Inédito SUV é econômico, melhora o conforto dos ocupantes com nova suspensão que se ajusta para absorver as imperfeições do percurso, mas o preço ainda está acima dos seus concorrentes
Brumadinho, MG – A General Motors decidiu manter, ao menos por ora, os preços promocionais anunciados no lançamento do Sonic, o SUV compacto global que chega com a meta de melhorar o desempenho da Chevrolet no mercado brasileiro. São apenas duas versões: a Premier, por R$ 129 mil 990, e a mais esportiva RS, por R$ 135 mil 990.
Na apresentação dos modelos, há cerca de um mês, a GM disse que estes seriam os preços promocionais de lançamento. Agora os valores estão sendo mantidos: “Cresceremos em volume, market share e em lucratividade com o Sonic em nosso portfólio”, comemorou Fábio Rua, vice-presidente da companhia.
No entanto a empresa não confirmou se estes serão os preços sugeridos de referência daqui em diante, ou se fará uma nova alteração na tabela em breve. Mas considerando a maioria dos seus concorrentes, com preços abaixo de R$ 130 mil, pode ser que este seja o preço definitivo para as duas versões.
Sonic Premiere
Sonic na pista
A reportagem da Agência AutoData rodou por mais de 100 quilômetros com o Sonic por estradas movimentadas, sinuosas e em péssimas condições de Belo Horizonte até Brumadinho, em Minas Gerais. Sua construção, calibração do powertrain e suspensão pode estabelecer um novo parâmetro neste que é segmento com maior potencial de crescimento dentre os SUVs.
No primeiro contato neste percurso até Brumadinho o Sonic mostrou algumas qualidades, como sua suspensão multiválvula. Ele tem 201 milímetros de altura do solo e de acordo com Fábio Morgan, engenheiro chefe do projeto que concebeu o Sonic, “conforme a compressão e a exigência o conjunto vai de adaptando”.
Esta dinâmica é muito diferente das suspensões tradicionais, de acordo com o engenheiro, e na prática percebeu-se a carroceria estável e os pneus trabalhando nas estradas com piso bastante irregular.
Seu motor turboflex 1.0 de 115 cv e 18,9 kgfm de torque não deixou o motorista frustrado nem em ultrapassagens pela rodovia Fernão Dias ou na sinuosa estrada pela Serra do Rola Moça, cheia de caminhões utilizados na mineração, quando o Sonic foi mais exigido. A aceleração linear e previsível com trocas suaves e progressivas da transmissão de seis marchas permitem um comportamento que não compromete seu desempenho.
No computador de bordo, com duas pessoas no veículo e abastecido com gasolina, o Sonic fez 12,5 km/l nestes pouco mais de 100 quilômetros. De acordo com Morgan ele tem, em média 200 kg a menos do que alguns concorrentes do segmento dos compactos, melhorando sua relação peso/potência e, consequentemente, o desempenho e o consumo.