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Trabalhadores da Renault entram em greve no Paraná

Desacordo com relação ao PLR é motivo do protesto dos metalúrgicos

São Paulo – Trabalhadores da Renault de São José dos Pinhais, PR, entraram em greve na manhã da sexta-feira, 6, por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba não há acordo com a empresa sobre a PLR, Participação nos Lucros e Resultados: alega que as metas estabelecidas dificilmente serão alcançadas porque a realidade do mercado é outra.

O valor total projetado para a PLR este ano, R$ 15,4 mil está “fora da realidade de negócio atual da empresa”, alegou o presidente do sindicato, Sergio Butka: “Na época em que fechamos o acordo, 2020, eram 7 mil trabalhadores na fábrica. Hoje são cerca de 5 mil”.

O que Butka e os metalúrgicos reclamam é que em 2020, quando um acordo de quatro anos foi formalizado com a Renault, os planos da empresa ainda não haviam sido alterados pela ação global Renaulution, que demanda menos volume de veículos produzidos mas margens maiores. Assim, diz o sindicato, a meta de produção para o ano, 198 mil unidades, não seria alcançada pela mudança de planejamento no meio do caminho.

“Queremos rediscutir este acordo. Com o PDV 2 mil trabalhadores saíram, a inflação está subindo e comendo o salário. A própria Renault elevou o preço de seus carros em 40%. Precisamos sentar e renegociar.”

O sindicato informou que a velocidade das linhas baixou de 60 unidades/hora em dois turnos para 27 a 52 unidades/hora em 2022, em um turno e meio: “Estes ajustes influenciam na hora de atingir as metas do PLR”.

Em nota a Renault reforçou que o acordo coletivo, aprovado em 2020, tem vigência de setembro daquele ano a agosto de 2024: “A Renault tem cumprido com o acordo coletivo, em sua totalidade, e está aberta ao diálogo. No dia 3 de maio a empresa propôs um calendário de reuniões com o sindicato, com início previsto para 9 de maio”.

O sindicato alega que deu prazo de 72 horas para a Renault se pronunciar e, sem avanço, cruzou os braços. A empresa, por sua vez, diz que propôs o calendário e mesmo assim não houve negociação e os trabalhadores decidiram parar a produção.

A greve da Renault começa um dia após a General Motors, em São José dos Campos, SP, fechar acordo de R$ 17 mil em PLR com os seus trabalhadores.

Uma nova assembleia foi agendada pelo sindicato para a manhã da segunda-feira, 9. Em São José dos Pinhais são produzidos Captur, Duster, Logan, Master, Oroch e Sandero, além de motores e uma fundição de alumínio.

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