São Paulo — A produção de veículos registrou recuperação em agosto na Argentina, mas permaneceu abaixo do nível do ano passado. Segundo a Adefa, Associação de Fábricas de Automotores, as montadoras instaladas no país produziram 39 mil 381 automóveis e comerciais leves no mês, alta de 26,3% sobre julho. No entanto, o número representa uma queda de 11,6% na comparação com agosto de 2025, quando foram fabricadas 44 mil 545 unidades.
No acumulado de janeiro a agosto, a indústria argentina produziu 275 mil 228 veículos. O resultado representa retração de 17,1% em relação às 332 mil 135 unidades fabricadas no mesmo período de 2025.
O desempenho de agosto interrompe, em parte, a sequência de resultados negativos observada ao longo do ano. Em janeiro e fevereiro a produção havia recuado 30,1% na comparação anual. Março foi o único mês a apresentar crescimento, de 0,4%. Em abril, maio, junho e julho, as retrações foram de 17,5%, 21,5%, 13,6% e 16%, respectivamente.
Exportações
Em agosto, as fabricantes argentinas enviaram ao exterior 24 mil 589 veículos, crescimento de 5,2% sobre julho. Enquanto isso há uma queda de 3,6% em relação às 25 mil 503 unidades exportadas no mesmo mês de 2025.
De janeiro a agosto as exportações somaram 174 mil 859 veículos, alta de 0,9% sobre as 173 mil 382 unidades registradas no mesmo período do ano passado. O resultado contrasta com a queda de 17,1% da produção no acumulado do ano.
O Brasil continua sendo, de longe, o principal destino dos veículos argentinos. Até agosto, foram exportadas 112 mil 379 unidades para o mercado brasileiro, o equivalente a 64,3% do total exportado pela indústria. Apesar da liderança, o volume representa redução de 2 mil 527 unidades em relação ao mesmo período de 2025.
Vendas também recuam
Em agosto foram emplacadas 44 mil 415 unidades, volume foi 19,1% inferior ao registrado em agosto de 2025, quando foram emplacados 54 mil 889 veículos, segundo a Acara. Em julho foram 45 mil 75, o que representa queda de 1,5%.
O mercado acumula 385 mil e 91 veículos emplacados nos primeiros oito meses do ano. Este dado representa uma retração de 13,3% sobre o mesmo período do ano passado.























