Wuhu, China – Figurar na lista das dez montadoras que mais vendem carros no Brasil é, hoje, o objetivo de Guibing Zhang, presidente da Chery Internacional. Mas, em entrevistas a jornalistas brasileiros no recém-construído escritório-sede da empresa, em Wuhu, ele admitiu sonhar com mais: o Top 3.
“Em alguns mercados temos potencial para ser número 1, número 2 ou número 3. Mas cada mercado tem sua particularidade. No caso do Brasil, quando realmente formos a fundo, entendermos o mercado e prepararmos produtos que correspondam à demanda tenho a certeza de que chegaremos não só ao Top 10, mas ao Top 3.”
Como a Stellantis o Grupo Chery mantém em seu guarda-chuva diversas marcas. Foi pioneira dentre as chinesas no mercado nacional, com a Chery, há quinze anos – e somente ela já começa a beliscar o Top 10. Recentemente introduziu a Omoda Jaecoo, a Jetour, está iniciando a operação da Lepas e tem plano para a Exeed. Na China ainda controla a iCar e a Freelander, em parceria com a JLR.
Hoje a Omoda Jaecoo é a grande aposta de crescimento de volume da companhia no mercado brasileiro. Em algumas semanas chega ao mercado o Jaecoo 5, com promessa de preço competitivo e porte que agrada o consumidor local, dentro de uma faixa de mercado disputada e em crescimento. Mais para o fim do ano a marca desce um degrau, com o Omoda 4 – e alcança mais potencial de volume.
Mais adiante está nos planos lançar o Omoda 2, descendo mais degraus na pirâmide do mercado e, por consequência, alcançando mais consumidores. Zhang confirmou o modelo para o Brasil: “Como temos a questão do flex fuel, ele poderá chegar um pouco depois do que em outros mercados. Ele será lançado globalmente no fim de 2027, então creio que em 2028 ele estará no País”.
Até lá a Omoda Jaecoo deverá contar o apoio de uma fábrica no Brasil. Zhang não entrou em pormenores, não citou locais ou deu algum prazo, alegando existir contratos de confidencialidade, mas garantiu a produção brasileira:
“Está muito claro: a política do governo é incentivar a fabricação local de veículos. Caso contrário a empresa pagará 35% de imposto, é muita coisa. Neste caso eu mesmo devo me pressionar para finalizar rapidamente as negociações para produção local, porque eu talvez esteja perdendo dinheiro. E se a política for mais pesada, com mais taxas, eu perderei ainda mais. Preciso rapidamente encontrar o caminho para realizar a fabricação”.