Empresa projeta ampliar exportações e aposta em certificações e tecnologia para avançar no mercado externo
São Paulo — A Tecnovidro projeta ampliar sua participação no processo de exportações, nos próximos anos, com o segmento de ônibus como principal vetor de expansão. Hoje cerca de 15% da produção da empresa já segue para fora do País, principalmente de forma indireta, por meio de clientes.
Segundo Fabrício Flach, gerente comercial, a presença internacional da companhia está concentrada na América Latina, com destaque para Argentina e Chile, além de operações pontuais na África, Austrália e América Central.
“A gente cresce junto com os nossos clientes, que exportam, mas também já mantemos negociações para estruturar canais diretos. A ideia é operar nas duas frentes.”
América do Norte e Europa ainda não fazem parte da operação regular, mas estão no radar da empresa. A meta interna é elevar a participação das exportações em cerca de 10% nos próximos dois a três anos: “Isto depende de câmbio, custo de frete, cenário internacional e até do próprio mercado interno”.
Neste movimento certificações internacionais têm papel central na abertura de novos mercados. A empresa renovou recentemente a certificação DOT e ampliou o escopo de produtos homologados: “A gente já tinha a certificação, mas agora ampliamos o portfólio dentro dela. Isso abre novas oportunidades, principalmente com a inclusão de produtos que antes não estavam no escopo”.
Apesar disso a competitividade segue condicionada a fatores estruturais: “O que nos torna mais ou menos competitivos não é só tecnologia, porque isso hoje é nivelado globalmente. O que pesa mesmo é câmbio, custo logístico e concorrência, principalmente com produtos que vêm da Ásia”.
A ampliação das exportações ocorre em paralelo ao aumento da capacidade produtiva. Desde 2024 a empresa investiu cerca de R$ 40 milhões em expansão e automação, o que permite absorver o crescimento projetado sem necessidade imediata de novos aportes: “Hoje a estrutura já suporta esse crescimento projetado. Este plano de aumento das exportações pode ser absorvido com a capacidade atual”.
Do ponto de vista de mercado Flach ressaltou que o segmento de ônibus aparece como principal vetor de expansão no Exterior, enquanto o agrícola ainda concentra maior potencial no Brasil: “O ônibus está mais consolidado e tem um potencial maior no curto prazo fora do País. Já o agrícola ainda tem muito espaço para crescer no mercado interno”.
No horizonte de médio prazo o diretor executivo Marco Aurélio de Bastiani avaliou que a exportação deve ganhar peso não apenas como complemento mas como pilar do negócio: “A exportação tende a ser um pilar importante, não só de crescimento mas também de diversificação de risco”.