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Lubrax completa 50 anos com expansão da produção

EXCLUSIVO PARA ASSINANTES: Vibra, dona da marca, investe R$ 100 milhões para ampliar a fábrica de Duque de Caxias, a maior da América Latina

Duque de Caxias, RJ – Por 42 quilômetros de tubulação passam, anualmente, 300 milhões de litros de lubrificante Lubrax, tradicional marca brasileira que completa 50 anos em 2023 e que, desde 2019, é da Vibra, companhia criada após a privatização da BR Distribuidora, antigo braço de distribuição e lubrificantes da Petrobras. A maior fábrica de lubrificantes da América Latina, localizada em Duque de Caxias, vizinha à capital fluminense Rio de Janeiro, recebe investimento de R$ 100 milhões para expandir este volume: serão 500 milhões de litros por ano, um aumento de 66%.

“Com a ampliação e a modernização passaremos a ter uma das cinco maiores fábricas de lubrificantes do mundo”, disse Marcelo Bragança, vice-presidente de operações da Vibra e responsável pela unidade, à reportagem da Agência AutoData, que conheceu as instalações. Um verdadeiro canteiro de obras, ainda que a produção continue normalmente, em três turnos. “Este é o desafio: concluir a ampliação sem parar de produzir.”

De lá saem mais de seiscentos produtos diferentes, lubrificantes sintéticos e minerais com diferentes viscosidades. A última grande novidade é a linha Supera Premium, desenvolvida para modelos híbridos nas viscosidades 0W-20 e 5W-30 e que atendem a mais de 95% dos veículos vendidos no mercado nacional. 

Linha nova de lubrificantes atende a 95% dos híbridos vendidos no Brasil

“Carros híbridos demandam lubrificantes específicos. Já os elétricos precisam de soluções de lubrificação diferentes”, contou Vanessa Gordilho, vice-presidente de negócios, produtos e marketing. “Queríamos trazer um produto de máximo desempenho, que promovesse a redução da emissão de poluentes e que proporcionasse limpeza eficiente nos componentes do motor.”

Foram mais de 15 mil horas de pesquisa e desenvolvimento de fórmulas em laboratórios, no Brasil e nos Estados Unidos, e mais 5 mil horas de teste de campo e de desempenho em motores. Doze fórmulas foram desenvolvidas até que se encontrasse a melhor opção.

Os lubrificantes são criados após misturas de óleos básicos com aditivos. Boa parte da matéria-prima é importada, sobretudo das opções mais tecnológicas, ainda sem grande escala no Brasil. Mas o objetivo, garante a Vibra, é nacionalizar o máximo possível.

A produção

Definidas e aprovadas as fórmulas o lubrificante vai ao processo de produção. Existe muito cuidado nesta etapa, especialmente na higienização dos barris onde os materiais são misturados. Todos os barris de lubrificantes são testados na área de controle de qualidade para garantir que o produto saia com a mistura exata, sem possibilidade de danificar o motor. 

Os óleos básicos chegam por dutos – há uma refinaria da Petrobras próxima à fábrica da Vibra, a Reduc – ou por caminhões. Fórmula em mãos, os óleos chegam aos tanques onde passam pelo processo de mistura. Aprovados, seguem para a área de embalagens, que pode ser tanto de plástico como a granel. Depois seguem ao armazém, um prédio que recebe quase 3 mil toneladas de produto por dia e de onde os lubrificantes são levados à distribuição.

“Hoje os óleos Lubrax chegam a seis países da América do Sul”, contou Bragança. “Com a expansão pretendemos ampliar a distribuição.”

A unidade é altamente robotizada, com grande parte dos processos conduzida por máquinas. Em três turnos trabalham 550 funcionários, dos quais cinquenta nos laboratórios de pesquisa.

Vibra mostrando a sua cara

Sucessora da BR Distribuidora a Vibra possui mais de 8,3 mil postos de combustíveis em mais de 1,8 mil municípios brasileiros. São mais de 30 milhões de clientes, compradores de lubrificantes e motoristas que abastecem seus veículos. Oitenta das cem maiores empresas do País estão na carteira de clientes, garantiu Bragança.

A área de lubrificantes representa de 6% a 10% do total do negócio. Com forte presença na reposição e uma marca forte, a Lubrax, que por anos, por exemplo, estampou a camisa do Flamengo, clube de futebol de maior torcida do Brasil, a Vibra ainda busca ser mais conhecida como Vibra. Tem investido em patrocínios a eventos culturais e buscado mais clientes: “Hoje fornecemos para o primeiro enchimento na HPE, que produz modelos Mitsubishi, e Hyundai Construction. Queremos mais”.

Outra preocupação da companhia é com a transição energética. Segundo a vice-presidente Vanessa Gordilho os investimentos nesta área somam R$ 4 bilhões. No Brasil são mais de quatrocentos eletropostos. Em paralelo são feitos investimentos em parcerias com startups para identificar oportunidades de negócios com outras fontes de energia, incluindo o hidrogênio verde.

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