São Paulo — A indústria de implementos rodoviários registrou, de janeiro a abril, a venda de 42,6 mil produtos, 11,2% abaixo dos 48 mil comercializados no primeiro quadrimestre do ano passado. Os dados foram divulgados pela Anfir, Associação Nacional de Fabricantes de Implementos Rodoviários.
A maior retração foi observada no segmento pesado, ou seja, de reboques e semirreboques. Foram emplacados 21,1 mil implementos, 12,8% abaixo dos 24,3 mil do acumulado de 2025. Quanto aos leves, carroceria sobre chassis, o recuo foi de 9,6%, ao baixar de 23,6 mil para 21,3 mil unidades neste mesmo comparativo.
Quando se analisa apenas o mês de abril os segmentos apresentaram comportamentos opostos. Foram emplacados 5,5 mil reboques e semirreboques, enquanto que em março foram vendidos 6,3 mil, queda de 12,7%. Já em carrocerias sobre chassis foram comercializados 6,2 mil equipamentos contra 5,8 mil em março, alta de 6,9%.
Para o presidente da Anfir, José Carlos Sprícigo, a retração do setor pesado pode ser sinal de que os operadores logísticos estão cautelosos quanto a investirem seus recursos na aquisição de reboques e semirreboques, provavelmente por terem dúvidas quanto aos rumos da economia: “Já o desempenho do segmento leve é reflexo do consumo e das operações logísticas urbanas”.
Move Brasil 2 traz otimismo ao setor
Existe, no entanto, esperança de que o setor inverta a curva de queda registrada até o momento porque a segunda etapa do programa Move Brasil, lançada em 30 de abril, incluiu implementos rodoviários: “Esta é uma medida importante a favor da indústria e da melhoria contínua da segurança no transporte rodoviário de cargas”.
O valor total de crédito oferecido para a compra de caminhões, ônibus e implementos rodoviários será de R$ 21,2 bilhões, sendo R$ 14,5 bilhões em recursos do Tesouro e R$ 6,7 bilhões do BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social.