São Paulo – A produção brasileira de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus alcançou, durante o primeiro semestre, o segundo maior crescimento global, com 1 milhão 370 mil veículos e alta de 8,8% com relação ao mesmo período do ano passado.
Em ranking de nove países divulgado na sexta-feira, 7, pela Anfavea, o País ficou atrás apenas da Índia, que ampliou em 14,5% seu volume, para 3,7 milhões de veículos, ajudada por políticas de proteção à sua indústria.
A China, que tem visto no Brasil e na América Latina mercados em franco crescimento para seus veículos, recuou sua produção em 4% de janeiro a junho frente aos primeiros seis meses de 2025, para 15 milhões de unidades. Os Estados Unidos também apresentaram recuo de 11,7% no primeiro semestre, para 4,6 milhões de unidades. E a Alemanha retraiu 2%, somando 2,1 milhões de veículos.
À exceção do Japão, que junto de Brasil e Índia aumentou seu volume fabricado em 2,9%, para 3,6 milhões de unidades, todos os demais países colocaram o pé no freio da produção na primeira metade de 2026.

Para Igor Calvet, presidente executivo da Anfavea, o dado se destaca em um período em que o ritmo de crescimento de produção e vendas se descola, tendo os emplacamentos do mercado brasileiro registrado aumentos de dois dígitos.
“O importante é mostrarmos que nossa indústria continua aumentando a quantidade de volume produzidos, ainda que em velocidade menor do que as vendas.”
Acumulado do ano registra alta de 8,3% na produção
De janeiro a julho saíram das linhas de montagem 1 milhão 626 mil veículos, 8,3% acima do mesmo período em 2025, que registrou 1 milhão 501 mil. Em julho os 253,9 mil veículos representaram aumento de 5,9% com relação a igual mês no ano passado, 239,8 mil unidades. Frente a junho, com 246,1 mil unidades, o acréscimo foi de 3,1%.
“Embora vejamos números mais modestos do que os de emplacamentos, de 1,7 milhão de unidades, com alta de quase 18%, é importante analisarmos que existe um crescimento consistente”, afirmou Calvet. “É inevitável o reflexo da queda das exportações ao mesmo tempo em que se tem o aumento das importações, principalmente da China.”
De janeiro a julho a entrada de veículos chineses, principal origem das importações, saltou 105%, para 180,5 mil veículos.
Produção de carros cresce dois dígitos
O maior crescimento do volume fabricado pelas montadoras foi visto em leves, mais especificamente em automóveis. A produção de 1 milhão 246 mil unidades ficou 11,1% acima do 1 milhão 122 mil do acumulado do ano passado. Em julho as 196,2 mil unidades representam acréscimo de 4,3% sobre as 188,2 mil de junho e 6,5% além das 184,2 mil de julho de 2025.
Quanto aos comerciais leves nos sete primeiros meses do ano foram fabricadas 291,9 mil unidades, alta de 3,6% em comparação às 282,3 produzidas no mesmo período em 2025. No mês passado saíram das linhas 43,2 mil veículos, 6,9% a mais que os 40,6 mil de julho do ano passado mas 2,9% abaixo das 44,8 mil de junho.
Estoque diminui em julho
A quantidade de veículos prontos somou 522 mil unidades, o equivalente a 51 dias de vendas, considerando nacionais e importados. Ao estratificar a Anfavea concluiu que o volume dos produzidos no País equivalem a 21 dias de vendas ao passo que os vindos de outros países são suficientes para abastecer o mercado por 142 dias.
No total houve redução do tempo de desova, uma vez que em junho havia 572 mil veículos, ou 55 dias de estoque.























