostou na modernidade, eficiência energética e esportividade de seu subcompacto, mas o carro é vendido a partir de R$ 35 mil e pode chegar até os R$ 56 mil. A Fiat tratou de diferenciar seu modelo com atributos como jovialidade e conectividade, contudo, assim como no caso do modelo VW, sua versão mais barata chega ao mercado por R$ 33 mil.

 

A pré-venda do Kwid, iniciada em 9 de junho, surpreendeu até o mais otimista executivo da Renault. De acordo com o presidente da companhia no Brasil, Luiz Petrucci, até 31 de julho, quando terminou a campanha, foram vendidas quatro vezes mais do que se estimava:
“83% das vendas foram para clientes de outras marcas. Se confirmados todos os pedidos conseguiremos melhorar muito a nossa posição de mercado”.

 

Ele contou que as entregas, para aqueles que reservaram o Kwid, começarão este mês e devem se estender até setembro. Em outubro e novembro serão entregues os carros comprados a partir de agora: “É importante ressaltar que com os mesmos preços da pré-venda. O canal de compra pela internet também será mantido nesse primeiro momento. Não haverá estoque na rede”.

 

As trezentas concessionárias da Renault espalhadas pelo País terão dois modelos disponíveis: um para test-drive e um para exposição. Os pedidos poderão ser feitos pelo cliente na revenda, mas somente pela internet. Segundo Petrucci essa forma de vender chegará até o fim do ano: “Isso não é novidade para a Renault. Já fizemos ação deste tipo com o Clio há alguns anos e tivemos grande sucesso”.

 

Todo esse planejamento tem um motivo: a Renault está iniciando o terceiro turno de produção na fábrica de São José dos Pinhais, PR, para receber o novo modelo. Segundo o presidente foram contratados 1,3 mil funcionários, setecentos em maio e seiscentos em agosto: “Chegaremos aos sessenta carros/hora em breve. Estamos, nesse momento, em pleno arranque da linha”.

 

Hoje a fábrica da Renault tem capacidade para produzir 320 mil automóveis e 60 mil utilitários esportivos. Por ano.

 

A fábrica, aliás, segundo Antônio Fleischmann, diretor de projetos da Renault para a região Américas, recebeu investimento para adequar a linha ao Kwid: “Como temos uma linha monofluxo, tivemos algumas modificações para que o Kwid também passasse nessa linha”.

 

Todo esse processo faz parte do plano de investimento da companhia para o Brasil de R$ 1,5 bilhão, que deveria durar de 2011 a 2019, “mas os recursos terminam com o lançamento do Kwid”. Sem revelar números Fleischmann garantiu que os aportes para todo o processo de desenvolvimento do modelo foram substanciais.

 

Fornecedores – Fleischmann lembrou que a redução nos custos foi uma meta traçada desde o início do projeto, o primeiro em conjunto com a Nissan dedicado ao Brasil: o Kwid tem a mesma plataforma do Datsun redi-GO, mas foi pensado e desenvolvido para o mercado brasileiro.

 

Segundo ele 290 engenheiros brasileiros participaram do projeto para adequar o carro ao gosto do consumidor:

 

“Desde 2012 estamos trabalhando nesse projeto. Criamos a plataforma que foi usada, num primeiro momento, pela Nissan, por meio da sua marca Datsun, depois pela Renault com o Kwid na Índia, e agora com o mesmo modelo no Brasil. Mas, desde o início, ele foi pensado para os mercados onde seria vendido. É um projeto dedicado”.

 

O Kwid brasileiro tem 80% do seu conteúdo composto por peças novas, desenvolvidas pela RTA, Renault Tecnologia Américas, desde a estrutura e características mecânicas aos equipamentos de conforto, conectividade e segurança: “Desenvolvemos fornecedores com a ideia de conseguirmos diminuir os custos do projeto. Para o Kwid teremos de cinquenta a sessenta parceiros e, destes, cerca de 40% são novos fornecedores. Isso para atingirmos o guidance de custos do projeto”.

 

Dos fornecedores que se tornaram parceiros da Renault com o Kwid estão os de suspensão, estrutura metálica e de equipamentos eletrônicos. O executivo disse ainda que mais de 70% das peças que equipam o Kwid são de fornecedores localizados no Brasil e na Argentina.

 

Crédito da foto: Divulgação