Após primeiro semestre negativo na venda de pesados as projeções passam a apontar em queda de 7%, contra crescimento de 4,5% estimado no começo do ano
São Paulo – Passado o primeiro semestre, com crescimento de 4,8% nas vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus sobre os primeiros seis meses de 2024, somando 1,2 milhão de unidades, a Fenabrave revisou suas estimativas para o mercado brasileiro em 2025. E com apenas uma correção: nas vendas de caminhões, para baixo.
O segmento fechou o semestre com recuo de 3,6% nas vendas, o único com saldo negativo. Assim a associação, agora, passou a projetar queda de 7% para o ano, somando 113,6 mil unidades, cerca de 8,5 mil a menos do que as emplacadas no ano passado.
No início do ano a Fenabrave divulgou estimativa de crescimento de 4,5% nos licenciamentos de caminhões, levando as vendas a 127,6 mil unidades. O mercado total alcançaria 2 milhões 766 mil unidades, alta de 5% sobre 2024. Com as novas projeções, chegará a 2 milhões 752 mil veículos, avanço de 4,4%.
Outra mudança foi nos implementos rodoviários, que também recuaram, 19,8% no primeiro semestre, para 35,8 mil unidades. Para a Fenabrave, que estimava empate em 2025 com 2024, com 88,6 mil reboques, semirreboques e carrocerias sobre chassis vendidos, o setor cairá 20%, somando cerca de 71 mil unidades.
Para o presidente Arcélio Júnior o aumento na taxa de juros está afastando o comprador de caminhão e de implementos. “Quem compra caminhão o faz para investir e agora o transportador está segurando”.
No caso de implementos rodoviários o bom desempenho dos últimos anos é outro fator de recuo, porque investimentos recentes foram feitos.
O mesmo, porém, não ocorre com o segmento de automóveis e comerciais leves: a Fenabrave manteve as estimativas de aumento de 5% nas vendas, para 2,6 milhões de unidades. No primeiro semestre os emplacamentos cresceram 5,1%, somando 1,1 milhão de carros e utilitários.
“No caso de automóveis temos fatores como o pleno emprego e a renda crescente, que ajudam a aquecer o mercado, mesmo com os juros em alta. O Brasil tem ainda muito potencial de crescimento, nossa relação de habitantes por veículo é baixa, comparada com mercados maduros”.
A Fenabrave não mexeu também com as projeções para as vendas de ônibus: seguem em 6% de alta, com 29,3 mil veículos, puxadas, especialmente, pelo programa Caminho da Escola, que no primeiro semestre contribuiu para o crescimento de 24,5%, somando 14,1 mil unidades.