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Fenabrave ainda prevê possível crescimento de vendas em 2022

Agora expectativa é de que emplacamentos alcancem 2,2 milhões de unidades

São Paulo – Os resultados das vendas de 0 KM em setembro animaram o varejo e a Fenabrave voltou a afirmar que sua projeção feita no início do ano, de crescimento das vendas de veículos leves e pesados de 4,6% em 2022, ainda pode ser atingida, em vez de empatar no zero a zero com o ano passado, como divulgou em julho. Se isto de fato ocorrer, os emplacamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus totalizariam 2 milhões 216 mil veículos nos doze meses terminados em dezembro próximo.

O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, lembrou que no início do ano esta era a projeção, sendo 2 milhões 60 mil automóveis e comerciais leves, com alta de 4,4%. No meio do ano, diante da falta de componentes e das paradas nas montadoras, as previsões foram rebaixadas e os emplacamentos empatariam com 2021.

“Antes havia carteira de 500 mil carros incompletos. Hoje são em torno de 300 mil. A muitos deles faltam faróis, baterias, pneus. Assim que chega a peça a unidade vai para a concessionária esperando para ser faturada e logo é emplacada. Agora essa situação está sendo normalizada pois as fábricas não estão mais parando.”

Apesar de dizer que espera crescimento das vendas este ano e que estava retomando as projeções de janeiro, Andreta Jr. foi dúbio em cravar qual expansão realmente espera. “Acredito que podemos encerrar o ano com o número de emplacamentos próximo da estabilidade ou levemente positivo”, disse ele no comunicado divulgado pela entidade pouco antes da coletiva, na terça-feira, 4.

Enquanto o presidente da Fenabrave indica porcentual de crescimento das vendas variável no intervalo das duas projeções, ou seja, qualquer número de zero a 4,6%, no comunicado oficial a entidade não alterou as projeções, que seguem as mesmas refeitas em julho, prevendo estabilidade.

No acumulado do ano as vendas, que totalizam 1 milhão 502 mil unidades, ficaram 4,7% aquém dos nove primeiros meses do ano passado, em que foram comercializados 1 milhão 577 mil veículos.

Ao considerar somente o 1 milhão 395 mil automóveis e comerciais leves a queda é de 5,1%. No acumulado do ano em janeiro, no entanto, a queda nas vendas era de 28,2%, em junho de 15,4% e, em setembro, de 5,1%. Ou seja: houve recuperação. A entidade projeta que em outubro o recuo venha a ser de 0,2%, em novembro haja crescimento de 3,2% e, em dezembro, de 4,4%, caso se confirmem as melhores expectativas de Andreta Jr.

De acordo com o diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli, “isto demonstra que ao longo do ano o mercado vem se recuperando, pois iniciamos o ano com queda de 28%”.

Mesmo com inadimplência na casa de 5% e aprovação de crédito de seis a cada dez fichas a entidade está otimista quanto à melhora do cenário econômico com redução da inflação – a projeção é de deflação de 0,19% do IPCA em setembro – e com a Selic, hoje em 13,75%, parando de subir. Adicionalmente a proporção de metade dos emplacamentos sendo atribuída à venda direta deve continuar, o que inclui, além de locadoras, PCDs, taxistas, produtores rurais e MEIs.

Reação – Em setembro foram comercializados 193 mil 951 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que representa alta de 25,1% ante o mesmo mês em 2021, quando haviam sido emplacadas 155 mil unidades. Considerando apenas automóveis e comerciais leves os 180 mil 249 carros vendidos demonstram acréscimo de 26,7% ante igual período do ano anterior.

Frente a agosto, no entanto, quando os emplacamentos atingiram 208 mil 596 veículos, o recuo é de 7%. O porcentual de queda é semelhante ao das vendas de leves, de 7,1%. Segundo Franciulli isso se deve aos dois dias úteis a menos no mês passado.

Com 143 mil 210 automóveis emplacados em setembro houve incremento de 31,3% com relação ao nono mês de 2021, que registrou 109 mil 53 vendas. Mas, da mesma forma, com relação a agosto, quando foram licenciados 155 mil 202 carros, houve diminuição de 7,7%. E, apesar do avanço, no comparativo de janeiro a setembro há um recuo de 3,4%, com 1 milhão 117 mil veículos.

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