São Paulo – Saíram das linhas de produção argentinas de janeiro a julho 235,8 mil automóveis e comerciais leves, volume 18% abaixo do mesmo período em 2025. Foi o que informou balanço divulgado pela Adefa, que representa as montadoras no país.
No mês passado foram fabricados 31,2 mil, 15,8% aquém de junho e 16% a menos do que em julho de 2025. Com relação às exportações houve acréscimo de 28,3% no comparativo anual e de 4,5% no mensal, totalizando 23,3 mil unidades.
Para Rodrigo Pérez Graziano, presidente da Adefa, o desempenho de julho reflete a fase de reajuste pela qual a indústria passa, na qual a produção adequa seus ritmos ao volume de estoque da cadeia e à dinâmica do mercado interno:
“Neste cenário o verdadeiro motor do setor continua sendo o canal de exportação, que se consolida como o pilar da atividade no acumulado do ano”.
Exportações voltam a crescer
Nos sete meses iniciais de 2026 foram exportados 150,2 mil veículos, 1,6% acima do mesmo período do ano passado. Desta forma as exportações inverteram a curva de queda registrada no primeiro semestre e começaram a apresentar crescimento no ano.
A partir de julho já era aguardada melhora dos envios de veículos a outros países devido à isenção do imposto de exportação, medida que visa à melhora da concorrência do produto argentino principalmente em meio à forte concorrência com marcas chinesas.
Plano é ganhar escala global
Graziano afirmou, ainda, que para aprofundar o processo de inserção internacional e ganhar escala global com os veículos argentinos é indispensável aprofundar a agenda de competitividade e gerar mais e melhores acordos com os principais parceiros comerciais do país, além de buscar novos mercados.
“Valorizamos o impulso de medidas nacionais, como a redução de impostos sobre exportação, mas é necessário o apoio de províncias e municípios por meio da redução da carga tributária local e provincial. O acúmulo de taxas e tributos gera um custo argentino que reduz a competitividade exportadora.”
Vendas
A respeito das vendas: o mercado argentino encolheu 12,8% no acumulado do ano, com 340 mil unidades. Em julho foram comercializados 43,7 mil veículos, 7,7% abaixo de julho e 30,3% aquém do mesmo mês no ano passado, segundo dados da Acara, a entidade que representa as concessionárias no país.





















