Segundo a Honda os dois SUVs miram públicos diferentes e o lançamento vem para ampliar seu portfólio no Brasil
São Paulo – Havia um buraco, em termos de preço, no portfólio brasileiro da Honda. Da versão topo de linha do sedã City à mais barata do SUV HR-V existia espaço para mais um modelo, lacuna outrora ocupada pelo WR-V montado sobre base do Fit, que deixou de ser produzido em 2022 com a reestruturação da gama Honda, que vitimou também o próprio Fit.
São 4 m 325 de comprimento, 2 m 650 de entreeixos. É apenas 2 cm menor do que o HR-V, com 4 cm a mais de entre-eixos. O porta-malas, porém, oferece 458 litros, bem mais do que os 354 do SUV lançado há dez anos.
O portfólio formado por duas versões, EX e EXL, tem apenas o motor 1.5 flex aspirado que desenvolve 126 cv com transmissão CVT. Bem equipado desde a versão de entrada, com central multimídia, ar-condicionado digital, câmara de ré e o pacote Honda Sensing com tecnologias de assistência ao motorista, parte de R$ 144 mil 990. Para ter faróis de neblina em LED, bancos e volantes em couro, carregador de celular por indução R$ 149 mil 990.
Ocupa a faixa de mercado do City Sedan EXL ao HR-V EX – desconsideramos aqui a versão Touring, mais esportiva. Para Ariel Mógor, gerente de marketing e relações públicas da Honda, o porte não é o principal: o WR-V mira público diferente do HR-V.
“O WR-V será o primeiro SUV de muitos brasileiros”, afirmou, completando que a estratégia de marketing direciona os esforços para jovens, casais sem filhos ou com filhos novos, que usam o carro para viajar: “Por isto o porta-malas maior, por exemplo. O cliente do WR-V fará um uso diferente do do HR-V”.
Complementando o portfólio
Mógor admitiu que pode haver uma canibalização dos dois SUVs, mas minimizou. O WR-V é considerado pela Honda um novo carro, que amplia o portfólio e trará novos clientes à marca.
Para colocar o WR-V no mercado a Honda promoveu a contratação de 350 trabalhadores em Itirapina e Sumaré, SP. Na primeira fábrica, de onde sai o modelo, foram acrescentados 250 funcionários – completando, assim, dois turnos completos de produção.
A capacidade produtiva será ampliada em cerca de 20 mil unidades, para 125 mil carros/ano. Esta é mais ou menos a conta da Honda para a produção do novo modelo. De janeiro a setembro, sem o WR-V, foram comercializados 74,6 mil unidades da marca, das quais 45,3 mil HR-V.
Em torno de 10% do volume tem como destino outros mercados, que também receberão o novo SUV.