Caoa Chery pronta para o grande teste

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12/12/2018

Anápolis, GO – A Caoa Chery passou 2018 fazendo lições de casa. De um lado organizou sua rede de distribuição, abriu novas casas, debruçou-se em projetos para aprimorar a qualidade dos serviços e para garantir o correto abastecimento de peças no futuro – quando, acredita, os volumes crescerão. Do outro preparou as fábricas de Jacareí, SP, e Anápolis, para a produção dos modelos que comporão o portfólio responsável por esse crescimento.

 

Nos próximos dias a rede de distribuição começa a receber o Tiggo 5X, SUV que, nas contas dos executivos, responderá por importante parcela de vendas da companhia. Trata-se, na verdade, do Tiggo 4, prometido desde o começo do planejamento da ofensiva de produtos no Brasil – e que ganhou outro nome por, segundo seu gerente de marketing e produto, Henrique Sampaio, “ter uma vocação mais aventureira”.

 

Junto com o Tiggo 2 e o Arrizo 5, o Tiggo 5X responderá pela maior parte das vendas projetadas pela companhia para 2019. E essa meta não é nem um pouco modesta: depois de terminada a lição de casa o teste da empresa consiste em vender nada menos do que 38 mil unidades, ante 10 mil estimadas para este ano.

 

“Em novembro foram 1 mil 110 unidades emplacadas, 0,5% do total do mercado. Em dezembro cresceremos um pouco mais, e nossa estimativa é ter 0,55% das vendas no mês, com boa participação no varejo”, disse Marcio Alfonso, presidente da Caoa Chery. “Nossa venda direta é baixa, de 10% a 15% do volume.”

 

Somente do Tiggo 5X a expectativa é acrescentar 9 mil unidades ao volume comercializado pela empresa. Do Arrizo 5, sedã que chegou às revendas no mês passado, serão mais 7 mil unidades. E em janeiro chega o Tiggo 7, SUV de maior porte cuja estimativa não foi revelada por Sampaio. Completam o portfólio o compacto QQ, que ganhará novidades em design e equipamentos no ano que vem, e o Tiggo 2, primeiro dos SUVs apresentados pela Caoa Chery no País.

 

No fim de 2019 chegará mais uma novidade: o Tiggo 8, com capacidade para transportar até sete passageiros, completando o portfólio de SUVs. Como é o segmento de maior crescimento em vendas no mercado brasileiro é natural que a Caoa Chery depositasse suas fichas nele.

 

A atenção ao mercado, inclusive, se percebe ao se olhar com mais atenção o portfólio: todos os modelos acima de R$ 60 mil só oferecem opção de transmissão automática. Segundo Sampaio o consumidor brasileiro já não deseja mais carros manuais nessa faixa de preço.

 

A fábrica de Anápolis, de onde também saem modelos Hyundai, ganhou novos equipamentos para a produção dos Tiggo. Embora muitos itens já estejam nacionalizados – e o objetivo seja ampliar essa oferta –, as peças estampadas e powertrain ainda vêm de fora, embora sejam montadas dentro da unidade que ocupa 174 mil m² de um terreno total de 15 milhões de m². De lá podem sair 86 mil veículos por ano, somadas as duas marcas com produção local pelo Grupo Caoa.

 

Agora os 1 mil 360 trabalhadores, alguns até pouco tempo atrás afastados pelo PPE, Programa de Proteção de Emprego, ganharão novos colegas, pois contratações estão programadas para 2019.

 

A Chery Caoa fez a lição de casa e estudou. Agora é a hora de tratar de passar na prova.

 

Foto: Divulgação.