São Paulo – Prestes a completar dois anos de operação, em novembro, o Museu Carde, instalado em Campos do Jordão, SP, atingiu a marca de 200 mil visitantes. Idealizado pela Fundação Lia Maria Aguiar reúne acervo permanente de mais de 120 veículos clássicos e uma centena de obras de arte.
Para celebrar o marco de público a instituição abriu exposição temporária em homenagem aos 70 anos do início da produção da Romi-Isetta, primeiro automóvel de passeio fabricado em série no País, em cartaz até 12 de outubro. A mostra relembra os aspectos tecnológicos, históricos e sociais do projeto iniciado em junho de 1956 pela Indústrias Romi, em Santa Bárbara d’Oeste, SP, sob licença da italiana Iso, ressaltando o carro como um marco inaugural da industrialização automotiva nacional.
Dentre os destaques da exposição está o Romi-Isetta 300 de Luxe, fabricado em 1959, com motorização BMW – adotada após o fim do contrato com a Iso –, que trouxe ganhos de potência e torque com relação às primeiras unidades.

O evento também apresenta as soluções de engenharia do veículo, como o acesso frontal por porta única integrada ao volante, a autonomia de 25 km/l e os bastidores de sua produção, preservados em documentos originais e desenhos técnicos no Centro de Referência e Pesquisa do museu.
Além da preservação histórica a estrutura do Carde aposta na formação de monitores por meio da própria Fundação Lia Maria Aguiar e na imersão cenográfica dividida por décadas. O acervo inclui peças dos artistas plásticos Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Vik Muniz, expostas ao lado de modelos raros. A proposta do espaço busca unir o resgate da memória afetiva à educação cultural, contextualizando os veículos nas transformações sociais de cada período.
Os ingressos custam R$ 160, sendo R$ 80 a meia entrada.























