Virtus pode ser o sedã global feito no Brasil

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CompartilheMontadora
29/08/2017

A VW ensaia os primeiros passos de uma nova fase no País. A renovação do portfólio é parte de estratégia ousada para retomar a liderança do mercado interno e, além disso, tornar a produção no Brasil base de exportação não apenas para 29 países da América Latina, mas também, para outras regiões.

 

“O Virtus será produzido só no Brasil. Assim, já estamos estudando a oportunidade de exportação para outros mercados além da América Latina”, disse o seu presidente David Powels. Ele não adiantou quais seriam os potenciais clientes do novo sedã VW brasileiro, mas quando questionado sobre mercados importantes como alguns países europeus, desconversou.

 

É claro que ainda está muito cedo para anunciar esse tipo de definição, já que o Virtus tem seu lançamento programado no Brasil apenas no primeiro trimestre do ano que vem. Porém, quando o presidente afirma com todas as letras que o objetivo é fazer da produção nacional base de exportação global, as expectativas aumentam, sobretudo quanto aos predicados desse novo modelo, capaz de ser competitivo em mercados pouco tradicionais ao produto brasileiro.

 

Polo – O primeiro da nova safra, a sexta geração do VW Polo, que começa a ser vendido em novembro no Brasil, segundo Powels, terá uma tarefa importante na estratégia da retomada da liderança: figurar na lista dos cinco carros mais vendidos do Brasil: “O Polo precisa estar entre os cinco mais vendidos do Brasil para justificar o retorno do investimento feito nele”.

 

O presidente afirma também que o preço do novo modelo será maior que o da concorrência e que isso é uma característica dos veículos da marca alemã. Mas não será um problema para as ambições da empresa: “Os carros da VW nunca foram os mais baratos do mercado. Somos reconhecidos pelo custo-benefício ao longo do uso dos nossos produtos. O cliente paga um pouco mais no início, mas ele recebe em qualidade, baixa manutenção e prazer ao dirigir”.

 

Após a chegada no Brasil, o roteiro do Polo pelos outros países da região já está definido. Em três meses começa a ser vendido na Argentina. E logo depois vai desbravar os mercados chileno, da Colômbia, Peru e Equador. “Esses são os principais. Acreditamos que nos 29 países há um potencial para 1,6 milhão de unidades. Esse volume é relevante, pois representa as vendas totais na Argentina.”