São Paulo – Apenas 8% dos 73,9 mil Jeep Renegade emplacados no ano passado saíram de fábrica dotados de motor movido a diesel. Diante da porcentagem baixa a Stellantis optou pelo óbvio: aposentar a opção diesel no seu campeão de vendas com a chegada do motor T270 flex àquele que é, nos últimos anos, o carro da moda do brasileiro.
“A solução foi colocar 4×4 nas versões flex”, justificou Alexandre Aquino, chefe da marca Jeep na América Latina. “Acreditamos ser a decisão acertada para o mercado brasileiro. Não temos planos de retomar o diesel na linha Renegade.”
A gama ficou dividida em duas versões 4×2 e duas 4×4, todas equipadas com o T270 produzido em Betim, MG. A Sport, de entrada, parte de R$ 123 mil 990 com câmbio automático de seis marchas e diversos sistemas de auxílio à condução, como freio de emergência, auxiliar de mudança de faixas, sistema de leitura de placas e detector de fadigas, dentre outros. Encerra a linha 4×2 a versão Longitude, por R$ 138 mil 990, que estreia o odômetro digital e tem sistema de carregamento do celular sem fio.
A Série S, que debutou no Compass, chega à linha Renegade como opção 4×4. Há ainda a Trailhawk. A Jeep inovou, porém: as duas versões estão alinhadas no catálogo, por R$ 163 mil 290. Cabe ao consumidor escolher aquela que é mais adaptada ao seu estilo de vida e direção.

Estes preços estão garantidos até abril, segundo Everton Kurdejak, diretor de operações comerciais da Jeep Brasil: são 11,5 mil unidades produzidas em Goiana, PE, que serão entregues em três lotes no período. Os primeiros começam a chegar aos consumidores ainda em fevereiro. Clientes pessoa jurídica ganham ainda 8% de desconto: “Garantimos esse preço de lançamento nestes 11,5 mil veículos”.
O SUV mais vendido do Brasil sai de fábrica com novo para-choque frontal, faróis em LED, rodas de liga-leve inéditas em todas as versões e um novo estilo para o X das lanternas traseiras. Por dentro um novo volante e apoio de braço central – e há espaço para porta-copos, para que o dono do Renegade possa acomodar o seu Stanley.

A Jeep não divulgou projeções de vendas, que naturalmente prevêem superar o volume do ano passado, quando o Renegade respondeu por 11% das vendas de SUV no Brasil. Já em janeiro a empresa registrou, aqui, seu melhor mês da história, com 11,3 mil emplacamentos. Só de Renegade foram 5 mil.
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