É o que aponta levantamento da CNI apresentado pelo gerente de transição ecológica em inovação, Alessandro Rizzato, durante a abertura do Congresso AutoData Megatendências 2025
São Paulo – Até 10 milhões de empregos deverão ser criados em áreas que promovem a descarbonização na indústria brasileira de 2025 a 2040. É a estimativa da CNI, Confederação Nacional da Indústria, apresentada pelo gerente de transição ecológica em inovação do CNI Senai, Alessandro Pansanato Rizzato, durante a abertura do Congresso AutoData Megatendências 2025 na terça-feira, 8.
Segundo ele a maior parte dos postos de trabalho, 3,5 milhões, deverá ser gerada nos setores de bioeconomia e biotecnologia:
“Aqui no País temos condições de produzir biocombustíveis avançados sem atrapalhar a questão da segurança alimentar. Não à toa o Brasil é o segundo maior produtor de biocombustíveis, atrás dos Estados Unidos”.
Ele contou, sem dar pormenores quanto à identidade, que uma companhia fechou acordo com o Senai para montar um centro de pesquisas, e que possui a intenção de construir vinte unidades para produzir etanol de segunda geração.
“Existe a perspectiva de a empresa contratar duzentos funcionários para cada uma delas, sendo que 30% desses profissionais serão engenheiros de tecnologia”, disse Rizzato, ao lembrar-se do risco de apagão nesta área, uma vez que não há tanta mão de obra disponível na área.
Fotos: Patrícia Caggegi.
Outra parcela significativa de empregos deverá ser criada no segmento de agricultura sustentável, com 2 milhões de vagas: “Vemos, por exemplo, caminhões a biogás avançando para dentro das propriedades, o que é um bom sinal”.
De acordo com o levantamento da CNI segmentos que também deverão gerar números expressivos de postos de trabalho serão infraestrutura e adaptação climática, com 1,6 milhão de vagas, transição energética, com 1,4 milhão, economia circular, com 1,2 milhão, indústria e mobilidade, com 700 mil e, outros, 300 mil.
“Entendemos que políticas de incentivo à ciência, tecnologia e inovação, a exemplo do Programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, poderão potencializar o avanço deste segmento.”
Para Rizzato a indústria é o motor da mudança para a economia de baixo carbono e a Europa pode ser grande parceira do Brasi pois “já temos uma indústria de etanol bem estabelecida e vemos a do biogás e biometano se consolidando. Gosto da lógica de complementariedade como forma de buscar adensamento das cadeias que nos coloquem cada vez mais no cenário global”.