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COP 30 é oportunidade para o Brasil mostrar biocombustível ao mundo

Assessor especial da presidência, Henry Joseph Jr falou um pouco sobre a participação da Anfavea na conferência da ONU em novembro

São Paulo – A presença da Anfavea na COP 30, Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em novembro, em Belém, PA, será uma oportunidade de a indústria automotiva brasileira demonstrar o seu leque de opções de tecnologias em descarbonização, sobretudo com aplicação de biocombustível. Este é o grande objetivo, segundo Henry Joseph Júnior, assessor especial da presidência da entidade, que participou do Seminário Brasil Eletrificação e Descarbonização, organizado por AutoData na terça-feira, 21.

Autoridades e delegações de diversos países estarão na Capital paraense, na primeira conferência organizada dentro da região da Amazônia: “É importante ser colocado em voz bem alta a eficiência e o resultado dos biocombustíveis”, afirmou Joseph Jr. “Alguns países ainda têm uma visão equivocada, de que o seu uso acaba por ocupar espaço de plantação de alimentos. O Brasil provou que é possível crescer o plantio de biocombustíveis e também de alimentos”.

O executivo da Anfavea destacou que a frota brasileira, hoje, é composta por 87% de veículos flex, o que torna mais fácil a transição para a descarbonização: “Enquanto os demais países precisam substituir a frota nós podemos, com a nossa atual, fazer esta mudança com baixo custo”.

Apesar de já haver muita possibilidade de avanço Joseph Jr ressaltou que a indústria tem trabalhado com afinco na melhoria da eficiência energética de seus veículos, algo que vem desde a criação do Inovar Auto, na década de 2010: “Foi aperfeiçoado com o Rota 2030 e ficou mais claro com o Mover [Programa Mobilidade Verde e Inovação], quando adotamos o critério do poço à roda. Os carros em circulação hoje são muito mais eficientes e sabemos que haverá cobrança da população para progredir ainda mais neste sentido”.

Novo estudo

Durante a COP 30 a Anfavea apresentará também um estudo, feito em parceria com a consultoria BCG, sobre o cálculo de emissões de CO2 ao longo de todo o ciclo de vida dos veículos, da pré-produção ao descarte.

A entidade será uma das treze a manter estande em espaço em parceria com a CNI, Confederação Nacional da Indústria, e a CNSeg, Confederação Nacional das Seguradoras. Também participará de debates e painéis durante a conferência, especialmente com os biocombustíveis como tema.

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