Gravataí, RS – Os sistemas híbridos da General Motors entraram em fase final de homologação e início de produção em escala na fábrica de Joinville, SC. Desta forma está muito próximo o lançamento do primeiro Chevrolet com sistema híbrido leve, MHEV, provavelmente estreando no Tracker feito em São Caetano do Sul, SP nos próximos meses.
A novidade é que a GM está acelerando seu cronograma e o segundo híbrido leve deverá ser o Chevrolet Sonic fabricado em Gravataí, RS, com grande probabilidade de também ser lançado ainda este ano.
Fontes da indústria consultadas pela Agência AutoData apontam que este deverá ser o roteiro este ano. Mesmo sem confirmar oficialmente os executivos da GM afirmam que o compromisso é de que até 2030 todos os modelos fabricados no País terão a tecnologia híbrido leve e híbrido plug-in.
Todos esses propulsores que combinam combustão interna e eletrificação serão produzidos em Joinville, que recebeu R$ 300 milhões dos R$ 10,5 bilhões de investimentos. A unidade foi ampliada justamente para incrementar as novas tecnologias eletrificadas em seu portfólio.

A mais moderna
A fábrica de Gravataí, RS, também deverá ser a unidade da GM no País que receberá a maior parte dos sistemas híbridos produzidos em Joinville. Onix, Onix Plus e Sonic representam quase 70% do volume de vendas da Chevrolet no mercado nacional.
A fábrica recebeu investimento de R$ 1,2 bilhão do ciclo total até 2030, o que incrementou a automação e melhorou os processos.
A linha final de montagem, por exemplo, reúne três fases essenciais da fabricação. O primeiro é casamento da carroceria com o powertrain, feito por meio de um transportador aéreo que conecta o corpo do veículo ao conjunto motor, transmissão, suspensão e sistemas de freios de escapamento acoplados na guia AGV.
Depois de adicionado todo o interior, os líquidos como fluídos e as portas, que são montadas em uma linha paralela para depois serem instaladas no veículo, um computador é conectado para que seja a feito o download de todos os softwares.
Neste momento todo os parâmetros do motor e sistema eletrônicos, além dos softwares de infoentretenimento são baixados de acordo com a configuração de cada modelo específico.
Uma equipe de sete mulheres é responsável por esta operação e pela checagem de que todos os softwares estão instalados. Interessante é que todas têm deficiência auditiva, uma característica importante para a eficiência deste processo, segundo Julio Affeldt, diretor de produção da fábrica:
“Elas têm uma atenção maior em todas etapas da checagem, o que é muito importante para validar o funcionamento de toda a eletrônica. Além disso elas dão a primeira partida nos veículos”.
Após esta etapa começa a checagem externa até que o veículo vai para o momento final onde roda alguns quilômetros num dinamômetro e passa pelo túnel de luz antes de ir ao pátio e começar a viagem até o seu novo dono.



















