Objetivo é crescer em volume e conquistar mais participação de mercado, segundo o presidente Thomas Owsianski
São Paulo – No ano passado a Chevrolet foi a terceira marca mais vendida no mercado brasileiro, com 276 mil emplacamentos, segundo a Fenabrave. O volume ficou 18,5% abaixo do registrado em 2020, último ano em que liderou as vendas no País, com 338,5 mil veículos emplacados. A participação caiu de 17,5% para pouco mais de 10% das vendas.
“Dez por cento não é o suficiente para a marca e para a sua rede de concessionárias”, afirmou à Agência AutoData o presidente da General Motors América do Sul, Thomas Owskianski. Há cerca de noventa dias no posto o executivo tem uma direção clara: “Precisamos crescer. Queremos e podemos crescer de uma forma sustentável para nós e para a nossa rede de concessionários. Claramente precisamos de um market share maior”.
Uma das respostas, e certamente a qual a companhia deposita a maior parte de suas fichas, começou a ser faturada pela rede na quinta-feira, 7. O Chevrolet Sonic ocupa uma faixa de mercado em crescimento e com grande potencial, a dos SUVs compactos, e também a que mais novidades recebeu recentemente.
Dentro do portfólio Chevrolet, conforme explicou o vice-presidente de vendas Rafael Santos, fica posicionado sobre o Onix Activ, que chega ao mercado em breve, e abaixo do Tracker.
O carro
Embora olhe também para o Volkswagen Tera e e Renault Kardian, o Sonic compete, em porte, mais com o VW Nivus e o Fiat Fastback. Tem 4 m 23 de comprimento, apenas quatro centímetros menos do que o Tracker, 1m 77 de largura e 1 m 53 de altura. Sua altura do solo, 20 cm, permite oferecer o porte de SUV que conquistou os brasileiros.
O motor é o 1.0 turbo de injeção direta, o mesmo do Onix e de algumas versões do Tracker – e mantém a tão criticada correia banhada a óleo. Alcança 115cv em conjunto com a transmissão, sempre automática, de seis marchas e tem 18,9 kgfm de torque. Segundo o Inmetro o consumo, na estrada, chega a 14,8 km/l com gasolina e 10,4 km/l com etanol.
Traz um bom pacote de itens de série, como faróis full LED, itens de ADAS que integram o chamado Chevrolet Intelligent Driving com uma câmera frontal que amplia a área de cobertura e dá mais proteção aos ocupantes e pedestres, OnStar, tela multimídia de 11 polegadas, painel frontal de 8 polegadas, rodas de liga leve de 17 polegadas e outros.
No entanto o grande chamariz, segundo Santos, é seu design imponente, com a parte dianteira elevada, diversos vincos que criam o que os designers chamam de musculatura. “Ele não sairá da cabeça do consumidor”, afirmou o diretor, citando a campanha de marketing. Os materiais usados nos acabamentos dão a sensação de ser um carro de nível superior. Para a Chevrolet é um SUV cupê, por causa da silhueta gerada na sua parte traseira.
O Sonic estreia também a nova gravata Chevrolet, a sexta geração. Como opcional ela pode ter iluminação, o que traz um efeito visual interessante combinado com a faixa de luz traseira do SUV, que é interrompida, justamente, no logo.
Preços e versões
O Sonic já está à venda, em duas versões bem completas, todas com transmissão automática: